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Análise do varejo 2023: e-commerce tem baixo crescimento, visitas às lojas de ruas e shoppings caem, e setor Farma se destaca

Por: Ângelo Vicente

CEO e Fundador da SELIA Fullcommerce

Angelo é um empreendedor e educador destacado no cenário do comércio eletrônico. Como cofundador da Esecom e CEO da SELIA Fullservice, ele tem sido pioneiro em soluções inovadoras de ecommerce, implementando mais de 120 projetos industriais. Fundador do Ecadeiras.com.br, ele estabeleceu conexões significativas entre fabricantes e consumidores, figurando entre os principais varejistas online do Brasil. Atualmente, Ângelo aprimora seus conhecimentos como mestrando em Gestão de Tecnologia pelo MIT, após acumular experiência educacional na Escola Politécnica da USP e na FIA-USP, e uma base sólida como Engenheiro de Produção pela UFSCar. Com mais de uma década de experiência em ecommerce e um histórico de quatro anos no exterior, ele traz uma perspectiva global para a inovação no varejo digital.

A Bain & Company divulgou, neste mês de abril, sua análise de desempenho do varejo brasileiro do último trimestre de 2023. Neste artigo eu trago 6 reflexões e informações relevantes do relatório, com ótica centrada no comércio eletrônico.

1. Baixo crescimento no e-commerce brasileiro: as vendas do e-commerce no Brasil apresentaram um crescimento de 1% de 2022 para 2023. Isso indica uma expansão contínua, embora moderada, no setor​​.

2. Confiança do consumidor e do comércio: o índice de confiança do consumidor retraiu 5 pontos percentuais, enquanto o índice de confiança do comércio cresceu 1 ponto percentual desde dezembro. Isso sugere que, embora os consumidores estejam mais cautelosos, o setor comercial mantém um otimismo leve​​.

3. Desempenho variado entre segmentos: o segmento Farma liderou o crescimento de receita nominal de vendas no varejo brasileiro, destacando-se dos demais segmentos. Essa é uma indicação da resiliência e demanda constante por produtos farmacêuticos​​.

4. Flutuações nos índices financeiros: o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) mostrou uma pequena elevação de 1% em fevereiro, indicando uma estabilização nas vendas após variações negativas nos meses anteriores. Isso pode refletir ajustes nas estratégias de vendas e marketing das empresas​​.

5. Pressões inflacionárias e inadimplência: a inflação acumulada nos últimos 12 meses alcançou 5%, e o índice de inadimplência das famílias para operações de crédito não vinculadas foi de 7,3% em janeiro. Esses fatores podem influenciar o poder de compra do consumidor e, consequentemente, o desempenho do e-commerce​​.

Estudo sobre inadimplência e inflação no varejo em 2023

6. Variações nos fluxos de visita: houve uma queda significativa no fluxo de visitas a lojas de rua e shopping centers, o que pode ter impactos diretos na performance do e-commerce, à medida que mais consumidores optam por compras online​​.