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  Redação E-Commerce Brasil

Segundo UNCTAD, impulso da pandemia no e-commerce continua forte

Terça-feira, 26 de abril de 2022   Tempo de leitura: 3 minutos

Em 2021, mostramos um estudo da ONU, o UNCTAD (Organização das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento), que apontava um salto de US$ 26,7 trilhões no e-commerce por conta da pandemia. Apesar do alívio das restrições em muitos países, um novo levantamento revela que esse incremento se manteve até os dias atuais, com as as vendas online aumentando acentuadamente em valor. Segundo o estudo, a parcela média de usuários da internet que fizeram compras online aumentou de 53% antes da pandemia, em 2019, para 60% após o início da crise sanitária em 66 países com estatísticas disponíveis.

Imagem de um cesto de compras amarelo sobre o teclado de um notebook
De acordo com a UNCTAD, capacidade (e velocidade) de se adaptar às tecnologias digitais para mitigar a disrupção econômica é o que difere o impulso das vendas de e-commerce entre os países.

Ainda assim, a situação anterior à pandemia e a extensão do impulso às compras online experimentadas variam entre os países. Afinal, muitas economias desenvolvidas já tinham níveis relativamente altos de compras online (acima de 50% dos usuários de internet) antes. Por outro lado, a maioria dos países em desenvolvimento tinha uma menor aceitação do comércio eletrônico pelos consumidores, aponta a UNCTAD.

Diferenças do e-commerce entre países

No estudo, uma razão para as diferenças no impulso das vendas online entre os países está na extensão da digitalização. Ou seja, na capacidade (e velocidade) de se adaptar às tecnologias digitais para mitigar a disrupção econômica. Países menos desenvolvidos, por exemplo, precisam de apoio para adotar o comércio eletrônico. Por conta disso, não estão representados nesta análise da UNCTAD devido à falta de dados sobre o uso de internet.

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Entretanto, há estatísticas oficiais disponíveis para sete países que, juntos, representam cerca de metade do PIB global (incluindo Estados Unidos e China). Elas apontam que as vendas no varejo online aumentaram substancialmente nesses países, de cerca de US$ 2 trilhões em 2019 (antes da pandemia) para cerca de US$ 2,5 trilhões em 2020 e US$ 2,9 trilhões em 2021, aponta.

A mudança para as compras no e-commerce fortaleceu ainda mais a já forte concentração de mercado de negócios de varejo. Alibaba, Amazon, JD.com e Pinduoduo, por exemplo, aumentaram suas receitas em 70% entre 2019 e 2021. Enquanto isso, a UNCTAD afirma que a participação no total de vendas entre as 13 maiores plataformas aumentou exponencialmente: foi de cerca de 75% em 2018 e 2019 para mais de 80% em 2020 e 2021.

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