Divulgação Tucum[/caption]
O impacto que teve diante de tanta beleza, diversidade e riqueza a moveu para mais perto dessa realidade. Ela passou a comprar produtos das vendedoras indígenas e a revendê-los em seu atelier no Rio de Janeiro -- à época, também trabalhava como maquiadora e cabeleireira no local.
Esse método de compra e revenda dos artesanatos durou aproximadamente dois anos. Amanda sabia que havia algo muito maior por trás daqueles produtos. “Eu sentia falta de uma constância e um equilíbrio naquele trabalho, pois havia uma estrutura, uma organização social que merecia um olhar amoroso que impactasse de forma positiva aquela cultura”.
Aproximadamente 97% da confecção daqueles artesanatos partem das mulheres, que ainda possuem outras tarefas no dia a dia. A ideia da empresária foi, de alguma forma, aumentar as rendas dos povos indígenas e, consequentemente, a propagação dessa cultura.
No início dos trabalhos, Amanda tinha dificuldades na interação. “Era algo totalmente novo para eles, mas, ao mostrar como o nosso trabalho funcionava e o propósito de tudo aquilo, conquistamos a atenção e a admiração. Trata-se de uma diversidade de mundos, da cosmologia, de visão de resistência… Nós, como não-indígenas, temos uma visão ora romântica, ora preconceituosa, pejorativa.
São 520 anos de luta para eles coexistirem com a gente. Há uma infinidade de terras invadidas por madeireiros, disputa de território com o agronegócio e toda uma destruição impensável de rios e florestas causada pelo garimpo ilegal. Na terra indídena yanomami, por exemplo, estima-se que haja mais de 20 mil garimpeiros explorando de forma ilegal as riquezas minerais da floresta. E o pior: tudo com o aval da União e do Estado. O lastro de destruição que está sendo causado é incalculável e, certamente, irrecuperável”, lamenta.
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A ideia da Tucum* nasceu a partir do primeiro contato de Amanda Santana com os povos indígenas. Em 2009, a sócia-fundadora e diretora criativa do negócio fez uma viagem para a Amazônia. Lá, visitou uma feira de troca de sementes, onde descobriu povos indígenas no Brasil. “Temos uma maneira errada na forma como vemos os índios. Achamos que são todos iguais, presos ao estereótipo do descobrimento do Brasil de 1500, o que não faz o menor sentido”.
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Divulgação Tucum[/caption]
O impacto que teve diante de tanta beleza, diversidade e riqueza a moveu para mais perto dessa realidade. Ela passou a comprar produtos das vendedoras indígenas e a revendê-los em seu atelier no Rio de Janeiro -- à época, também trabalhava como maquiadora e cabeleireira no local.
Esse método de compra e revenda dos artesanatos durou aproximadamente dois anos. Amanda sabia que havia algo muito maior por trás daqueles produtos. “Eu sentia falta de uma constância e um equilíbrio naquele trabalho, pois havia uma estrutura, uma organização social que merecia um olhar amoroso que impactasse de forma positiva aquela cultura”.
Aproximadamente 97% da confecção daqueles artesanatos partem das mulheres, que ainda possuem outras tarefas no dia a dia. A ideia da empresária foi, de alguma forma, aumentar as rendas dos povos indígenas e, consequentemente, a propagação dessa cultura.
No início dos trabalhos, Amanda tinha dificuldades na interação. “Era algo totalmente novo para eles, mas, ao mostrar como o nosso trabalho funcionava e o propósito de tudo aquilo, conquistamos a atenção e a admiração. Trata-se de uma diversidade de mundos, da cosmologia, de visão de resistência… Nós, como não-indígenas, temos uma visão ora romântica, ora preconceituosa, pejorativa.
São 520 anos de luta para eles coexistirem com a gente. Há uma infinidade de terras invadidas por madeireiros, disputa de território com o agronegócio e toda uma destruição impensável de rios e florestas causada pelo garimpo ilegal. Na terra indídena yanomami, por exemplo, estima-se que haja mais de 20 mil garimpeiros explorando de forma ilegal as riquezas minerais da floresta. E o pior: tudo com o aval da União e do Estado. O lastro de destruição que está sendo causado é incalculável e, certamente, irrecuperável”, lamenta.
Divulgação Tucum[/caption]
O impacto que teve diante de tanta beleza, diversidade e riqueza a moveu para mais perto dessa realidade. Ela passou a comprar produtos das vendedoras indígenas e a revendê-los em seu atelier no Rio de Janeiro -- à época, também trabalhava como maquiadora e cabeleireira no local.
Esse método de compra e revenda dos artesanatos durou aproximadamente dois anos. Amanda sabia que havia algo muito maior por trás daqueles produtos. “Eu sentia falta de uma constância e um equilíbrio naquele trabalho, pois havia uma estrutura, uma organização social que merecia um olhar amoroso que impactasse de forma positiva aquela cultura”.
Aproximadamente 97% da confecção daqueles artesanatos partem das mulheres, que ainda possuem outras tarefas no dia a dia. A ideia da empresária foi, de alguma forma, aumentar as rendas dos povos indígenas e, consequentemente, a propagação dessa cultura.
No início dos trabalhos, Amanda tinha dificuldades na interação. “Era algo totalmente novo para eles, mas, ao mostrar como o nosso trabalho funcionava e o propósito de tudo aquilo, conquistamos a atenção e a admiração. Trata-se de uma diversidade de mundos, da cosmologia, de visão de resistência… Nós, como não-indígenas, temos uma visão ora romântica, ora preconceituosa, pejorativa.
São 520 anos de luta para eles coexistirem com a gente. Há uma infinidade de terras invadidas por madeireiros, disputa de território com o agronegócio e toda uma destruição impensável de rios e florestas causada pelo garimpo ilegal. Na terra indídena yanomami, por exemplo, estima-se que haja mais de 20 mil garimpeiros explorando de forma ilegal as riquezas minerais da floresta. E o pior: tudo com o aval da União e do Estado. O lastro de destruição que está sendo causado é incalculável e, certamente, irrecuperável”, lamenta.