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The Town 2025 deve movimentar R$ 2 bi e reforça papel do entretenimento na economia

Por: Alice Lopes

Jornalista no E-Commerce Brasil

Jornalista e redatora no portal E-Commerce Brasil em constante busca pelas melhores histórias.

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Muito além da música, grandes festivais têm se consolidado como engrenagens relevantes da economia. É o caso do The Town 2025, que deve injetar R$ 2 bilhões na economia de São Paulo e gerar cerca de 25 mil empregos diretos e indiretos, segundo a SPTuris. A expectativa é de reunir mais de meio milhão de pessoas, em uma experiência que atravessa turismo, gastronomia, logística, tecnologia e varejo.

Palco principal do The Town
(Imagem: reprodução)

Os números reforçam o peso da indústria de eventos na capital paulista. Apenas em 2024, foram 5.262 atividades do setor, que movimentaram R$ 22,2 bilhões e geraram R$ 1,1 bilhão em ISS. No primeiro trimestre de 2025, o segmento já alcançou R$ 5,9 bilhões, com alta de 110% sobre o mesmo período do ano anterior.

Impacto econômico crescente

De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a primeira edição do The Town, em 2023, movimentou R$ 1,9 bilhão, superando a projeção inicial da prefeitura, de R$ 1,7 bilhão, e se consolidou como o festival mais lucrativo da cidade. Restaurantes, hotéis e serviços de transporte foram alguns dos setores diretamente beneficiados, com ocupação hoteleira próxima de 85% e 20 mil postos de trabalho gerados.

Para Luis Justo, CEO da Rock World, empresa responsável pelo evento, o festival vai muito além da experiência cultural. “São mais de 20 mil empregos gerados diretamente no festival. Às vezes, a gente olha o evento como uma grande festa de comunicação, mas ele também é uma grande indústria limpa que gera divisas para a cidade”, afirmou em entrevista à TV Cultura.

Oportunidade para marcas e experiências de consumo

O The Town não é apenas um festival de música: também funciona como vitrine estratégica para empresas que associam suas marcas ao universo do entretenimento. Na edição de 2025, companhias dos setores de alimentos, bebidas e bens de consumo apostam em ativações tanto dentro da arena quanto em ações promocionais espalhadas pela cidade e no varejo físico e digital.

A Bauducco, por exemplo, estreia como apoiadora oficial com um estande que mistura a icônica embalagem de Chocottone a uma caixa de som, além de produtos licenciados e experiências interativas. Já a Trident criou embalagens temáticas que associam sabores a diferentes gêneros musicais, distribuindo dez milhões de unidades em todo o país. Outras marcas também reforçam presença: Club Social com o “Baile do Pancadão”, Seara com o lançamento do Bolovo para Air Fryer, 3 Corações com refil ilimitado de café e Nissin com uma variedade de sabores de Cup Noodles.

Além disso, empresas de bebidas, como a Eisenbahn, ampliam o alcance da experiência para além do autódromo, com ações em bares, supermercados e até no aeroporto, transformando São Paulo em uma extensão do festival. Essas iniciativas reforçam como o entretenimento abre espaço para diferentes setores ampliarem visibilidade, conquistarem novos consumidores e fortalecerem sua presença no mercado.

Entretenimento como estratégia

Os dados mostram que o entretenimento é, de fato, parte estratégica da economia. O setor criativo já reúne mais de 2 milhões de empresas no Brasil, movimenta R$ 110 bilhões e representa 2,7% do PIB nacional. Ao unir cultura, negócios e inovação, eventos como o The Town não apenas emocionam o público, mas também sustentam empregos, impulsionam cadeias produtivas e consolidam São Paulo como uma das capitais globais do entretenimento.