Tecnologia na logística: inovação para solucionar os desafios do Brasil

por Ricardo Hoerde Sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020   Tempo de leitura: 4 minutos

Há um movimento transformador em um segmento até pouco tempo visto como tradicional no Brasil, o de logística. É impulsionada pelas transformações digitais, em busca constante de inovação por meio da tecnologia, que a logística tem se reinventado e colaborado com a resolução de desafios no Brasil. Por isso, não me surpreende ser o setor que mais vai contratar no país em 2020, segundo ranking do Linkedin.

Em um país com as dimensões territoriais do Brasil, com estradas em péssimas condições e trânsito caótico nas grandes cidades, os operadores logísticos assumiram o papel de parceiros estratégicos fundamentais de todos os setores, agregando seu conhecimento prático na busca por mais eficiência e agilidade nos fretes. A logística eficiente é uma vantagem competitiva e deve ser vista de modo estratégico, não como custo pelas empresas.

Na Logística 4.0, a informação circula em tempo real, tudo está conectado e funciona de forma eficaz. Neste modelo, os estoques são reduzidos, com centros de distribuição inteligentes. A aplicação de tecnologias como Inteligência Artificial, IoT, Big Data e Blockchain no setor é cada vez mais comum, e as empresas tradicionais que ainda não conseguiram mudar seu mindset e unir forças com startups e outras iniciativas inovadoras estão perdendo espaço neste mercado em transformação.

Um dado levantado pela Liga Ventures no estudo Panorama dos Transportes de Cargas no Brasil apontou que a tecnologia deve dominar os aportes em logística no país ao longo dos próximos anos, sendo que 30% das empresas consultadas pretendem criar uma área de planejamento logístico suportada por tecnologias avançadas.

Uma revolução já está acontecendo no last mile, ou seja, quando a mercadoria sai do centro de distribuição para o destino final. Com consumidores cada vez mais exigentes — conectados e acompanhando em tempo real todas as etapas dos seus processos de compras online — além de uma diversidade de opções, largam na frente aqueles que conseguem entregar mais rápido e com custo menor, oferecendo a melhor experiência ao cliente.

Uma pesquisa do Reclame Aqui apontou que para 64% dos entrevistados, o alto valor do frete, seguido do prazo de entrega do produto são os principais fatores para o abandono de carrinhos nos e-commerces.

Cientes disso, o setor está buscado diferentes soluções envolvendo todos os atores envolvidos na cadeia de supply chain — transportadores, varejistas, exportadores, entregadores, entre outros. São investimentos em softwares de otimização de rotas, rastreamento em tempo real, logística colaborativa, telemetria analytics entre outras soluções.

Conclusão

Como empresário do setor há mais de 20 anos, tenho acompanhado e vivido todas estas transformações e vejo que existem inúmeras oportunidades para mercado logístico assumir o protagonismo na solução dos desafios do país, que não pode ficar refém da morosidade de uma empresa pública e de outras que agem como tal.

Precisamos envolver todos os players na busca por inovação e tecnologias, atendendo as demandas do mercado e dos consumidores finais.

Leia também: Em logística, Mercado Livre ainda perde para B2W e Magalu

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