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Natal: o que esperar da data e como preparar seu ecommerce

Por: Alessandro Gil

Com mais de 20 anos de carreira, Alessandro Gil possui extensa experiência em e-commerce e estratégia de expansão de negócios. É formado em Publicidade e Propaganda pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCAMP), com MBA em Marketing. Antes de chegar à Linx, passou por empresas como VTEX, Rakuten Brasil e Ikeda. Como diretor da Linx Digital, tem como principal responsabilidade a gestão das soluções de Omnichannel, E-commerce e Marketplace que integrem os canais de vendas on-line e off-line e, também, colaborar com a transformação digital do varejo para proporcionar uma experiência única ao consumidor.

Passada a Black Friday, é dada a largada para a principal data do varejo nacional, se não do mundo: o Natal. E para quem é varejista online, temos a grande notícia de que, ao que tudo indica, o ano de 2014 será melhor do que se esperava.

De acordo com a consultoria E-bit, as compras de bens de consumo pela internet em sites brasileiros devem atingir faturamento de R$ 5,2 bilhões neste ano. Isto significa nada menos do que um crescimento nominal de 22% se comparado ao Natal de 2013, quando o faturamento foi de R$ 4,3 bilhões. Entre os dias 15 de novembro e 24 de setembro espera-se que sejam feitos aproximadamente 14,5 milhões de pedidos com tíquete médio próximo de R$ 360.

O Natal sempre é uma data peculiar para o varejo. Afinal, por mais que a economia brasileira vá mal das pernas, ninguém vai deixar de comprar o presente para seus entes queridos neste fim de ano, não é mesmo? No caso do e-commerce, o consumidor ainda conta com facilidades como possibilidade de comparação de preços, mais informações e vantagens comerciais. Essas conveniências atraem cada vez mais os consumidores, que, para o Natal, deverão totalizar 9 milhões de pessoas.

Mas o que as pessoas buscarão? Novamente, a expectativa não deve fugir da tendência e a relação de produtos mais procurados serão: ares condicionados, refrigeradores, bebidas, brinquedos e games, CDs e DVDs, celulares e smartphones, livros, notebooks, perfumes, roupas e acessórios, tablets, tênis e calçados e TVs.

Apesar dos prognósticos positivos, há pontos a se considerar tanto para o consumidor quanto para o vendedor. No caso dos consumidores, quem compra precisa estar atento aos prazos de entrega dos produtos, afinal, seria desagradável chegar no dia 25 de dezembro de mãos abanando.

Não, é preciso planejamento. Além disso, é preciso estar atento a itens básicos de segurança em compras online, como a atualização de softwares, cuidados com senhas de qualquer tipo, não utilizar lan houses (embora estas estejam caindo em desuso) e verificar a existência do cadeado no canto inferior da tela, onde constam todas as informações do certificado que corresponde ao endereço do seu navegador.

Se você é o vendedor, a preparação para o Natal requererá atenção extrema. Estoque, prazo de entrega do produto, opções de frete, tudo isso deve ser observado para que não haja falhas que possam manchar a reputação de sua marca. Mesmo algo pequeno pode ser o suficiente para estragar essa imagem. Por isso que é preciso planejamento e logística eficientes. São diferenciais para os lojistas em relação aos concorrentes do mercado eletrônico.

Ainda, é essencial saber o que falam do seu comércio eletrônico na internet. Se por um lado é normal consumidores fazerem pesquisas antes de realizar suas compras, o inverso também é válido. Se há reclamações, é preciso haver respostas satisfatórias tanto para aquele cliente que reclamou quanto aquele que está apenas pesquisando. O mundo eletrônico não é apenas planejamento, mas, sim, uma comunicação estratégica para quem quer comprar e por quem quer vender. Quando ambos fazem a sua parte, todos ficam satisfeitos.

O conforto de ficar em casa e receber o produto em mãos é um dos principais motivos para que o e-commerce se torne uma boa opção de compra para o Natal. No entanto, ele precisa funcionar próximo à perfeição. Adaptando-se às exigências do mercado, o e-commerce ganha ainda mais em aprimoramento e consumo. Quem ganha são os dois lados.