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Rodrigo Pereira, do E-Commerce Brasil, analisa o futuro do e-commerce

por Redação E-Commerce Brasil Sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Responsável pelo Marketing dos portais iMasters, E-Commerce Brasil e  Head do Clube E-Commerce Brasil, Rodrigo Pereira é especialista em Marketing Online e em sua carreira sempre esteve envolvido com projetos de tecnologia, em especial com e-commerce.

Em entrevista para a JET, Rodrigo responde fazendo uma análise geral do mercado de comércio eletrônico, a evolução das vendas online, segmentos potenciais, tendências e dá dicas indispensáveis para lojistas virtuais e futuros empreendedores online.

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1. Rodrigo, como e quando você começou a se envolver no mundo do e-commerce?

O meu envolvimento com o e-commerce teve início em 2006, no desenvolvimento de uma startup que acabou migrando para um modelo de negócio online.

2. Quais as principais mudanças no cenário do e-commerce antes para o atual?

A grande mudança, no meu ponto de vista, veio da profissionalização das pessoas e dos processos. Antigamente tudo era novidade quando falávamos de vendas online.  Não tínhamos histórico, dados e tudo precisava ser testado, analisado, implementado ou cortado. A partir desses insights, muitas ideias foram sendo colocadas em prática, aperfeiçoadas e o resultado foi sendo agregado em novas ferramentas, soluções e tendências que temos disponíveis hoje no mercado.

3. Para você, as tendências do comércio eletrônico seguem para:

Estamos em um momento de saturação de ideias e modelos de negócios online. Tem muito mercado a ser explorada e a nova onda de empreendedores estão identificando pequenas oportunidades e nichos a serem aproveitados. A customização, de produtos ou serviços, é um mercado que não esta sendo bem explorado e que tem um grande potencial de crescimento. Os pequenos detalhes do nosso dia a dia nos dão uma gama imensa de oportunidades de negócios que devemos dar mais atenção. Hoje, estamos cada vez mais sem tempo para resolvermos pequenos detalhes do nosso cotidiano e uma solução online inteligente que resolva um simples detalhe, tem grande chance de sucesso.

4. Na sua visão, qual o perfil do e-consumidor brasileiro e o quê os lojistas virtuais devem fazer para atender a expectativa deste público?

O e-consumidor está com o controle nas mãos, ele tem o poder da compra, está cada vez mais exigente e quer ser atendido com agilidade e eficiência. Não importa se é em um pequeno, médio ou grande e-commerce, ele quer respeito e integridade com o serviço/produto que está adquirindo.

Os empresários devem estar ciente que eles não vendem apenas um produto, a venda online é serviço e ele tem que ser bem feito, desde a usabilidade em sua loja, facilidade em achar o produto desejado, informações e regras claras, processo de compra feito com agilidade e eficiência, cumprimento de prazos e entrega, atendimento (pré e pós venda). Entregar ao seu cliente uma experiência agradável de compra para que ele se sinta seguro e se torne fiel à sua loja. Uma pequena falha em um desses processos pode acabar com a reputação de uma loja e até a extinção dela.

5. Falando de segmento, qual o mercado de produtos você vislumbra grande crescimento no e-commerce. O que você acha que pode surgir de novidades?

O e-commerce deve dar mais atenção à prestação de serviços para a terceira idade. Um sistema que atenda bem esse público, gere recompra e resolva uma necessidade do seu cotidiano é um caminho a ser explorado. Devemos ter em mente que 80% do usuário desse tipo de serviço será feito pelos filhos ou pessoas mais novas e que estão mais habituadas com esse tipo de tecnologia. Mas não podemos descartar também que a terceira idade está comprando pela internet e o cuidado em todo o processo deve ser repensado para atender as expectativas desse público.

Soluções como alimentação, remédio, utilidades doméstica ou bem estar são a minha sugestão para investimento em negócios online.

 6. Para você, que etapa do e-commerce demanda mais atenção?

No processo da compra a etapa que demanda mais atenção é o checkout, pois é nesse processo que a sua loja vai vender ou não e o objetivo de um negócio é vender. Soluções simples como a compra em 1 click, facilidades no cadastro, informações claras e verdadeiras, opções de entrega e diversidade nos meios de pagamento fazem a diferença. Mas o checkout não acaba por aí, não adianta nada a sua loja vender e na hora do picking e packing (conferência do pedido, separação do estoque, embalagem, envio) o processo ser demorado e o pedido não ser entregue na data.

7. O que acha da solução full commerce?

Full commerce está se tornando uma tendência pela facilidade de ter todo o processo em uma única solução, seja em ferramenta ou prestação de serviço.

8. Dicas para quem quer aderir à venda online:

Estude bem o seu mercado antes de se aventurar no mundo online. Não é tão simples como muita gente imagina ter, manter e tornar lucrativo uma loja online. Apesar de hoje, em poucas horas, você conseguir ter uma boa solução de vendas, não é somente isso que vai fazer seu negócio sobreviver. Precisa de investimento, estudo, dedicação, profissionalização e persistência.

Uma dica é encontrar um mercado que está sendo pouco explorado e começar a explorar em alguns canais que estão tomando corpo no Brasil, como o MarketPlace. Teste, veja se seu produto tem aceitação, analise, capte recursos, capital e então invista em uma loja própria.

Por: Camila Freitas – Assessoria de Imprensa JET e-Commerce 

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2 comentários

Comentários

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  1. Não ira investir e me escravizar nos MarketPlace por ali, pois é o inicio do fim.

    Outra informações que sempre se ler na internet é que as pessoas precisam procurar um nicho para ter sucesso, isso defato uma grande bobagem, pois a qualquer ramo e com qualquer produto pode se dar bem na Internet, basta fazer melhor que o outro, pois o INTERNET tem uma coisa que antes nunca existia, de pode derrubar o outro em poucos instantes, mesmo o outro seja um dos grandes e acredito por isso muitos no meio desse ramo da internet (os especialistas) sempre falam que deve se procurar um nicho pouca explorado – e com isso quer dizer na verdade não entre no meu nicho…. 😉

    Responder
    1. Alexander, concordo e discordo com você. Marketplace pode ser um início sim para quem quer testar e entender o funcionamento do seu produto/aceitação no mundo online. É uma maneira de você capitalizar e rentalizar seu negócio com mais facilidade no início. A Netshoes começou suas vendas em um marketplace e olha onde ela foi parar!

      Sobre nicho, para quem esta começando e não tem muitos recursos financeiros para competir com grandes a chance de sobreviver é pouca e isso não são os especialistas que dizem, são estatísticas do mercado. Um bom exemplo disso é o Carrefour, uma grande empresa, com grandes investimentos e que não sobreviveu nesse meio que está saturado por estratégia! Então, para quem é pequeno e não tem muitos recursos, explorar um mercado carente é sim uma boa chance de sucesso e retorno rápido em seu negócio!

      O e-commerce tem espaço para todos, aceita todos os tipos de produtos e serviços mesmo em um mercado saturado, o grande desafio e você sobreviver, e essa foi a pauta que abordei nesse artigo 😉

      Responder

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