As vendas do comércio varejista no Brasil começaram 2026 em alta e superaram as expectativas do mercado. Em janeiro, o varejo ampliado — que inclui veículos e materiais de construção — registrou crescimento de 0,9% na comparação mensal com ajuste sazonal, enquanto o varejo restrito avançou 0,4% no mesmo período.

O resultado veio acima das projeções de analistas, que esperavam altas menores ou até retração em alguns segmentos. Na comparação com janeiro de 2025, o varejo restrito cresceu 2,8%, enquanto o varejo ampliado registrou avanço de 1,1%.
Entre os dez segmentos monitorados, seis apresentaram crescimento no mês, enquanto três registraram retração. O principal destaque positivo foi o setor de veículos e autopeças, com alta de 2,8%, seguido por material de construção, que avançou 3,4%. Já o maior recuo foi observado em combustíveis e lubrificantes, com queda de 1,3%.
Outras categorias também contribuíram para o resultado. O segmento de artigos farmacêuticos, médicos e de perfumaria teve aumento de 2,6% na comparação mensal, enquanto tecidos, vestuário e calçados avançaram 1,8%. Por outro lado, equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação registraram queda de 9,3% no período.
Na comparação anual, alguns segmentos apresentaram crescimento mais expressivo. Móveis e eletrodomésticos avançaram 6,1%, enquanto equipamentos de informática e comunicação cresceram 5,6%, e artigos farmacêuticos tiveram alta de 5,1%.
Consumo sustentado no início do ano
Segundo análise de economistas, o resultado de janeiro indica uma retomada após o desempenho mais fraco observado no fim de 2025. Tanto categorias mais dependentes de crédito quanto aquelas ligadas à renda das famílias apresentaram crescimento no mês.
A avaliação é que o consumo pode continuar sustentado ao longo do primeiro trimestre. Entre os fatores que podem influenciar positivamente as vendas, estão:
- Ampliação da renda disponível das famílias, impulsionada pelo aumento do salário mínimo;
- Mudanças na tributação do imposto de renda.
Com os dados divulgados até agora, o chamado carrego estatístico para o primeiro trimestre de 2026 ficou em 0,5% tanto no varejo restrito quanto no ampliado, indicando tendência de crescimento moderado da atividade no início do ano.