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Drex e Bitcoin: o que esperar do futuro das moedas digitais?

Por: Marcella Calfi

Gerente de Marketing na Zoop

Marcella Calfi é Gerente de Marketing da Zoop, fintech do iFood, pioneira no modelo fintech as a service no Brasil. Com mais de 20 anos de experiência na área, liderou o setor de marketing e comunicação de grandes empresas, contribuindo significativamente para o crescimento da Vogue, National Geographic, CloudWalk e InfinitePay. Ela é amplamente conhecida por sua habilidade em desenvolver estratégias de mercado eficazes e por conduzir marcas à alta performance.

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Drex e Bitcoin são exemplos da transformação digital do dinheiro e representam, respectivamente, a evolução regulada do real e o pioneirismo das criptomoedas. Ambos têm o poder de mudar (para melhor) a forma de pagar e receber e, inclusive, de fomentar a criação de diferentes modelos de negócio.

Moedas digitais Drex e Bitcoin lado a lado, com design metálico moderno, sobre fundo escuro com linhas de blockchain e gráficos financeiros iluminados.
Imagem gerada por IA.

Aqui, vale destacar que, nos últimos cinco anos, o Brasil viveu a maior transformação digital financeira de sua história.

O Pix modificou por completo a forma como pagamos, o Open Finance abriu dados e oportunidades e, agora, o Drex promete redefinir o próprio conceito de “dinheiro”.

A versão digital do real, que o Banco Central emitirá, representa o próximo passo da jornada de digitalização do sistema financeiro nacional.

Enquanto o Bitcoin e outras criptomoedas descentralizadas pavimentaram o caminho da confiança digital, o real digital leva essa inovação para um ambiente regulado e seguro.

Já parou para pensar no quanto a chegada de uma moeda digital brasileira pode transformar a maneira como seus clientes pagam e, por consequência, a rotina do seu negócio?

Se ainda não, continue a leitura e entenda a relação entre Drex e Bitcoin, como funcionará a CBDC do Brasil, o que é blockchain e o que esperar do futuro das moedas digitais e seus impactos nos meios de pagamento.

O que é o Drex e qual a sua importância?

É a versão digital do real criada pelo Banco Central do Brasil, que vem desenvolvendo a moeda desde agosto de 2020 (contudo, ainda sem data oficial de lançamento). Essa versão tem o mesmo valor e paridade do dinheiro em espécie (1=1), o que garante poder de compra igual.

Portanto, o Drex é a CBDC do Brasil, sigla do termo em inglês Central Bank Digital Currency, que significa moeda digital do banco central. A principal diferença para o real é que esse ativo é apenas virtual.

O Drex tem características essenciais que o distinguem da versão impressa. A principal é ter como base a tecnologia blockchain (ou DLT – Distributed Ledger Technology), o que garante total rastreabilidade e segurança para as operações.

Sua arquitetura prevê a integração plena com o Pix e o Open Finance, o que permitirá o uso de pagamentos inteligentes (smart contracts) e a tokenização de ativos valiosos, como imóveis, veículos, investimentos e contratos de crédito.

Ainda que envolto em uma tecnologia específica, o Banco Central do Brasil emite e lastreia o Drex, o que confere segurança e confiança dos usuários, assim como acontece com o real em espécie.

Entender o que é Drex é importante porque o objetivo principal desse projeto é modernizar a infraestrutura financeira do país, estabelecer um ambiente propício para transações seguras, rápidas e programáveis. Logo, a tendência é impactar as operações de pagamento de todas as empresas.

Tenha em mente ainda que o Drex não é uma nova moeda, mas, sim, uma nova camada de infraestrutura sobre o real.

Como funcionará o real digital?

Funcionará como uma extensão do dinheiro físico que permitirá a realização de operações de valor programável. O Banco Central emitirá o Drex no atacado, inicialmente direcionado a bancos e instituições financeiras. Essas entidades, por sua vez, criam uma moeda fiduciária tokenizada, que os cidadãos acessam por meio de carteiras virtuais.

Assim, quando o cliente fizer uma compra ou contratar um serviço, o sistema do Drex fica responsável por transferir o valor de forma instantânea e condicionada às regras predefinidas no contrato inteligente, tudo na rede blockchain.

Nesse ponto, Drex e Bitcoin podem soar parecidos. Contudo, o foco da moeda digital brasileira está em transações interbancárias e liquidação de ativos tokenizados, e não na movimentação de criptomoedas reguladas.

