- Custo relativamente alto para sua criação. A produção da informação custa muito mais que as cópias geradas, que têm custo marginal.
- Escalabilidade. Custos marginais para produzir duas ou duas centenas de cópias. Atualmente, com armazenamento e cópias inteiramente digitais, elimina-se também o custo de produção das cópias impressas.
- Economias de escala em termos de produção. No caso da informação impressa, como em livros, quanto maior a edição, menores os custos individuais devido à economia de escala. Nos meios digitais, como e-books, tais custos inexistem.
- Pode ser usada por mais de uma pessoa a cada momento. Diferente de um bem tangível como um carro, que se eu estiver dirigindo ninguém mais poderá dirigi-lo ao mesmo tempo.
- Substituição imperfeita. Uma cópia reduzida em conteúdo ou fragmentada não pode substituir a informação completa, original.
- Efeito de rede, cujo valor cresce à medida que mais pessoas a utilizam.
Você já parou para pensar no valor dos dados?
Hoje geramos dados a todo instante e em praticamente todas as nossas ações do dia a dia: quando fazemos compras nos supermercados, quando postamos no Facebook, quando usamos nosso smartphone, quando ativamos o GPS no carro, e assim por diante. Claramente, dados têm muito valor, mas ainda não conseguimos avaliar esse valor corretamente.
Alguns estudos apontam valores elevadíssimos. Um levantamento recente do Federal Reserve, nos EUA, estima que o total de dados e outros ativos intangíveis das empresas, como patentes, marcas registradas e direitos autorais, podem valer mais de US$ 8 trilhões, que é um valor quase igual ao PIB somado de Alemanha, França e Itália.
Esses ativos intangíveis estão se tornando parte cada vez mais importante da economia global. As patentes, por exemplo, vêm sendo um dos principais motivadores de aquisições de empresas, como a compra da Motorola pelo Google, por mais de US$ 11 bilhões em 2011. Outro exemplo é o valor de ações de empresas como Facebook, eBay e Google.
Se subtrairmos suas dívidas, vemos que elas possuem um total de US$ 125 bilhões em ativos, mas o valor combinado de suas ações é de US$ 660 bilhões. A diferença reflete a percepção do mercado que os ativos mais valiosos dessas empresas são seus algoritmos, patentes e um enorme volume de informações sobre usuários e clientes. Esse valor não aparece nos balanços, e é um desafio valorizar dados.
Aliás, o Gartner, a partir de 2012, começou a propor um novo modelo econômico para mensurar o valor dos dados, que ele batizou de infonomics. Infonomics é a disciplina de mensurar e avaliar a significância econômica dos dados e as informações que uma empresa possui, de modo que essas informações possam ser valorizadas monetária e contabilmente. Recomendo ler um artigo sobre o assunto, publicado na Forbes.
É curioso observar que os dados, apesar de todos os discursos sobre seu valor competitivo, não são valorizados monetariamente. Por exemplo, se um data center pegar fogo, as seguradoras cobrem o prejuízo sofrido pelas instalações e pelo maquinário, de geradores a servidores, mas não cobrem o conteúdo dos dados que foram perdidos.
De maneira geral, uma empresa com boa governança de TI mantém uma política de backup eficiente e consegue recuperar todos ou quase todos os seus dados e informações. Mas caso não consiga, ela não obterá da seguradora a reparação pelo valor dos dados perdidos, pois estes não são valorizados monetária e contabilmente.
Vivemos hoje na sociedade da informação, e informação é um produto por si mesmo, além de ser o combustível que impulsiona os negócios da maioria das empresas. A consequência desse fato é o surgimento, ao longo das ultimas décadas, de tecnologias de bancos de dados, data warehouses e mais recentemente o próprio conceito de Big Data.
Se analisarmos a informação, vemos que ela se encaixa perfeitamente nas características de um bem econômico intangível, que são: