O e-commerce brasileiro entra em 2026 com mudanças importantes nas políticas de custos e logística dos principais marketplaces. Plataformas como Mercado Livre e Shopee anunciaram atualizações que alteram a forma como frete, comissão e armazenagem impactam diretamente a margem dos vendedores.

Na prática, isso significa que a escolha do mix de produtos passa a ser ainda mais estratégica. Itens que antes eram lucrativos podem perder competitividade dependendo do peso, das dimensões ou da rotatividade de estoque.
Para lojistas que operam em marketplaces, especialmente aqueles que trabalham com importação, entender essa nova lógica se tornou essencial.
O fim das tarifas fixas e a nova lógica logística
Entre as principais mudanças anunciadas está a revisão do modelo de cobrança logística no Mercado Livre.
A plataforma substituiu a tarifa fixa por unidade vendida para itens abaixo de R$79 por um sistema de cobrança dinâmica, que considera fatores como peso real, dimensões da embalagem e cubagem do item.
Na prática, isso significa que produtos baratos, mas volumosos ou pesados, podem gerar custos significativamente maiores para o vendedor. Já itens pequenos e leves tendem a se manter mais competitivos dentro da nova estrutura.
Outro ponto relevante é o aumento da atenção à rotatividade de estoque nos centros logísticos. Produtos com baixa velocidade de venda — especialmente aqueles que permanecem longos períodos parados — podem gerar custos adicionais ou perder prioridade operacional.
Essa mudança reflete um movimento estratégico da plataforma para aumentar a eficiência logística e otimizar o uso de espaço em seus centros de distribuição.
A estratégia da Shopee para produtos de baixo valor
Enquanto o Mercado Livre foca na eficiência logística, a Shopee adotou uma estratégia voltada ao estímulo de vendas em determinadas faixas de preço.
A plataforma ampliou subsídios de frete — que podem chegar a até R$20 para produtos abaixo de R$79,99 — e criou condições mais favoráveis para itens de menor valor, incluindo descontos progressivos em comissões e incentivos para pagamentos realizados via Pix.
Essa política reforça o posicionamento da Shopee como um ambiente competitivo para produtos de ticket mais baixo e alto volume de vendas.
Ao mesmo tempo, subsídios de frete mais elevados também foram aplicados em produtos de maior valor, ampliando a competitividade da plataforma em diferentes faixas de preço.
Por que a faixa de preço se tornou decisiva
Apesar das estratégias distintas, existe um ponto em comum entre as mudanças: a importância crescente da faixa de preço na definição do mix de produtos.
O limite em torno de R$79, por exemplo, passou a funcionar como um divisor relevante dentro das políticas de frete e comissão.
A partir desse patamar, os custos logísticos e os subsídios aplicados pelas plataformas podem mudar de forma significativa, exigindo que lojistas analisem cuidadosamente fatores como peso, dimensões e velocidade de giro.
Nesse contexto, produtos compactos, leves e com alta demanda tendem a apresentar maior previsibilidade de margem.
Curadoria de produtos ajuda lojistas a se adaptar
Diante desse cenário mais complexo, ferramentas de inteligência de mercado e curadoria especializada ganham relevância na tomada de decisão.
A JoomPro, plataforma global de compra no atacado de produtos da China, organizou recentemente seleções de produtos agrupadas por faixa de preço para ajudar lojistas a estruturar um portfólio mais competitivo.
As listas reúnem itens posicionados em diferentes tickets — entre R$5,99 e R$29,99 —, permitindo que vendedores avaliem oportunidades considerando tanto a estratégia de preço quanto as novas regras logísticas dos marketplaces.
Segundo especialistas da empresa, a tendência é que o sucesso no e-commerce dependa cada vez mais da combinação entre análise de dados, escolha eficiente de produtos e planejamento logístico.
A seleção completa de produtos por faixa de preço pode ser consultada diretamente nas páginas da campanha: produtos até R$5,99; até R$9,99; até R$19,99; e até R$29,99.