Além disso, em vez de transferir fundos e títulos separadamente, a plataforma Drex permite que a troca ocorra de maneira simultânea. Essa característica elimina o risco de liquidação e reduz a necessidade de intermediários demorados e custosos.

Desse modo, o real digital estabelece um novo padrão de eficiência e segurança para o sistema financeiro nacional, o que abre as portas para a inovação em serviços, como a concessão de crédito instantâneo com garantia tokenizada.

O que é blockchain?

Consiste em uma espécie de livro-razão digital e distribuído que registra diferentes tipos de transações de forma imutável e transparente. O sistema agrupa os dados em blocos, os valida por consenso e os registra cronologicamente com criptografia. Essa estrutura garante a integridade das informações e impede modificações.

Essa garantia parte do princípio de que qualquer tentativa de alterar um dado exige a modificação de todos os blocos subsequentes na cadeia, o que torna as fraudes praticamente impossíveis.

Entender o que é blockchain é importante porque essa tecnologia é a base do Drex e do Bitcoin, porém, com propósitos diferentes e arquiteturas de acesso distintas.

Enquanto o Bitcoin opera em uma rede pública e totalmente descentralizada, o Drex utiliza uma rede privada e permissionada, controlada pelo Banco Central.

No contexto do real digital, a blockchain garante transparência, rastreabilidade e confiança entre participantes, além de permitir pagamentos e liquidações automáticas via smart contracts.

Além de ser o alicerce da nova economia financeira, essa tecnologia democratiza o acesso a investimentos, reduz custos operacionais e aumenta a liquidez do mercado.

Qual a relação entre Drex e blockchain?

A blockchain serve como a espinha dorsal tecnológica para criação, desenvolvimento, emissão e circulação da moeda digital brasileira. Por meio dessa infraestrutura, o Banco Central garante a segurança, a distribuição e o monitoramento da nova versão do real. Além disso, evita fraudes e tentativas de golpes nas operações financeiras.

O órgão regulador brasileiro escolheu a Distributed Ledger Technology (DLT) para garantir a integridade, a rastreabilidade e a transparência das transações. A solução também permite criar e executar smart contracts para liquidar transações complexas de forma automática, como a transferência simultânea de um título tokenizado e seu pagamento em moeda digital.

Essa base tecnológica torna o real digital diferente de outros meios de pagamento. Um dos motivos é que a principal relação entre Drex e blockchain está no fato de a CBDC do Brasil operar sobre uma plataforma cuja base é a tecnologia de registro distribuído.

Por outro lado, os demais métodos, como o cartão de crédito, funcionam a partir de sistemas centralizados que dependem de vários intermediários para aprovar, liquidar e registrar a transação.

É essencial destacar que, embora o conceito geral de blockchain seja o mesmo, Drex e Bitcoin também funcionam de forma distinta.

O sistema da versão digital do real utiliza uma tecnologia do tipo “permissionada”, na qual apenas participantes autorizados (ou seja, o Banco Central e instituições financeiras reguladas) têm permissão para validar e registrar as transações.

Já no caso das criptomoedas reguladas, como o Bitcoin, a tecnologia é do tipo pública, acessível a qualquer pessoa que participa da validação das transações, sem a necessidade de uma autoridade central que regule o processo.

O que é o Bitcoin?

É a primeira criptomoeda descentralizada do mundo, que se caracteriza por eliminar a necessidade de intermediários em transações financeiras, como as instituições financeiras tradicionais. Sua criação em 2009, pela entidade pseudônima Satoshi Nakamoto, representa o marco inicial da digitalização do dinheiro e o primeiro sistema de pagamento eletrônico peer-to-peer bem-sucedido.

A invenção dessa criptomoeda regulada mostrou ao mundo que era possível criar e transferir dinheiro digital de forma confiável fora do controle de bancos centrais ou governos, e inspirou o desenvolvimento de outras moedas, como Ethereum (ETH) e Tether (USDT).

Contudo, o Bitcoin só se tornou realidade e um método utilizável graças à segurança que a criptografia e o consenso distribuído garantem, os quais viabilizam a troca de valor via internet diretamente entre os envolvidos na operação.

Outra característica é a descentralização total, a essência por trás do que é o Bitcoin. Sua tecnologia subjacente, a blockchain, utiliza um mecanismo de prova de trabalho (proof-of-work) para validar transações e minerar novos blocos, o que mantém a rede segura e imutável.

