Personalização de plataforma de eCommerce é essencial para evitar prejuízos futuros
“Eu quero minha plataforma no ar.” É possível dizer que muitas vezes essa frase constitui o principal elemento do briefing passado por uma empresa que deseja fortalecer seus negócios pela internet. Mas montar um eCommerce sem critérios muito bem definidos para isso está muito longe de significar uma estratégia de sucesso na digitalização de uma marca ou empresa.
Por sinal, o cenário de pandemia em muito acelerou a busca das empresas por canais virtuais de comercialização. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), a participação do eCommerce no faturamento total do varejo no Brasil dobrou entre 2019 e 2020, saltando do patamar de 5% para 10%.
Porém, é preciso tomar uma série de cuidados na hora de se decidir por essa transição. Um projeto inicial de plataforma que seja limitado poderá inviabilizar a escalabilidade do negócio, restringindo eventuais movimentos de expansão da empreitada. É o que acontece quando se usam modelos preconcebidos ou “de prateleira”, que pouco permitem em termos de personalização.
Embora em geral custem bem menos, implementações padronizadas que não se atenham às reais necessidades do empreendimento em questão podem significar um grande entrave na hora de ampliar o alcance de atuação da empresa. É o famoso “barato que sai caro”, uma vez que, numa situação dessas, será necessário rever todo o projeto e eventualmente começá-lo de novo do zero, acarretando perdas de tempo e dinheiro em relação ao que já havia sido feito.
A Webjump, empresa de tecnologia focada em transformação digital e especialista em desenvolvimento de eCommerce, costuma receber um volume significativo de pedidos de reformulação de projetos de comércio eletrônico.
“São lojistas que deram um primeiro passo mal dimensionado e logo perceberam que a implementação que haviam adotado não atendia às especificidades do seu negócio”, avalia Caio Camarini, Head of Sales da Webjump.
Camarini ressalta que um escopo estipulado em pormenores e bem entendido pelo implementador do projeto é vital para chegar a uma solução adequada para suprir as demandas do cliente. “Ele muitas vezes tem um sonho, mas não faz ideia do que está por trás da sua viabilização”, considera.
Um dos aspectos a ser ponderados nesse estágio inicial é o grau de evolução desejado para o projeto. Cabe, então, ao desenvolvedor sentar-se à mesa com o lojista para saber em detalhes onde exatamente ele pretende chegar em termos de resultado e de escala. Segurança e usabilidade também são pilares de definição para o trabalho a ser desenvolvido. “A solução final deve ser aderente ao negócio”, diz Camarini", que completa: ”Se não entendo as particularidades dele, como irei implementá-la?”.