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Categorização inteligente: coloque em prática e melhore a experiência do seu consumidor!

Por: Galleger Ilhe

CEO da Bis2Bis E-commerce, empresa especializada no desenvolvimento de lojas virtuais de alto desempenho. Galleger Ilhe possui mais de 20 anos de experiência com programação e consultoria de <nowrap>e-commerce</nowrap>, produz diversos conteúdos online e ministra palestras Brasil afora, ajudando empreendedores a vender mais no mundo virtual.

Além do ambiente, vários fatores determinam as diferenças do comércio virtual em relação ao comércio físico. Uma delas, é a organização. Em uma loja física, por exemplo, é comum que os consumidores sejam orientados por placas, que informam quais categorias estão dispostas em quais prateleiras ou corredores. Na ausência delas, há sempre um vendedor disposto a ajudar. Mas no e-commerce, a categorização é ainda mais importante e precisa ser feita e com muito mais eficiência, já que não há nenhum vendedor disponível e o usuário online tende a desistir muito fácil de uma compra caso não encontre rapidamente aquilo que está procurando.

É aí que surge, então, o termo “categorização inteligente”, que visa dispor os produtos na loja virtual de forma intuitiva e bastante completa para que o consumidor consiga encontrar de forma ágil, o que pode elevar as taxas de conversão.

A categorização inteligente começa com a escolha de uma plataforma robusta, estruturada e moderna, que permita ao lojista adaptá-la aos moldes do seu negócio. O que temos observado aqui na Bis2Bis, por meio das experiências de vários de nossos clientes, é que o Magento tem mostrado um excelente desempenho nesse quesito. Por ser OpenSource, é possível personalizá-lo de forma bastante completa, adaptando seu código às necessidades do lojista – experiência que ficaria um tanto quanto engessada em plataformas rígidas e de código fechado.

É preciso, por exemplo, certificar-se que a plataforma permita que um mesmo produto esteja disposto em mais de uma categoria sem criar URLs conflitantes, para evitar a duplicidade de conteúdo, que prejudica bastante o desempenho nas ferramentas de SEO.

É recomendado (não obrigatório) que qualquer e-commerce divida sua gama de produtos em três níveis: o mais abrangente, Departamentos, Categorias e Subcategorias. Baseado nesta divisão um varejista da web poderia ser disposto da seguinte forma:

1. ELETRODOMÉSTICOS
a. Microondas
b. Geladeira
c. Forno elétrico

d. Fogão
i. De mesa
ii. Convencionais
[…]

2. MÓVEIS

a. Guarda-roupa
i. Solteiro
ii. Casal
iii. Infantil

b. Cama
c. Cômoda
d. Estante

[…]

3. ELETROPORTÁTEIS
a. Aspirador de Pó
b. Cafeteira
c. Forno elétrico
d. Ferro de passar

[…]

4. TELEFONIA
a. Celular

b.Telefone
i. Sem fio
ii.Com fio

Já a divisão de um pequeno e-commerce especializado em moda poderia ser dessa forma:

1. MASCULINO
a. Camiseta
i. Manga curta
ii. Manga comprida

b. Bermudas
c. Calça
d. Jaqueta

2. FEMININO

a. Blusa
i. Alcinha
ii. Manga curta
iii. Manga comprida

b. Camiseta
c. Calça
d. Macacão

e. Vestido
i. Curto
ii. Comprido

f. Saia
i. Curta
ii. Comprida

Os fatores acima são mais gerais, por isso se encaixam na divisão citada (departamento, categoria e subcategoria). Já fatores mais variáveis, como: cor, modelo, tamanho, marca, etc. vale estabelecer como filtros e não como subcategorias, pois desse modo, o consumidor é capaz de personalizar sua busca da forma mais eficiente. É importante destacar que o ideal é que estes filtros sejam cumulativos, ou seja, que o consumidor consiga agregá-los conforme quiser para fazer sua busca. A ressalva é válida, pois vários e-commerces não oferecem essa funcionalidade e acabam restringindo a busca e engessando o consumidor, o que dificulta sua navegação e pode afastá-lo do produto que ele tinha intenção de adquirir.

Outro modo bastante interessante de fazer essa organização é utilizando boxes, com imagens e uma breve informação sobre os produtos de uma determinada categoria. Observe na imagem abaixo:

MeuSalão

Com esse tipo de organização, a navegação do cliente tende a ficar muito mais clara e intuitiva, afinal, as imagens no e-commerce são recursos indispensáveis e tem alto potencial para atrair e influenciar o consumidor.

É claro que a divisão das categoria e também os filtros de um e-commerce vão depender diretamente do segmento, do portfólio de produtos, do modo de operação, etc., então, vale destacar que o que listamos aqui são dicas, baseadas em exemplos gerais, mas que devem ser avaliadas de acordo com as particularidades de cada loja virtual. Então, que tal observar isso na sua loja? A categorização dos seus produtos é eficiente e ajuda seu cliente ou é confusa e acaba por afastá-lo? Analise, pense e coloque as mudanças em prática para ver bons resultados!