Sua oferta é limitada a 21 milhões de unidades, o que confere a esse ativo digital um caráter deflacionário e a função de reserva de valor, muitas vezes comparada ao ouro digital.

Uma parte da relação entre Drex e Bitcoin está no fato de que essa criptomoeda pavimentou o caminho para a inovação do real digital.

Além disso, ambas as soluções reforçam o futuro das moedas digitais, cada uma com suas particularidades: o Bitcoin como uma inovação descentralizada, e o Drex como uma revolução estatal e regulada.

Qual a relação entre Drex e Bitcoin?

A inspiração tecnológica é o principal ponto em comum entre essas duas moedas digitais. A blockchain, presente na construção de ambas, permite a validação e o registro de transações de forma imutável, o que garante operações financeiras seguras, transparentes e confiáveis, mesmo sem a intermediação de terceiros.

O Bitcoin, um ativo descentralizado sem fronteiras, provou a eficácia dessa tecnologia e da criptografia como bases para a transferência de valor via internet.

Esse exemplo motivou bancos centrais, inclusive o brasileiro, a desenvolverem suas próprias moedas digitais (CBDCs), e levou a transformação digital financeira para um ambiente seguro e rastreável.

Assim, Drex e Bitcoin dependem da blockchain para operar, mas a aplicação desse recurso tem diferenças significativas, as quais também definem o papel de cada uma no futuro das moedas digitais.

Enquanto o Bitcoin tem oferta limitada, emissão e distribuição sem controle central, o Drex pertence ao Banco Central do Brasil, entidade que mantém a paridade total com o real físico, e que não depende da regulação das criptomoedas para operar.

Uma moeda elimina a outra?

Ao falar sobre Drex e Bitcoin, é importante destacar que a CBDC do Brasil não tem por objetivo substituir nem essa, nem outras criptomoedas. Seu propósito é a modernização do sistema financeiro brasileiro para suportar a tokenização de ativos e a liquidação instantânea, e reduzir os custos das operações.

O Drex é uma forma de dinheiro fiduciário que busca eficiência e segurança, enquanto o Bitcoin é um ativo digital volátil, visto por muitos como uma reserva de valor global e uma alternativa ao sistema tradicional.

Apesar das diferenças, a expectativa é que Drex e Bitcoin coexistam e influenciem o mercado financeiro.

Na prática, a ideia é que a moeda digital brasileira ofereça um caminho para o dinheiro programável em uma economia formal já estabelecida. Essa nova dinâmica permitirá que as instituições financeiras inovem com produtos baseados em smart contracts e liquidação segura, que complementará o ecossistema financeiro nacional.

Outro ponto importante entre Drex e Bitcoin é que a presença e a liquidez das criptomoedas reguladas forçam o sistema financeiro tradicional a se adaptar e a abraçar a inovação, o que leva à criação de fluxos mais fluidos e confiáveis.

O que são criptomoedas reguladas?

São ativos digitais que operam sob um rigoroso arcabouço legal e fiscal, com supervisão direta de entidades governamentais ou bancos centrais. Essa regulação visa assegurar a estabilidade financeira, proteger os usuários e garantir a conformidade com as leis de combate à lavagem de dinheiro, para conferir segurança jurídica às transações.

Um exemplo de criptomoedas reguladas são as stablecoins lastreadas em moedas fiduciárias emitidas por empresas licenciadas, como o Pax Dollar (USDP), que tem como base o dólar.

Aqui, vale destacar que, na prática, esse termo abrange ativos que utilizam a tecnologia blockchain, mas se submetem a uma autoridade central.

Entre Drex e Bitcoin, por exemplo, a moeda digital brasileira entra no contexto de regulação, mas a sua definição técnica é a de uma CBDC, por pertencer ao Banco Central do Brasil. Logo, o Drex não é uma criptomoeda como o Bitcoin, que é descentralizado e não tem emissor central.

Qual a importância da regulação das criptomoedas?

Ativos regulados são cruciais para a transformação digital financeira, pois proporcionam um ambiente seguro para a tokenização da economia. A partir de regras claras, evitam-se, por exemplo, os riscos comuns e recorrentes dos ambientes descentralizados, como desvio de valores, o que garante às CBDCs transparência e estímulo à adesão.

Inclusive, a falta de uma regulação das criptomoedas é um dos motivos que levanta dúvidas e gera sensação de insegurança nos interessados em explorar esse mercado.

