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Fintech iugu capta R$ 100 milhões com Bradesco BBI em FIDC para antecipações de recebíveis

Por: Júlia Rondinelli

Editora-chefe da redação do E-Commerce Brasil

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero e especialização em arte, literatura e filosofia pela PUC-RS. Atua no mercado de <nowrap>e-commerce</nowrap> desde 2018 com produção técnica de conteúdo e fomento à educação profissional do setor. Além do portal, é editora-chefe da revista E-Commerce Brasil.

No mercado de serviços de pagamento, a antecipação de recebíveis é algo necessário e atrativo. Isso porque nem sempre o empreendedor tem liquidez no mês para pagar todos os compromissos, e um dos créditos mais acessíveis a ele é dado através da antecipação.

Se você não conhece como funciona, aqui vai uma breve explicação. As vendas feitas a prazo ou parceladas no cartão de crédito demoram, no mínimo, D+30 para cair na conta do vendedor.

Caso ele opte pela antecipação, pode puxar esses recebíveis para sua conta de forma imediata, mediante o pagamento de uma taxa, geralmente mais otimizada do que um empréstimo formal.

O crédito originado pela antecipação é mais acessível porque o risco é menor, afinal, o valor já existe, já foi pago pelo cliente final, bastaria aguardar um tempo para receber. Logo, quem fornece a antecipação corre um risco baixo em relação a quem empresta sem garantias.

Ligada nesta tendência, a iugu, fintech de pagamentos, deu mais um passo na consolidação do seu serviço de antecipação de recebíveis para as empresas que são clientes da plataforma.

A empresa levantou R$ 100 milhões por meio de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), estruturado pela gestora H2Kapital, em conjunto com o Bradesco BBI (coordenador exclusivo), por meio de uma oferta pública com esforços restritos nos termos da Instrução CVM 476.

Na prática, os recursos do FIDC serão utilizados nas antecipações dos valores que os clientes da iugu têm a receber nas operações de cartões de crédito transacionadas em sua plataforma de automatização financeira.

De acordo com André Luiz Gonçalves (CFO da iugu), o FIDC promove uma importante diversificação das fontes de capital, que vai suportar o crescimento da fintech e principalmente atender a demanda dos clientes.

A iugu já possui diversas soluções “cash in”, ou seja, que ajudam os clientes a cobrarem e transacionarem pagamentos. O fortalecimento da antecipação de recebíveis vem para complementar outra frente, a de “cash out”, ou seja, como os usuários podem movimentar o dinheiro alocado em sua conta iugu.

A antecipação na iugu é flexível para o cliente escolher o valor e quais parcelas antecipar, com total transparência na plataforma.

No roadmap da fintech constam diversas melhorias para que ela venha a se tornar o “one stop shop” financeiro de empresas de todos os portes. Dessa forma, caminha para se tornar uma solução completa e diversificada para que o ecossistema de empresas brasileiras tenha todas as suas necessidades financeiras atendidas em um só lugar.

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