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Nielsen revela que 60% dos brasileiros cortaram consumo

Por: Eduardo Mustafa

Graduado em 'Comunicação Social - Jornalismo' com experiência em negócios, comunicação, marketing e comércio eletrônico e pós-graduado em 'Jornalismo Esportivo e Gestão de Negócios'. Foi editor do portal E-Commerce Brasil, do Grupo iMasters (2015 /2016), e atualmente é executivo sênior de contas na Gume

A situação delicada pelo País está afetando também as relações entre varejo, indústria e consumidores. Segundo a pesquisa “Mudanças no Mercado Brasileiro 2016”, da Nielsen, nove em cada 10 brasileiros acreditam que o País se encontra em recessão econômica. Além disso, 43% deles já estão endividados ou inadimplentes, e mais de três milhões de pessoas ficaram desempregadas em 2015, sendo mais da metade chefes de família.

Como reflexo desse cenário, o consumidor foi em busca de alternativas para driblar a queda na renda, como reduzir gastos fora do lar, diversificar canais de compra, diminuir idas ao ponto de venda, escolher tamanhos de embalagens com melhor custo/benefício e trocar de marcas. Racionalizar o volume de compras foi a estratégia adotada pela maioria da população: seis em cada 10 brasileiros já fazem corte na lista e o consumo da cesta de produtos de limpeza, higiene e beleza, bebidas alcoólicas e não alcoólicas, perecíveis e outros itens de mercearia caiu em 2015, em média, 3,5% em volume de vendas por lar.

Outro dado do estudo aponta que 41% das marcas líderes retraíram volume de vendas em 2015, sendo que seis das 10 marcas líderes perderam lealdade, o que evidencia uma movimentação de troca por marcas mais baratas. Em 2014, o índice de marcas líderes que perderam volume de vendas foi de 22%. “Com um consumidor menos fiel, é imprescindível trabalhar três pilares para chamar sua atenção e conquistá-lo: execução correta no ponto de venda, tanto em preço quanto em disponibilidade de produtos, focar em inovações que apresentem uma clara relação de custo/benefício, especialmente voltados à saúde e bem estar, e manter aquecidos os investimentos de mídia”, disse em comunicado Lucas Bellacosa, analista de mercado da Nielsen.

No caso das categorias de alimentos e bebidas, o resultado do levantamento indica o TPR (redução temporária de preço, na sigla em inglês) como alternativa para aumentar o consumo. Para artigos de limpeza, higiene e beleza, as embalagens promocionais (leve mais e pague menos, produto adicional e volume grátis, por exemplo) apresentam melhores resultados. Veja quadro gráfico abaixo.

Tabela+Nielsen

Fonte: Meio&Mensagem