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Pesquisa: é possível guardar músicas e vídeos no seu DNA

Por: Vivianne Vilela

Diretora de Conteúdo do E-Commerce Brasil

Vivianne Vilela atua como Diretora de Conteúdo, do E-Commerce Brasil há mais de 11 anos. É responsável pela curadoria dos eventos, dentre eles o Fórum E-Commerce Brasil (maior evento de <nowrap>e-commerce</nowrap> das Américas). Passou mais de 7 anos trabalhando em projetos nacionais para promover a inclusão, transformação e expansão no uso da tecnologia dos pequenos negócios no Brasil pelo Sebrae Nacional.

Nesta terça-feira, 23, pesquisadores relataram na revista Nature que salvaram todos os 154 sonetos de Shakespeare, uma foto, um artigo científico e um arquivo de som de 26 segundos do discurso em Martin Luther King Jr. disse “eu tenho um sonho”. Tudo isso coube em um pedaço de DNA sintético quase invisível a olho nu, guardado em um tubo de ensaio.

O processo envolveu a conversão dos 0 e 1 da informação digital no alfabeto de quatro letras do código genético. Após o DNA sintético ser criado, máquinas “leram” suas moléculas e recuperaram a informação. Esse processo durou duas semanas, mas avanços tecnológicos estão diminuindo esse tempo, afirmou o autor do estudo, Ewan Birney, do Instituto Europeu de Bioinformática, em Hinxton, Inglaterra.

Segundo os pesquisadores, o DNA seria útil para guardar grandes quantidades de informação que precisam ser armazenadas por um longo período de tempo, mas que não necessitam ser recuperadas com frequência -por exemplo, por arquivos e bibliotecas, sugere um coautor da pesquisa, Nick Goldman. E guardar o DNA seria relativamente simples, dizem: basta colocá-lo num lugar frio, seco e escuro.

Perspectiva. Talvez em uma década, afirmou Goldman, pode ser possível que consumidores guardem por 50 anos, em DNA, fotos de casamento ou vídeos endereçados a seus futuros netos.

Os cientistas disseram que não têm a intenção de injetar esse DNA em seres vivos e negam a possibilidade desse material acidentalmente se tornar parte do código genético de um ser vivo, por causa do seu esquema de codificação.

Segundo Sriram Kosuri, pesquisador da Universidade Harvard que faz pesquisas na mesma área, por ora limitações técnicas vão impedir que o DNA “substitua o seu disco rígido”.

 

[via Estadão]