Redação E-Commerce Brasil

Amazon inflou preços de papel higiênico e álcool em gel, aponta relatório

Sexta-feira, 11 de setembro de 2020   Tempo de leitura: 4 minutos

A Amazon cobrou preços inflados por álcool gel, luvas descartáveis, papel higiênico e outros itens essenciais meses após o início da pandemia de Covid-19, disse um grupo defesa do consumidor em relatório que acusa a maior varejista online do mundo de preços abusivos.

O relatório, divulgado na quinta-feira pela Public Citizen, examina vários produtos no site da Amazon. Com base em suas próprias observações e dados de sites de rastreamento de preços, a organização sem fins lucrativos identificou aumentos de preços de até 1.000% quando comparados aos níveis pré-pandemia ou aos preços de outras grandes varejistas.

O relatório desafia a postura pública da Amazon segundo a qual não tem controle sobre a manipulação de preços conduzida por alguns “malfeitores” que vendem produtos em sua popular loja online. O relatório também acusa a Amazon de aumento de preços em produtos que a varejista online vende diretamente.

A empresa negou o envolvimento em tais práticas. “Não há lugar para aumento de preços na Amazon, e isso inclui produtos oferecidos diretamente pela Amazon”, disse um porta-voz. “Nossos sistemas são projetados para oferecer aos clientes o melhor preço online disponível e, se vemos um erro, trabalhamos rapidamente para corrigi-lo.”

Um dos itens rastreados no relatório, um sabonete líquido para as mãos de cerca de 220 ml da marca Dial, estava disponível no início desta semana por US$ 6,41 diretamente na Amazon e por aproximadamente o mesmo preço em um comerciante terceirizado.

A Target listou o produto por US$ 1,49, enquanto a CVS Health cobrava US$ 2,29, embora nenhuma tenha disponibilizado o sabonete para entrega em domicílio. O Walmart só vende o sabonete líquido em lojas e não divulga o preço online (um vendedor no marketplace do Walmart postou um preço mais alto, de US$ 7,98, do que na Amazon).

Aumento de reclamações na pandemia

A pandemia coincidiu com várias de reclamações sobre preços abusivos, bem como disponibilidade irregular, de produtos em demanda como artigos de limpeza e ingredientes de panificação.

Um regulador da Alemanha também questionou a Amazon sobre os preços durante a pandemia. Como parte de uma campanha contra preços inflados dos revendedores, a 3M processou, e posteriormente chegou a um acordo, com um comerciante da Amazon.

Alex Harman, defensor de política de concorrência da Public Citizen e autor do relatório, chama de “loucura” que a Amazon ainda registre preços abusivos meses depois. Ele suspeita que os preços mais altos identificados na Amazon resultem, em parte, dos aumentos de novos fornecedores que a empresa buscou às pressas após o início da pandemia. Mas isso não significa que esses preços devam chegar aos consumidores, disse.

“O aumento da demanda e a falta de oferta são literalmente a razão de existirem leis contra manipulação de preços”, disse Harman.

Leia também: 55% dos lojistas vendem em pelo menos um marketplace no Brasil há mais de 3 meses

Com informações da Exame e da Bloomberg

Deixe seu comentário

0 comentários

Comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Comentando como Anônimo

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

  Assine nossa Newsletter

Fique por dentro de todas as novidades, eventos, cursos, conteúdos exclusivos e muito mais.

Obrigado!

Você está inscrito em nossa Newsletter. Enviaremos, periodicamente, novidades e conteúdos relevantes para o seu negócio.

Não se preocupe, também detestamos spam.