E-commerce nas PME’s: o que fazer para não quebrar?

por Natan Sztamfater Sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Mais uma vez, o comércio eletrônico encerrou o ano com resultados otimistas e cumpriu as perspectivas apontadas pelo e-bit.

De olho nesses dados, empresas se movimentam e investem cada vez mais em um mar de oportunidades proporcionado pelos recursos infindáveis da venda online. A internet é um mundo sem limites, isso virou jargão, mas é fato consumado. E, como em todo negócio, seja ele físico ou disposto no ambiente virtual, se não for bem planejado e acompanhar as tendências para ganho de competitividade, ele morre ou, naturalmente, fica pra trás. Ter uma loja virtual não é a mesma coisa que manter uma loja física, ainda mais em tempos onde a mudança, no universo online, é mais rápida que no “mundo real”.

Este artigo tem o propósito de ilustrar por que alguns dos pequenos varejistas virtuais quebram no início e o que fazer para mudar esse cenário, com ideias para fazer valer o investimento. O primeiro passo é o planejamento, enriquecido de pesquisas de mercado, análise de concorrência e planos de expansão alinhados com metas bem definidas, além de muito, muito trabalho e dedicação.

Fatores do fracasso no e-commerce

Alguns dos fatores que contribuem para os problemas vivenciados no e-commerce são:

  • Ideia de que o negócio virtual é mais barato por conta da falta de um plano de marketing sem pesquisas fundamentadas com profissionais do mercado;
  • Investimento em plataformas de tecnologia de baixa qualidade pelo preço;
  • Pouca análise de concorrência e falta de pesquisa sobre a viabilidade de venda pela web de determinada linha de produtos. As perguntas aqui são: Esse produto vai vender na web? Esse produto já está saturado na web? Mesmo que a resposta seja não, o produto é próprio para venda na internet?
  • Atendimento falho, o que contribui para insatisfação de clientes que acabam não sendo fidelizados;
  • Falta de conhecimento e profissionalismo para atuar com a internet.

Ideias para se manter e crescer no e-commerce

Abaixo listo os principais pontos que suprem os desafios a serem superados, mencionados nos itens anteriores.

Marketing Digital e Redes Sociais no e-commerce

O plano de marketing deve ser muito bem definido e com grande parte de seu investimento voltado às mídias digitais e sociais, principalmente quando a marca ainda não é fortemente conhecida entre os consumidores. Aproveite o cliente quando ele está perto do momento de decisão de compra.

Os mecanismos de busca e sites comparadores de preços estão no topo do ranking. Em seguida, boas ações de email marketing, personalizadas e segmentadas, contribuem para maior taxa de conversão em vendas no e-commerce. Porém, isso não é regra, há uma necessidade eminente de testar qual ou quais ferramentas de marketing digital são mais adequadas à realidade de cada e-commerce e, a partir daí, então aplicar o que traz mais ROI (Return On Investiment).

Nesse caso, também é preciso contar com a ajuda de profissionais da área para que todo investimento não seja em vão. Ele pode criar ações ainda mais inteligentes para conseguir o melhor retorno sobre o investimento e, não se esqueça, na internet tudo pode ser mensurado.

Tecnologia adequada ao e-commerce

Em relação ao investimento em tecnologias de e-commerce, mesmo no início, pense em ferramentas que, acima de tudo, sejam completas, mesmo que o valor seja inferior. Verifique se ela possui hoje todas as funcionalidades que seu negócio demanda. Se baseie em modelos de e-commerce que atuam no mesmo mercado que o seu e já possuem sistemas adequados para o giro do negócio. A plataforma deve estar preparada para integrar-se com ferramentas de análise de resultados na web, como o Google Analytics, por exemplo.

Concorrência, atendimento e fidelização no e-commerce

Na análise de concorrência, veja como as lojas virtuais do mesmo segmento se comportam fora do país, faça pesquisas em sites internacionais.

