Dez métricas de SEO que realmente importam para o seu negócio

por Carolina Kuroda Sexta-feira, 31 de julho de 2020   Tempo de leitura: 15 minutos

Se você precisa de um motivo para conhecer as melhores métricas de SEO, basta refletir sobre a própria realidade da sua estratégia digital.

Como saber se as suas ações para melhorar o ranqueamento orgânico nos buscadores estão no rumo certo sem esse monitoramento?

Investir em marketing sem isso é como empreender no escuro: não há segurança nos resultados. Não por acaso, entre as empresas brasileiras entrevistadas para a SEO Trends 2020, 61,3% afirmaram utilizar alguma técnica de otimização de sites.

Mas é essencial que esse investimento venha acompanhado de esforços de mensuração, que ajudem a entender o caminho percorrido e os resultados obtidos. Isso é especialmente importante quando estamos falando de uma estratégia que costuma trazer retorno de médio a longo prazo, o que pode exigir ajustes durante o processo.

Se você concorda, deve estar ansioso para saber quais métricas de SEO utilizar. É sobre isso que falo a partir de agora.

Métricas de SEO para e-commerce: as dez mais importantes

Uma estratégia de SEO (Search Engine Optimization) pode ser pensada com diferentes objetivos específicos.

Na pesquisa SEO Trends 2020, que já citei na abertura do artigo, aumentar o tráfego orgânico (59,1%), melhorar a qualidade do tráfego (22%) e aprimorar a autoridade online (15,7%) foram as razões mais apontadas.

Eu poderia resumir todas elas em uma só: otimizar a performance da loja virtual, tendo como objetivo final elevar as receitas.

Mas isso só acontece quando existe um planejamento consistente, no qual a definição das palavras-chave está alinhada com as metas do negócio, por exemplo.

E, por falar nisso, você sabe exatamente aonde deseja chegar com o aumento do tráfego orgânico?

Essa definição precisa estar integrada à estratégia, incluindo os apontamentos sugeridos pela curva ABC de produtos. Isto é, primeiro, é identificado aquilo que exige atenção especial, seja por sua popularidade, seja pelo baixo desempenho. Depois, é necessário pensar em formas para resolver o problema ou impulsionar ainda mais as vendas. Isso sem esquecer as demandas do consumidor e como ele responde às suas ações.

As métricas de SEO, por sua vez, são as responsáveis por mostrar os resultados obtidos, sejam eles satisfatórios ou ofereçam indicativos de que é preciso mudar. A seguir, confira uma lista das dez principais que seu e-commerce deve considerar.

1. Conversões finais

Conforme destaquei no início do artigo, o grande propósito do SEO é gerar lucro, que é consequência do tráfego, da visibilidade e da relevância e autoridade que um site adquire com a estratégia.

Portanto, a primeira métrica não poderia ser outra: o número de conversões finais.

Você deve prestar atenção se o objetivo definido para o seu negócio está sendo atingido.

Ao falarmos de uma loja online, a referência diz respeito às vendas consumadas. Em outras palavras, esse é o indicador que mostra se você está no caminho certo e se todo o seu esforço até aqui valeu a pena.

Aumentar a taxa de conversão passa, em primeiro lugar, por conhecer bem seu público, de forma que seja possível entregar o que ele quer, da forma que gostaria.

2. Autoridade de domínio e de página

São métricas inicialmente propostas pela Moz, que atribuem uma nota de 1 a 100 – quanto maior o valor, melhor é a reputação da referência.

A autoridade de domínio diz respeito à relevância do seu site com base na análise do número de visitas, qualidade dos backlinks, tempo de permanência e outros tantos fatores.

Já a autoridade de página mostra a pertinência de uma aba específica dentro e fora do seu domínio. Quanto mais bem classificada ela estiver, mais vai contribuir também para o sucesso da autoridade de domínio. Ou seja, ambas estão conectadas.

