Logo E-Commerce Brasil

O ano decisivo do Pix: como 2025 elevou o sistema (Pix) à referência global em pagamentos?

Por: João Fraga

João Fraga iniciou sua trajetória há mais de 16 anos como desenvolvedor de software autodidata. Desde então, construiu uma carreira marcada pela integração entre tecnologia e negócios, liderando equipes multiculturais e desenvolvendo soluções que impactaram diretamente a vida de milhares de pessoas. Atualmente, é CEO da Paag, uma techfin em rápido crescimento, onde segue explorando as fronteiras da inovação tecnológica, impulsionando o crescimento da empresa e garantindo que seus produtos entreguem valor real aos clientes. Na Paag, João atua como cofundador e CEO, liderando as operações e o desenvolvimento de produtos como Paag ID, Paag Pass e RegulaBet. Cada uma dessas soluções foi desenvolvida com foco em atender às demandas específicas.

Ver página do autor

O Pix virou, em 2025, uma parte essencial do sistema financeiro do Brasil. Ele é rápido, fácil de usar e bem brasileiro, tanto que outros países querem copiar. Hoje, empresas, bancos, lojas, governo e fintechs usam o Pix o tempo todo. Com isso, eles criam soluções completas para crédito, cobrança, recebimento de pagamentos e contato com clientes.

Ilustração realista do Pix no Brasil, com smartphone exibindo o logo, mapa do país digitalizado e elementos de pagamentos e tecnologia financeira.
Imagem gerada por IA.

Conforme análise da EBANX divulgada em novembro, R$ 35,3 trilhões foram movimentados até o fim do ano em transações financeiras feitas pelo Pix. Nenhum método bancário movimentou mais dinheiro do que essa modalidade em todo o ano de 2025. Isso significa que houve uma mudança significativa quanto à percepção do dinheiro, que se tornou algo digitalizado e mais integrado à experiência do usuário.

A evolução do Pix como padrão de liquidação

Foi neste mesmo ano que a modalidade de pagamento ultrapassou a barreira simbólica de ser um mero recurso que facilita os recebimentos da população para ser o padrão de liquidação relacionado a uma série de jornadas financeiras. Faz-se entre pessoas, pontos de venda, e-commerce, cobrança recorrente, repasse entre empresas e até pequenas cadeias de suprimento. Para diversos negócios, esse método de pagamento deixou de ser um canal opcional e passou a ser o principal fluxo por onde são feitas milhões de transações todos os dias.

A modalidade representa uma inovação monetária e bancária sem precedentes. Inserida no coração do sistema de pagamentos brasileiro, ela opera sob controle público e é integralmente regulada e administrada pelo Banco Central do Brasil. Não há participação de arranjos privados ou estruturas estrangeiras em seu funcionamento.

Isso significa que a liquidação das transações da economia – desde R$ 10 no comércio de bairro até bilhões movimentados por grandes empresas – ocorre em uma infraestrutura nacional, alinhada à legislação, às prioridades e às decisões de política econômica do próprio país. Por essas razões, a modalidade vem sendo amplamente defendida por pesquisadores e por entidades do setor como um exemplo de soberania digital e de ruptura com o duopólio dos cartões, justamente por reduzir a dependência de soluções privadas e estrangeiras.

Nunca antes um método de pagamento havia sido tão ovacionado. O Pix, atualmente, é usado como vitrine de inovação e autonomia do Brasil em fóruns internacionais. Igualmente ocorre com as investigações comerciais conduzidas por outros países. Paralelamente, projetos como Pix Internacional e discussões em blocos como os Brics sobre arranjos de pagamentos próprios buscam reduzir a dependência de infraestruturas controladas por potências centrais, fortalecendo o uso de moedas nacionais no comércio exterior.

Impacto nos negócios e na experiência do usuário

Não é à toa que podemos vislumbrar nele uma capilaridade absoluta, abrangendo-se praticamente todos os perfis de consumidores (bancarizados, sub-bancarizados e microempreendedores passaram a usá-lo rotineiramente). Isso reduziu os atritos típicos de outros meios, como o cartão, o boleto e o TED, democratizando o acesso a serviços financeiros básicos.

Com o Pix, a liquidação em tempo real virou padrão. Receber dinheiro na hora deixou de ser algo especial e virou regra do mercado. Por isso, muitos negócios – principalmente os pequenos e médios – conseguiram organizar melhor o caixa, depender menos da antecipação de cartão e negociar melhor com fornecedores. A integração do Pix ficou quase invisível: em 2025, ele passou a aparecer dentro de outras ferramentas, como links de pagamento, QR codes, APIs ligadas a ERPs, marketplaces e sistemas SaaS. Muitas vezes, o usuário nem percebe que está usando Pix; ele só sente que tudo funciona de forma mais rápida e simples.

Obviamente, os cartões de crédito e débito não acabarão. Mas perderão, cada vez mais, seu protagonismo em uma série de contextos, especialmente quanto aos que são vinculados a tickets médios baixos e aos pagamentos entre pessoas e aos micro e pequenos varejos físicos. Este (cartão) migra paulatinamente para o crédito rotativo, parcelado e beneficiário, enquanto o Pix domina a liquidação à vista. As soluções oferecidas pelo Pix estão além daquilo que meramente processa transações, lê-se por meio dele o comportamento transacional como dados estratégicos.

O Pix está na vanguarda do desenvolvimento bancário do país. Endossá-lo é dar reconhecimento ao Brasil, colocando-o à frente de diversas nações que são consideradas potências mundiais.