Redação E-Commerce Brasil

Gestão de categoria do seu e-commerce segundo a Johnson & Johnson

Quinta-feira, 22 de outubro de 2020   Tempo de leitura: 4 minutos

Engajado no e-commerce desde 2009, Caê Sagula, Diretor de E-commerce da Johnson & Johnson, afirma que a gestão de categoria é um dos temas mais importantes no comércio eletrônico. Para isso, ele contou evento Grocery&Drinks, do E-Commerce Brasil, quais são as regras mínimas para se trabalhar dentro das lojas — ou, como indústria, dentro dos parceiros.

Antes de elencar os tópicos, Caê reforçou os motivos de tanta relevância sobre uma boa gestão de categoria. “Perdemos a sensorialidade da compra no e-commerce. Eu não tenho o produto na mão, não sinto o seu cheiro… É pensando nisso que minhas dicas podem ajudar na construção da árvore de categoria”.

Confira a seguir as 5 regras para categorizar e otimizar a vitrine segundo as dicas do Caê:

Busca

Para o especialista, essa procura por produtos começa tanto fora quanto dentro da plataforma do lojista — e ela pode ajudar ou atrapalhar nas vendas. E é por isso que o profissional deve investir em cada detalhe dessa etapa. Uma dica, segundo ele, é trabalhar o dicionário de sinônimos, uma vez que o mesmo produto pode ser buscado de diferente formas. E, nesse ponto, é preciso ter bastante cuidado para não confundir o consumidor (a chance de ele sair do site é grande ao receber produtos que não condizem com a sua busca).

Conteúdo

Lembra da sensorialidade? Então, esse será o trabalho para suprir a falta de ter o produto em mãos. Tanto lojista como indústria devem trabalhar pesado para esses detalhes funcionarem dentro da categorização. Mais de uma visão do produto, tabela de comparação, explicação clara… São algumas regras que devem ser aplicadas na gestão de categoria. Mas, como fazer? “A indústria tem um papel muito forte nisso, pois ela é a especialista sobre o seu produto. O varejista, por outro lado, possui milhares de produtos para gerenciar na loja. Por isso mesmo eu reforço que a indústria precisa ter um compromisso com o mercado e trazer essa inteligência para destacar o produto”, disse Caê.

Sortimento

A categoria tem que ser completa. “Caso houver algum campo vazio, o consumidor sairá”, alertou Caê. Por isso, ao ter o sortimento perfeito, o consumidor não permanecerá na loja e a chance de conversão é maior. Nesse ponto, o especialista reforçou o papel da indústria como alicerce, uma vez que ela sabe qual o melhor produto “casa” com o outro — e, inclusive, é de interesse dela essa venda.

Navegação

Gerar uma navegação fluida na página de e-commerce requer bastante estudo e entendimento do fluxo do consumidor. Isso porque o cliente busca os produtos de diversas formas, e todas as possibilidades devem ser levantadas. Uma pequena falha na gestão de categoria e você corre o risco de a pessoa não encontrar o produto e desistir do site.

Avaliação

A pontuação dos usuários sobre o seu produto é de suma importância (isso vale tanto ao varejista como à indústria). Ao varejista, vale entender como os clientes reagem ao produto e dividir isso com a indústria. “É mais interessante ter o comentário, ainda que negativo, do que não ter. É importante manter essa seção atualizada e incentivar o seu uso pelos clientes. Não há problema algum de a indústria e o varejo trabalharem juntos”, lembrou Caê.

Recomendação

No caso da indústria, segundo Caê, ver a possibilidade de o seu produto ser trocado por um de outra empresa é dolorido. Porém, é favorável ao varejo, que às vezes pode ganhar mais com essa substituição. A sugestão de recomendação do produto, de acordo com ele, deve ser pensada pelo dono da plataforma. Mas deve ser conversada com a indústria, pois às vezes pode atrapalhar numa negociação, por exemplo. “É uma ferramenta de venda e deve acontecer, mas deve ser feita de uma forma sustentável”.

Por Giuliano Gonçalves, via E-Commerce Brasil

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