Em um mercado que evolui rapidamente, no qual plataformas disputam atenção e verba, exemplos como precificação de anúncios das grandes plataformas revelam uma tendência: a mídia programática está cada vez mais concentrada dentro dos “walled gardens”, levantando questões sobre transparência, controle de dados e eficiência de investimento.

Em meio a reajustes tributários e repasses de custos, compreender como essas variáveis influenciam – e muitas vezes definem – as estratégias de compra programática é essencial para marcas que buscam não apenas alcance, mas eficiência e controle de resultados. Em um ambiente no qual dados são proprietários, métricas são restritas e a governança está centralizada nas plataformas, a mídia deixa de ser apenas uma compra automatizada e passa a ser também uma disputa por acesso, controle e previsibilidade.
Os recentes aumentos de preços anunciados pelo Google e pela Meta no Brasil não se referem apenas aos custos de mídia mais elevados. Eles trazem à tona uma questão mais profunda: a eficiência da mídia. Se a atenção é diluída em ambientes baseados em scrolls, os anunciantes precisam gastar mais apenas para gerar um engajamento significativo. O aumento dos custos, combinado com a redução das oportunidades de atenção, cria uma dupla pressão sobre o desempenho.
A importância de brand safety
Mas, além da disputa pela atenção, existe um risco crescente: garantir que essa exposição aconteça em ambientes seguros, coerentes com os valores da marca e longe de conteúdos controversos. As empresas que operam em ecossistemas fechados e aplicam seus próprios padrões técnicos destacam a dependência de mecanismos de monitoramento que não estão sujeitos a controles independentes no nível do navegador. Para os anunciantes, isso representa um risco crescente para a segurança da marca.
Os walled gardens trazem desafios específicos, em que plataformas proprietárias controlam a detecção e a denúncia de fraudes, o que limita a verificação independente. Já os canais programáticos abertos podem apresentar taxas de fraude iguais ou menores e oferecem mais transparência, com ferramentas de verificação, otimização do caminho de fornecimento e acesso a plataformas independentes que permitem filtragem em tempo real e auditorias pós-campanha.
Ao mesmo tempo, soluções avançadas da Open Web estão reduzindo rapidamente a diferença de desempenho com o uso de tecnologias baseadas em IA. Sistemas contextuais modernos analisam intenção semântica, tom e nuances do conteúdo para identificar públicos com alta propensão, entregando inventários relevantes com precisão comparável à segmentação tradicional. Tudo isso com mais transparência, verificação independente e em total conformidade com as regulamentações de privacidade. Assim, as marcas passam a acessar performance competitiva sem depender exclusivamente de ecossistemas fechados.
Compartilhamento de dados e resultados reais
A discussão sobre walled gardens também passa por um aspecto invisível para o consumidor, mas decisivo para as marcas: os sinais de comportamento. Hoje, por exemplo, apenas ao acessar o site de uma marca automotiva, pode ser suficiente para que um usuário comece a receber anúncios de concorrentes em suas redes sociais em questão de minutos. Isso evidencia como funciona a operação em tempo real dentro dessas plataformas: a intenção é detectada, categorizada e imediatamente monetizada. O dado, nesse contexto, não apenas orienta campanhas, mas se torna o principal ativo competitivo do ecossistema.
A Open Web está se tornando um terreno fértil para anunciantes que buscam maneiras eficazes e compatíveis com a privacidade de alcançar seu público, mas sabemos que as jornadas dos consumidores são complexas e multifacetadas, raramente contidas em uma única plataforma.
Um dos principais pontos fortes da publicidade programática na Open Web é a capacidade de otimizar campanhas dinamicamente usando dados em tempo real e algoritmos avançados, que proporcionam economias significativas de custos e melhorias no engajamento em comparação com a otimização estática. Além disso, permite uma medição omnichannel abrangente que os walled gardens podem não oferecer, já que fragmentam essa jornada, com cada plataforma atribuindo crédito às conversões dentro de seu ecossistema, impedindo que os anunciantes compreendam o verdadeiro ROI em todo o caminho do cliente.
E por falar em caminho…
Os anunciantes não precisam mais aceitar as desvantagens dos walled Gardens. A Open Web, impulsionada por sinais compatíveis com a privacidade, aprendizado profundo e inteligência contextual, oferece uma alternativa atraente.
Empresas enfatizam que o progresso real começa ao desafiar os fundamentos da segmentação tradicional, priorizando a relevância, a transparência e o respeito pela realidade do consumidor. Isso nada mais é do que repensar o que representa conexões significativas com o público em um ecossistema digital definido pela complexidade, mudanças na privacidade e identidades em evolução.