Redação E-Commerce Brasil

E-commerce do futuro promete mais interação e conectividade, diz especialista

Terça-feira, 12 de Maio de 2020   Tempo de leitura: 9 minutos

As compras em lojas físicas estão restritas em muitas cidades por causa da pandemia de COVID-19. Isso ajudou muitas empresas a migrarem para o online. E quem já estava lá, reforçou o e-commerce para atender o aumento de demanda.

No decorrer da história tem sido assim. Sempre que há algum gatilho ou fato novo, uma nova realidade se impõe sobre a sociedade, que passa a ter que se adaptar ao “novo normal”.

Mas para chegar até os dias de hoje, Rodrigo Mourão lembrou do caminho percorrido pela tecnologia. Ele é Co-Fundador e Diretor de Tecnologia da Webjump e participou do The Future Of E-Commerce , evento online realizado pelo E-Commerce Brasil .

Mourão foi redator da revista Cd-ROM, entre outras que existiam décadas atrás, sobre tecnologia. Elas eram as únicas fontes de informação sobre o assunto. A internet ainda engatinhava no Brasil e a velocidade era algo peculiar. ATENÇÃO: ISSO NÃO É LENDA. Todos que viveram essa época lembram que para conseguir acessar a internet e não pagar uma fortuna na conta de telefone (sim, a internet funcionava por pulso telefônico, com conexão discada), a única opção era acessar depois da meia noite.

Naquela época, as revistas ensinavam desenvolvedores e outras pessoas que queriam ganhar dinheiro na internet, seja para montar um loja ou outro negócio online. No CD que estava encartado na revista, havia programas e scripts para os lojistas aprenderem como fazer seus sites.

Porém, ele diz que nada mudou, desde aquela época. A tecnologia evoluiu, mas a essência é a mesma. Ou seja, o e-commerce continua tendo uma home, um catálogo, uma página de produtos e um checkout.

“A gente fala que hoje atuamos no e-commerce, reinventando essa área de catálogo de produtos, mas ela existe desde 1500”, explicou Mourão.

Ele se referia, por exemplo a várias inciativas que já revolucionavam a sociedade na tentativas de vendas de produtos. É o caso das lojas Tiffany, que já tinham catálogos de produtos desde 1845.

Até carros eram vendidos em catálogos antigamente. Em 1672, começaram os primeiros experimentos com carros a vapor. Em 1900 houve uma explosão de produção de veículos e a partir de 1914 os carros da FORD começaram a ser produzidos apenas na cor preta.

Isso aconteceu porque a tinta preta, naquela época, era a única que tinha secagem rápida. “E para tomar essa decisão e produzir com mais velocidade, foi preciso tirar requisitos. Ou a empresa simplificava ou ela não conseguia chegar no resultado esperado”, disse Mourão.

E qual a diferença dos catálogos de séculos atrás com os catálogos online, chamados de e-commerces? Na visão de Mourão, não é só na tecnologia em sí, mas na experiencia que ela proporciona.

Na opinião dele, “muito mais importante do que a tecnologia, são as pessoas, que vão fazer uso dessa tecnologia” (e isso inclui os clientes e os varejistas).

“Nesses últimos 20 anos, desde 2000, a gente já tentava implementar o omnichannel. Não existia essa nomenclatura, mas já era uma mentalidade de e-commerce e não mais de separação entre físico e online”, lembrou.

“Hoje, o cliente usa mais de um dispositivo ao mesmo tempo. Hoje, ele quer entender todos os dispositivos como jornada de compra. Ele está no celular, está na TV. Por isso, encaminhar só um link não é mais suficiente”, explica Mourão.

Tecnologia como a realidade aumentada ajudam na relação com o cliente. “Quando a gente mostra uma realidade aumentada, para um cliente experimentar uma roupa ou um acessório, isso cria aquela empatia”.

Afinal, na opinião do especialistas, no momento atual tudo está conectado. “Um celular é conectado a uma geladeira, ar condicionado, TV, tudo está conectado. Isso gera novas portas de entrada, novas oportunidades de serviço de qualidade de vida.”

Ele encerra a palestra dizendo que “o futuro que a gente planeja não existe mais. Já mudou. O presente, com a COVID, acelerou mudanças”. Por isso, ele diz que quem tenta voltar ao que era está na contra-mão do avanço. Ele reforça que temos que abraçar e nos adequar às mudanças.

“E o e-commerce pra mim vai ser: eu não vou precisar abrir centenas de sites. A tecnologia vai saber qual a TV que eu gosto, os meus hábitos e saber o que eu preciso e qual a minha necessidade”, finaliza Rodrigo Mourão.

Por Rafael Chinaglia, da redação do E-Commerce Brasil

[The Future of E-Commerce| TECH] Como o passado pode nos influenciar nas inovações do futuro? from E-Commerce Brasil

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