Aqui, o importante é comparar os números encontrados com os dos seus concorrentes para definir se o desempenho é satisfatório ou não.
Para isso, é possível utilizar a ferramenta MozBar, um aplicativo gratuito desenvolvido pela própria empresa responsável pela criação da métrica.

3. Tráfego orgânico

Como vimos, aumentar o tráfego orgânico – número de visitantes que acessam o seu e-commerce por meio dos mecanismos de busca, excluídos os anúncios pagos – está entre os principais objetivos das empresas com o SEO. Afinal, essa é uma ótima maneira de mensurar o desempenho e a popularidade das suas páginas de destino.

Para verificar esse tipo de informação, o Click Through Rate (CTR) é um bom balizador, uma vez que ele calcula a quantidade de cliques que um domínio recebe nos resultados de busca. No entanto, cuidado: basear-se apenas por esse parâmetro pode representar um erro logo ali na frente.

O que eu quero dizer é que mais usuários acessando o seu site não significa que eles estejam, de fato, comprando de você. Então, sempre analise os dados dentro de um contexto.

É bom ter aumento no tráfego orgânico? É ótimo! Mas o que esses visitantes fazem quando chegam ao seu site? É algo a verificar.

4. Taxa de rejeição

Na taxa de rejeição, vale começar com o mesmo conselho que acabei de dar: não olhe os números de forma isolada, sem considerar a realidade do seu negócio.

Esse indicador ajuda a medir quantos usuários entraram na sua página e não realizaram nenhuma ação concreta.

Uma taxa de rejeição alta pode apontar baixa usabilidade, informações pouco acessíveis ou pesadas demais, plataforma não responsiva, entre outras razões.

É claro que esse parâmetro nem sempre demonstra algo negativo. Por exemplo, em uma página informativa, como a seção “Quem somos”, uma rejeição alta é o padrão esperado. O problema se torna maior quando estamos falando de um portfólio de produtos ou uma aba de checkout.

De todo modo, é importante comparar as taxas de rejeição em diferentes páginas de destino e verificar se existe alguma maneira de melhorar o desempenho.

5. Usuários recorrentes

Outra métrica de SEO importante para qualquer e-commerce é a de usuários recorrentes. Afinal, ela é um bom indicador para verificar o engajamento da sua loja.

Se a taxa de retorno está baixa, talvez seja a hora de repensar algumas estratégias, como linguagem e outros fatores que podem estar prejudicando a fidelização.

No Google Analytics, é possível acompanhar essa métrica na aba “Audience Overview” ou “Visão Geral do Público-Alvo”, em português.

Além dos números de visitantes novos e recorrentes, é viável fazer uma proporção desses grupos em relação ao total de usuários e ver como está a sua popularidade.

6. Páginas por sessão

As métricas de SEO trazem mais subsídios para análise quando observadas em conjunto – e este é um exemplo claro disso.

O número de páginas por sessão mostra quantas páginas um usuário acessou durante um intervalo médio – normalmente, predefinido em 30 minutos.

Aliado ao indicador de tempo de permanência no site, pode servir como um parâmetro de envolvimento do cliente.

É por isso que a estratégia de produtos recomendados, em alguns casos, funciona tão bem. A pessoa se interessa por um item específico, mas deseja comparar para entender exatamente qual a melhor solução para a sua necessidade. Então, ela encontra alternativas ao alcance de um clique.

É nesse princípio que se baseiam as táticas de cross selling e upsell, que buscam aumentar o ticket médio e o valor final do consumo feito pelo cliente.

Contudo, a interpretação dos resultados de páginas por sessão exige uma análise realista. Nem sempre um alto índice de abas abertas significa algo positivo. Às vezes, o usuário está tendo dificuldades para encontrar a informação desejada – se esse for o caso, vale rever a estratégia, pois a má experiência prejudica os resultados de SEO.

7. Fluxos de citação e confiança

Citation flow (CT) e trust flow (TF) representam uma dupla de métricas de SEO que não podem ser ignoradas. Elas se baseiam nos backlinks, que são links de outros sites apontando para o seu, o que contribui com a sua relevância e autoridade na web.

