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Fraudes: as empresas conhecem os CNPJs com os quais têm relação?

By Carolina Nacle Wednesday, 29 de June de 2022   Read time: 6 minutes

Tenho percebido, nos últimos anos, que grandes empresas têm feito movimentos interessantes no mercado ao abrirem as portas para novos parceiros. Isso faz todo o sentido, especialmente diante do cenário de transformação digital pelo qual temos passado. No entanto, me pergunto o quanto essas companhias estão maduras, do ponto de vista de segurança, para entender quem são esses players que entram por todos os lados.

As empresas sabem quem são esses parceiros? Conhecem os CPFs relacionados a esses CNPJs com os quais elas estão em tratativas? Ao mesmo tempo que essa integração escancara muitas portas dentro do negócio para bons parceiros, que efetivamente vão contribuir com a companhia, ela também deixa uma brecha para os fraudadores. Muitos, inclusive, abrem empresas somente com o intuito de aplicar golpes.

Fraudes envolvendo pessoas jurídicas são muito comuns, o que se torna ainda mais crítico quando se fala em pequenos empreendedores.

Fraudes com pessoas jurídicas são comuns

Ressalto, inclusive, que fraudes envolvendo pessoas jurídicas são mais comuns do que muitos imaginam, o que se torna ainda mais crítico quando se fala em pequenos empreendedores. Para se ter uma ideia, as microempresas sofrem 252% mais tentativas de fraude do que outras companhias, segundo dados analisados por empresas especializadas. Com a facilidade que a transformação do mercado proporcionou para que negócios de menor porte pudessem ser abertos, os golpistas encontraram mais formas de aplicar fraudes por meio dessas novas microempresas.

São inúmeras as formas como esses golpistas atuam: desde a utilização de informações de terceiros para abrirem PJs em nome de outro indivíduo até a compra de empresas que faliram para se aproveitar do histórico que elas possuem. Ou seja, sem um conhecimento prévio do parceiro, a empresa que abre as portas para a sua entrada corre grandes riscos de ser vítima de golpes, além de ter sua reputação ameaçada diante de clientes prejudicados pelos fraudadores que, nessa situação, estão atrelados à marca principal.

Soluções para evitar fraudadores

A boa notícia é que há ferramentas e soluções com as quais é possível mitigar esses riscos e evitar o envolvimento não intencional com esses fraudadores. O ponto de partida é, sem dúvidas, a verificação desses CNPJs. Esse procedimento permite à companhia ter visibilidade – por exemplo, se o CNPJ em questão possui problemas legais, se está ativo ou inativo, se tem pendências financeiras, enfim, se está regularizado e seguro o suficiente para que gere uma jornada de confiança.

A situação cadastral dos CNPJs pode ser verificada no site da Receita Federal. Porém, para uma grande empresa, que lida com a entrada de inúmeros parceiros com frequência, uma análise manual de cada um deles torna-se inviável. Além disso, essa consulta retorna com informações importantes sobre a regularização dessa pessoa jurídica, mas o ideal é buscar soluções complementares para aumentar a efetividade no descarte de parceiros potencialmente fraudadores.

Atualmente, no mercado, existem ferramentas adaptáveis e personalizáveis, que são capazes de cruzar volumes de dados gigantescos em tempo real. Ou seja, é possível verificar tanto os CNPJs que são potenciais parceiros quanto o histórico dos CPFs relacionados, já que pessoas físicas que estão por trás das jurídicas têm insumos importantes para a análise de quem pode ser um potencial fraudador.

Esse tipo de solução é extremamente útil para empresas que admitem novos parceiros constantemente, pois, além de processar essa grande quantidade de informações, ela faz um trabalho forte de background check, sendo capaz de, por meio de toda verificação realizada, devolver uma análise detalhada, com insights que atribuem um score para a pessoa jurídica, com a classificação do risco que ela apresenta por meio de um índice de propensão à fraude.

Essa varredura automática realizada com as informações de um banco de dados robusto permite que as companhias reprovem os potenciais fraudadores e ainda tenham um bom índice de aprovação, o que é o ideal para o negócio. Dessa forma, somente os bons parceiros permanecem, o que inevitavelmente traz um impacto positivo na receita, já que não há perdas financeiras massivas causadas pelos golpes e a reputação perante os clientes não é afetada.

Leia também: Entenda o impacto dos sistemas antifraude para PMEs

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