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Confiança do comércio abre 2026 no maior patamar em 18 meses

Por: Alice Lopes

Jornalista no E-Commerce Brasil

Jornalista e redatora no portal E-Commerce Brasil em constante busca pelas melhores histórias.

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O setor comercial brasileiro inicia o ano com um renovado fôlego de otimismo. Segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV), o Índice de Confiança do Comércio (Icom) avançou 3,0 pontos em janeiro, atingindo a marca de 91,3 pontos. O resultado representa o nível mais alto do indicador em um ano e meio, consolidando uma trajetória de melhora nas médias móveis trimestrais.

Confiança do comércio
(Imagem: Envato)

O movimento foi impulsionado por cinco dos seis principais segmentos do setor. De acordo com o Ibre/FGV, embora o cenário macroeconômico de 2025 tenha sido marcado por juros elevados e endividamento das famílias, a resiliência do mercado de trabalho e a sustentação da renda têm alimentado expectativas mais favoráveis para o ciclo que se inicia.

Expectativas de vendas atingem nível pré-pandemia

O grande motor do crescimento em janeiro foi o Índice de Expectativas (IE-COM), que saltou 4,6 pontos, chegando a 93,7 pontos. Este é o quinto mês consecutivo de alta, revelando uma aposta firme do empresariado no curto prazo. O destaque absoluto ficou para as perspectivas de vendas para os próximos três meses, que dispararam 9,3 pontos e atingiram o maior patamar desde fevereiro de 2020.

Apesar da euforia com o futuro próximo, o sentimento em relação à tendência dos negócios para o próximo semestre apresentou uma estabilidade com leve recuo de 0,3 ponto. Isso indica que, embora o varejo enxergue um primeiro trimestre aquecido, o setor mantém um olhar atento às variáveis de longo prazo e à manutenção da política monetária.

Recuperação gradual da situação atual

No campo das avaliações presentes, o Índice de Situação Atual (ISA-COM) avançou 1,3 ponto, alcançando 89,5 pontos. Mesmo ainda fora da zona de neutralidade, o indicador de demanda atual registrou sua terceira alta consecutiva, sinalizando uma retomada paulatina do fluxo de consumo nas lojas físicas e digitais.

A Sondagem do Comércio reforça que o varejo atravessa um período de transição: a realidade imediata ainda reflete os desafios de crédito e juros herdados do ano passado, mas a confiança na capacidade de consumo do brasileiro projeta um início de 2026 muito mais dinâmico. Para os gestores, o desafio será converter esse otimismo em faturamento real, aproveitando a disposição de compra sinalizada para os meses de verão e início do outono.