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"Estamos apenas começando": como o iFood transformou o e-commerce alimentar com seu marketplace

Por: Amanda Lucio

Jornalista e Repórter do E-Commerce Brasil

Formada na Unifesp, é pesquisadora em História Social e está sempre de olho nas tendências do mercado.

Vestindo um colete do iFood, Murilo Massari, Diretor Comercial da plataforma, abriu sua palestra fazendo uma saudação aos entregadores do aplicativo, os “verdadeiros viabilizadores” do e-commerce. Em seguida, o palestrante trouxe os números da empresa, que agora está presente em mais de 1.700 cidades, contando com 60 mil mercados, para falar como o marketplace transformou o e-commerce alimentar.

(Imagem: E-commerce Brasil/Ruan Carlos)

São mais de 330 mil estabelecimentos parceiros e 250 mil entregadores ativos, então a empresa tem como um dos pilares do seu ecossistema, a democratização para empoderar esses parceiros. Diante de tantas verticais e abrangência nacional, é fundamental oferecer comodidade a todos os envolvidos na cadeia que faz com que a plataforma cumpra seu papel.

O “nascimento” do marketplace

Em 2019 e 2020, o marketplace ainda era um campo com um grande potencial inexplorado, pois existia uma demanda de consumo pelo serviço de mercado online, um “iFood de mercado”, e foi então que decidiram criá-lo dentro do aplicativo. O marketplace do iFood tem uma oferta ampla com diversas verticais de negócio, abrangendo desde os atacados, mercados, bebidas e conveniência, pet, e o mais recente, shopping.

Entregas

Entregar itens de grocery não é igual às entregas de food delivery, então o palestrante chamou a atenção para a diversidade de transportes para cada tipo de produtos e distâncias. No iFood, existem quatro tipos de modais (bike, moto, carro e a Fiorino), assim como o agendamento e entrega na hora ou a entrega rápida para oferecer mais comodidade. A opção de retirar, além de proporcionar o pagamento online e isentar o cliente do custo logístico, dependendo do local de pick-up, também é possível orquestrar compras de última hora.

Também é preciso pensar na atratividade e no comportamento do consumidor. O cliente também busca o melhor preço e o melhor produto. Na pesquisa “E-commerce Trends 2024”, feita pela Octadesk e Opinion Box, 60% dos entrevistados afirmaram que fazem suas compras principalmente nos marketplaces, e entre os principais fatores de decisão de compra, está o preço.

Campanhas como alavancas

Como forma de fomentar o engajamento da indústria e dos parceiros, dois pilares da estratégia da plataforma, o iFood também aposta em campanhas como alavancas de sucesso. Para Massari, elas devem conversar com a realidade do consumidor e do mercado, para que os parceiros criem suas próprias campanhas dentro do iFood segundo suas estratégias e realidades.

Por fim, Massari questionou: como atrair o usuário para o digital? O palestrante comentou que, no geral, as pessoas são atraídas pelos preços mais baixos nas lojas físicas, praticidade de comprar sem sair de casa e as promoções que apenas são possíveis na internet. A jornada facilitada – o investimento em uma jornada de visibilidade de descontos e promoções, reduz a ruptura.

Outro destaque do palestrante foi sobre a necessidade de trabalhar com o time de tecnologia para diminuir a fricção dentro do aplicativo, fazendo com que a jornada de compra seja simples e prática para o consumidor. Também é importante deixar o consumidor sempre conectado na sua plataforma.