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Conheça 3 fraudes comuns no e-commerce e saiba como se proteger

Por: Luisa Pereira

Jornalista, redatora e Link Builder na Conversion. Escreve sobre cidades, cotidiano, e-commerce, cultura e esportes.

O comércio eletrônico tem vivido um período de altas frequentes nas vendas durante a pandemia. Entre abril e junho, o e-commerce ganhou 5,7 milhões de novos consumidores, de acordo com dados da pesquisa realizada pela Neotrust/Compre&Confie. O período em destaque, contudo, também trouxe malefícios, como as fraudes aplicadas no setor. Apenas no primeiro semestre de 2020 foram mais de R$ 765 milhões em golpes evitados — 63,5% a mais do que o registrado nos mesmos meses de 2019.

Segundo Bernardo Lustosa, CEO da ClearSale, “mais vendas não significam necessariamente mais fraudes. Elas crescem em números absolutos, claro. Mas não na mesma proporção que as boas transações. É algo parecido com o que se vê na Black Friday, quando os pedidos aumentam muito, mas a fraude tem um crescimento mais modesto”. Ainda que o crescimento das fraudes não seja igual ao das vendas, elas ainda são prejudiciais para os consumidores e empreendedores.

Entre as mais comuns há os sites que imitam a estética da loja original, roubos de dados e chargeback. Em todos os casos há os transtornos gerados aos clientes, que precisam se empenhar para reaver o dinheiro roubado em certas fraudes. O mesmo ocorre aos empresários, que terão de arcar com o prejuízo financeiro e, em muitos casos, à reputação da marca.

Confira as três fraudes mais comuns aplicadas em um e-commerce

Roubos de dados

O chamado phishing — quando o golpista aproveita dados roubados ou vazados da vítima para realizar compras — é muito utilizado no Brasil. Informações pessoais como nomes, endereços, e-mail ou informações de cartão de crédito ou conta bancária são as mais visadas.

Também há uma variação desse crime, realizada com a troca dos endereços de entrega do consumidor, que inocentemente faz alguma compra e não checa o destino final dos produtos. Assim, o prejuízo ficará por conta do e-commerce, que precisará reembolsar o cliente e não terá a mercadoria de volta.

Chargeback

Nesse cenário, o consumidor compra algo e, depois de um período, cancela diretamente com a instituição financeira, sem falar previamente com o estabelecimento. Há duas variações: a “autofraude”, quando já existe a intenção de contestar a cobrança mesmo antes da compra, e a chamada “disputa”, que acontece quando o cliente se sente lesado em alguma das partes do processo, como o atraso no prazo de entregas, por exemplo.

O comércio poderá ser prejudicado sem ter conhecimento que os valores foram retornados ao consumidor.

Identidade sintética

Acontece quando os fraudadores utilizam dados misturados de diversos consumidores, como CPF de crianças e RG de idosos ou pessoas que já faleceram para comprar.

Como evitar?

Para os empreendedores, o ideal é buscar por sistemas antifraude, para garantir a segurança do negócio. Quando se tem um e-commerce, a prevenção e o combate a fraudes precisam estar sempre entre as prioridades. O ideal é nunca fazer isso dentro de casa, pois a visão limitada e falta de expertise são armadilhas perigosas — e os fraudadores costumam se aproveitar disso. Buscar um parceiro que realmente conhece a fraude e tudo o que a envolve é, definitivamente, o melhor caminho.

Agora, para os consumidores, o mais recomendado é atentar-se aos endereços dos sites, para que as compras não sejam efetuadas em ambientes fraudadores. Criar senhas fortes e não salvar dados bancários nas páginas para futuras compras também são alternativas para evitar o uso indevido de informações pessoais.