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Covid-19: Amazon e eBay removem milhares de anúncios e suspendem vendedores

Por: Dinalva Fernandes

Jornalista

Jornalista na E-Commerce Brasil. Graduada em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade Anhembi Morumbi e pós-graduada em Política e Relações Internacionais pela FESPSP. Tem experiência em televisão, internet e mídia impressa.

As plataformas de comércio eletrônico Amazon e eBay garantiram à Comissão Europeia estar a atuar contra anúncios fraudulentos ou enganosos relacionados com a pandemia de Covid-19, tendo removido milhares de ofertas e suspendido centenas de vendedores, divulgou Bruxelas na sexta-feira (3).

Depois de, no final de março, o comissário para a Justiça e Consumidores, Didier Reynders, ter enviado uma carta par apelar à cooperação das plataformas de comércio eletrônico Allegro, Amazon, AliExpress, Bing, CDiscount, eBay, Facebook, Google, Rakuten, Wish e Yahoo, o executivo comunitário anunciou que todas estão adotando medidas para impedir fraudes na internet relacionadas com produtos falsos contra o vírus, como máscaras faciais, luvas e desinfetantes no mercado online da União Europeia (UE).

Na resposta dada à Comissão Europeia, o eBay, por exemplo, assegura ter já em curso “uma série de medidas para proteger os consumidores em toda a UE diante das práticas fraudulentas e enganosas relacionadas com a Covid-19”.

Remoção de anúncios

Em concreto, desde o início do surto, a plataforma norte-americana indica ter já removido 600 mil anúncios falsos, ter eliminado 4,5 milhões de ofertas devido a um sistema automático de bloqueio de preços e ainda ter suspendido, de forma temporária ou definitiva, mais de 2.700 vendedores.

O eBay adianta ainda ter uma equipa dedicada a fazer uma monitorização manual destes anúncios 24 horas por dia, sete dias por semana, medida semelhante à adotada pela outra gigante norte-americana, a Amazon.

Respondendo à Comissão Europeia, a Amazon também aponta uma “monitorização proativa” dos anúncios, garantindo ainda estar a “aplicar agressivamente as políticas de proteção dos utilizadores”.

“Removemos centenas de milhares de ofertas a preços elevados com grande procura, removemos milhões de anúncios de produtos com falsas promessas sobre o novo coronavírus, suspendemos milhares de contas de vendedores que praticaram preços inflacionados”, elenca a Amazon.

Além disso, “estamos em contato com as autoridades nacionais da concorrência em toda a Europa e estamos trabalhando com vrias autoridades policiais dos Estados-membros e com a Europol para processar os maiores criminosos”, adianta a Amazon.

Proibições de vendas

As outras plataformas também garantiram que estão agindo contra quem se aproveita da pandemia para fazer negócio, nomeadamente através da monitorização automática e consequente bloqueio através de palavras-chave e categorias de produto, adoção de algoritmos para combater a manipulação de preços, proibições temporárias à venda ou publicidade de produtos específicos como máscaras ou desinfetantes, criação de listas com vendedores confiáveis e ainda a promoção de denúncias sobre práticas desleais.

Ainda na sexta-feira, a Europol, serviço europeu de polícia, se mostrou “muito preocupada” com o aumento de crimes na internet em altura de confinamento devido à pandemia de Covid-19, nomeadamente relacionados com o comércio eletrônico.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 54 mil. O continente europeu, com cerca de 560 mil infetados e perto de 39 mil mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos.

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As informações são do jornal Expresso