No Brasil, a Lei 14.478/22 define as diretrizes para a prestação de serviços de ativos digitais. Essa regulamentação determina, entre outros pontos, a obrigatoriedade de autorização prévia do Banco Central para o funcionamento dessas empresas. Além disso, estabelece normas de governança, transparência e prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.

Inclusive, essa legislação é mais um ponto que difere Drex e Bitcoin, pois a versão digital do real é uma moeda fiduciária e, portanto, já nasce regulada, enquanto a criptomoeda opera fora de qualquer jurisdição central.

O que é a tokenização da economia?

Trata-se do processo de transformar bens físicos ou financeiros do mundo real, como imóveis, veículos, ações e recebíveis, em representações digitais negociáveis (tokens) em uma rede blockchain. Essa transformação permite transações rápidas, seguras, rastreáveis e imutáveis, que também democratizam o acesso a investimentos, reduzem custos e aumentam a liquidez.

A tokenização permite dividir ativos de alto valor em frações menores, o que facilita a transação de compra e venda.

Um imóvel com preço elevado, por exemplo, pode ser tokenizado e dividido em várias cotas digitais. Esse fracionamento permite que investidores com poder aquisitivo considerado baixo adquiram pequenas partes do bem.

No caso de moedas virtuais, como o Drex e Bitcoin, a tokenização representa o elo entre o dinheiro digital e a economia real, visto que viabiliza o uso dessas soluções de pagamento de forma programável e eficiente.

Como o Drex vai impulsionar o ecossistema financeiro?

Inclusão financeira ampliada, integração total com Pix e Open Finance e criação de novas oportunidades para fintechs e empresas são as mudanças mais esperadas com a liberação da versão digital do real. O objetivo do Banco Central é disponibilizar uma moeda moderna, dinâmica, segura e econômica.

Entenda.

Inclusão financeira ampliada

Essa é uma das diferenças entre Drex e Bitcoin, o que também é uma das grandes vantagens do real digital.

A CBDC do Brasil viabilizará transações automatizadas e as tornará acessíveis a qualquer pessoa que tenha um smartphone com acesso à internet e à carteira digital do Drex.

Essa dinâmica reduz custos, como os relacionados à aquisição ou aluguel de máquinas de cartão, e elimina as barreiras de entrada para microempreendedores no mercado de pagamento digital.

Integração total com Pix e Open Finance

O Drex também se posiciona como a ferramenta de conexão entre os principais avanços financeiros do Brasil.

O Pix, sistema de pagamentos instantâneos, já garante a rapidez nas transferências; o Open Finance, por sua vez, fornece o compartilhamento seguro de dados personalizados.

A versão digital do real tem estrutura para conectar esses dois sistemas com uma camada extra de segurança e rastreabilidade, por conta da sua plataforma baseada em blockchain.

A integração total com Pix e Open Finance garante que as novas transações de tokenização ocorram de forma instantânea, com base em dados precisos e verificados, o que aumenta a confiança em todo o sistema.

Dessa forma, o Drex transformará a maneira como os dados, o dinheiro e as transações se relacionam, essencial para preparar o mercado para o futuro das moedas digitais.

Novas oportunidades para fintechs e empresas

Outro contraste importante entre Drex e Bitcoin, que impulsiona o ecossistema financeiro, é que o real digital é um terreno fértil para a inovação.

A possibilidade de criar novos produtos financeiros totalmente tokenizados estimula a criatividade das fintechs. Um dos principais benefícios será a emissão de crédito com base em ativos digitais.

As operações de liquidação ocorrerão em segundos, com custo quase zero, o que revolucionará a eficiência.

Por exemplo, uma fintech pode oferecer crédito instantâneo lastreado em tokens de recebíveis registrados no Drex. Será uma operação totalmente automatizada, que eliminará a fricção e reduzirá o risco para as partes envolvidas.

Essas possibilidades confirmam que, apesar de Drex e Bitcoin serem moedas digitais, a CBDC do Brasil tem muito mais potencial de alavancar o nosso sistema financeiro. Afinal, sua infraestrutura complementa o atual ecossistema e se alinha com perfeição com os produtos já existentes e aceitos.

Quais os desafios da implementação da moeda digital brasileira?

Segurança cibernética, conformidade com a LGPD, padrões de interoperabilidade entre instituições, supervisão de smart contracts e ativos tokenizados são obstáculos que o Banco Central precisa enfrentar antes de liberar o Drex. Além disso, precisa definir a regulação de um ambiente que mescla a tecnologia blockchain com a vigilância centralizada.