Ambas atribuem valores de 0 a 100 pontos. Porém, levam em conta critérios diferentes.

A CT considera o número total de menções de determinada página, ou seja, sua popularidade. Já a TF privilegia a qualidade dos links, a confiabilidade e a credibilidade das citações.

Por exemplo, sites oficiais e institucionais costumam ter um fluxo de confiança maior que páginas secundárias.

Ao dividir a TF pela CT, você chega à trust ratio, que é o índice de confiança do site. Resultados superiores a 1 são os melhores, mas próximos a isso não são necessariamente ruins.

Lembre sempre: quantidade importa, é claro, mas coloque a qualidade em primeiro lugar.

8. ROI

Sites que dão pouca ou nenhuma atenção ao SEO costumam alegar que a estratégia é difícil e, principalmente, que leva tempo para gerar resultado. Isso na comparação com os links patrocinados, pelos quais você paga para aparecer em destaque no Google e outros buscadores.

É interessante pensar em estratégias complementares, não concorrentes. Assim, em vez de abandonar o SEO, calcule o ROI (Retorno sobre Investimento) desses dois esforços de marketing.

O ROI do SEO é sempre muito mais alto, pois quase não envolve custos. e seu posicionamento nos mecanismos de busca se dá de forma orgânica.

Já os anúncios podem exigir alto investimento (a depender da escolha das palavras-chave e da sua própria estratégia). Além disso, assim que você para de anunciar, seu site desaparece das buscas imediatamente. São motivos que justificam olhar com carinho para o ROI.

Então, tente descobrir quanto seria necessário investir no Google Ads para alcançar os mesmos resultados de tráfego oferecidos pelas técnicas implementadas de SEO.

9. Velocidade da página

As métricas de SEO estão cada vez mais focadas na experiência do usuário, o que é um reflexo da crescente importância desse fator para o ranqueamento de páginas. Por isso, se a velocidade de carregamento se mostra lenta e há prejuízos à navegação, seu site perde pontos (junto aos visitantes e aos buscadores).

Para saber se ele está dentro dos parâmetros aceitáveis, vale utilizar o Google PageSpeed Insights.

Além de pontuar o seu site quanto a esse quesito de usabilidade, ele aponta otimizações que podem ser feitas.

10. Posicionamento das palavras-chave

Boa parte das ações em SEO giram em torno das palavras-chave (keywords, em inglês). Se é a partir delas que os usuários chegam ao seu site por meio de uma busca na web, também deve passar por elas muito da sua estratégia.

Mapear concorrentes, buscar ideias de keywords e boas oportunidades de ranqueamento são ações que fazem parte dos esforços de otimização. Porém, não há sucesso em SEO sem acompanhar os resultados.

Na prática, você precisa monitorar o desempenho das palavras-chave e sua posição nos resultados do Google. Se um conteúdo ou página de produto vem perdendo espaço, isso demanda ajustes que podem lhe levar novamente para mais próximo do topo.

Acompanhando esse tipo de métrica, então, você pode montar um calendário de atualizações, antecipando-se a mudanças no ranking e mostrando aos buscadores que está preocupado em seguir oferecendo a melhor solução ao usuário em suas pesquisas.

Você já vem seguindo as métricas deste texto em sua estratégia? Tem mais alguma dica? Deixe um comentário a seguir!


Gostou desse artigo? Não esqueça de avaliá-lo!
Quer fazer parte do time de articulistas do portal, tem alguma sugestão ou crítica?
Envie um e-mail para redacao@ecommercebrasil.com.br

Você recomendaria esse artigo para um amigo?

Nunca

 

Com certeza

 

Deixe seu comentário

0 comentários

Comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Comentando como Anônimo

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

  Assine nossa Newsletter

Fique por dentro de todas as novidades, eventos, cursos, conteúdos exclusivos e muito mais.

Obrigado!

Você está inscrito em nossa Newsletter. Enviaremos, periodicamente, novidades e conteúdos relevantes para o seu negócio.

Não se preocupe, também detestamos spam.