Aqui, vale destacar a frase de Rafael Bianquini, coordenador do Banco Central, durante sua participação no Zoop Summit 2025: “O BC não regula a tecnologia, regula o uso. A inovação precisa nascer livre para depois ser moldada pela segurança.”

Por conta dos desafios da implementação da moeda digital brasileira, o órgão regulador decidiu reduzir o uso da tecnologia blockchain e programar o lançamento parcial para o segundo semestre de 2026.

Nesse novo formato, o Drex contemplará inicialmente transações nas quais seu uso serve para garantir transações financeiras. Depois, o projeto segue gradualmente para o seu objetivo principal, que é modernizar o sistema financeiro brasileiro.

Por que o Brasil é referência global em pagamentos?

Nosso país se destaca dos demais devido à criação de soluções financeiras inovadoras, como o Pix, que ganhou reconhecimento e diversos prêmios internacionais. O mais recente, World Summit Award (WSA) 2025, reconheceu o sistema de pagamentos instantâneos na categoria ‘Negócios e Comércio’ como uma ferramenta inovadora e inclusiva.

Além disso, o Pix, o Open Finance e o Drex formam um tripé de inovação sem precedentes e colocam o Brasil na vanguarda do ecossistema financeiro.

Nosso país também é referência no BIS (Banco de Compensações Internacionais), devido à influência em projetos de integração global, como o Nexus, que visa conectar pagamentos instantâneos entre países, no mesmo formato do Pix.

No que se refere à relação entre Drex e Bitcoin, o Brasil se destaca por se adequar a uma economia tokenizada e interoperável, que promove muito mais segurança, praticidade e fluidez nas operações.

Como a CBDC do Brasil pode afetar a relação entre clientes e empresas?

O real digital tem poder para transformar a relação entre clientes e empresas ao permitir a automação de transações e a personalização de produtos financeiros por meio de smart contracts. As empresas conseguirão oferecer serviços de crédito e liquidação instantâneos com baixo custo e eliminar a fricção dos pagamentos tradicionais.

Conheça algumas vantagens do Drex que podem melhorar a relação entre clientes e negócios:

1. Liquidação instantânea de ativos: quando lançada, a moeda digital brasileira permitirá que empresas relacionadas ao mercado de pagamentos realizem a tokenização de bens, como recebíveis ou títulos, e liquidem o valor financeiro correspondente de forma imediata e garantida pelo smart contract, dinâmica que ajuda a mitigar riscos;
2. Redução de custos: a eliminação de intermediários e a automação de processos via Drex e blockchain reduzem drasticamente os custos operacionais, principalmente para as empresas que buscam crédito ou que realizam pagamentos de grande volume. Por esse motivo, se torna mais viável do que os métodos tradicionais, como boletos e cartão de crédito;
3. Crédito acessível e rápido: os negócios poderão usar os ativos tokenizados como garantia em tempo real, e permitir que as instituições financeiras (como bancos e fintechs) concedam crédito de forma mais ágil e com menos burocracia. Essa prática é inclusiva e fomenta a transformação digital financeira;
4. Personalização de serviços: com a integração ao Open Finance e a capacidade programável, as empresas poderão oferecer aos clientes seguros ou planos de pagamento que se ajustam automaticamente às condições específicas definidas no smart contract. Essa oferta aprimora a experiência do cliente e ajuda na retenção.
5. Transparência e rastreabilidade: ponto em comum entre Drex e Bitcoin, a tecnologia DLT fornece um registro imutável das transações de ativos e valores, o que aumenta a confiança entre parceiros de negócios, clientes e facilita o trabalho de regulação e compliance.

Como o futuro das moedas digitais afeta o dinheiro físico?

O objetivo das CBDCs não é eliminar o dinheiro em espécie, mas sim torná-lo programável. Nessa nova versão, os ativos “palpáveis” não apenas circulam, também executam ações, validam condições e interagem com outros sistemas, como o Pix e o Open Finance. Assim, oferecem muito mais segurança e possibilidades de uso.

Em um futuro próximo, cada transação poderá carregar inteligência, contexto e propósito. Inclusive, o Drex é o início da era do dinheiro inteligente, uma ponte entre o real físico e o valor digital.

Assim, preparar o seu negócio para esse novo cenário é uma forma de garantir competitividade e operações alinhadas ao que está por vir.