Para fidelizar o cliente, o atendimento é um dos fatores fundamentais. A partir dessa conquista, a probabilidade de viralização (boca a boca) aumenta consideravelmente. O ideal é igualar o atendimento de excelência baseado nos grandes lojistas virtuais. Se a estrutura de atendimento for pequena no início, gerencie a expectativa de seu cliente.

Se você já possui um negócio no ambiente físico e quer abrir um portal de e-commerce com o mesmo business da loja física, tem tudo na mão: a garantia de que seus fieis clientes e a sabedoria de como ter e manter um empreendimento. Estamos vivendo um momento de migração de compras do mundo físico ao digital. Como cliente, você certamente, ao decidir comprar pelo e-commerce, vai querer adquirir um produto cuja marca já conhece no ambiente off line.

Antes de tomar qualquer decisão relacionada à abertura de uma empresa no e-commerce ou mesmo tomar novas atitudes para alavancar as vendas de quem está presente na internet, é essencial conversar com pessoas experientes do mercado, seja com uma consultoria ou contratação.

O e-commerce exige tecnologia, agilidade, inovação, parcerias diferenciadas e acompanhamento do perfil do target. A internet é rápida demais para atuar sozinho. O empreendedor precisa de ajuda profissional para não errar no começo do e-commerce.

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13 comentários

Comentários

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  1. Realmente existe uma curva de aprendizado até a consolidação de um plano de marketing.
    Demora até você descobrir o que realmente vai te trazer retorno. Minha dica é ir aos poucos, fazendo pequenos investimentos generalizados e vendo o que é melhor pra sua loja.
    Quanto a concorrência a regra é: Ache o seu diferencial.

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  2. Além de concordar com o que está sendo citado, ainda incluiria algo sobre o fracasso. Algumas pessoas que fracassam poderiam ter sucesso, mas não tem paciência e/ou capital para esperar e o negócio dar certo. Como mencionado também, na internet tudo é muito rápido em relação as mudanças e atitudes que devem ser tomadas, mas o retorno nem sempre é rápido assim, então o que tem causado fracasso em alguns casos é a falta de perseverança. Alguns empreendedores observam alguns negócios que esplodem rapidamente e acham que o seu também vai, e se passar 3 meses e não ficou rico, acha que não vai dar certo e param com o projeto se não tiveram o resultado que esperavam e que duraria 1 ano para acontecer.

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  3. Bom dia!

    O e-commerce já se consolidou e esta firme. As empresas devem sempre acopanhar as tendencias e mudanças que são muito rapidas e sempre, ter grande atenção com o cliente, mesmo que ele não compre a primeira vez que entre no site. Relacionamento e estabelecer uma ” conversa ” com o usuário, cliente vai faze-lo sentir importante e posteriomente comprar e/ou indicar.
    Ótimo artigo, estamos vivenciando uma situação com uma cliente que possue um e-commerce e novas experiências fantasticas estão ocorrendo !

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  4. Quem pensa em encontrar um negócio milagroso está fora do jogo. Ter uma loja na Internet não é deixar rolar sozinho e a noite ler os e-mails dos clientes.
    A loja na Internet exige tempo, investimento financeiro e competência técnica nas áreas de planejamento, marketing e ferramentas da Internet.
    Ajuda profissional é fundamental. Como citou o artigo: “A Internet é rápida demais para atuar sozinho”.
    Ter pelo menos uma unidade física ainda é um ponto valorizado pelos clientes, principalmente para marcas desconhecidas. Para quem não tem loja física, um atendimento profissional e ágil com certeza vai fazer a diferença.
    Parabéns pelo artigo e pelos comentários!
    Realmente é um mercado com muita qualidade profissional em grande parte dos jogadores.

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  5. Tomar conta de uma loja virtual, pode ser tão trabalhoso quanto uma loja no mundo off line: é estoque para gerir, pedidos de compras, análises de entradas e saídas, planejamento, gerenciamento financeiro, conhecimento em marketing digital, recursos humanos (no caso de equipe), enfim, todo um ecossistema que deve ser considerado para uma loja virtual dar certo.
    O importante é que o conhecimento seja aprimorado e caso precise, contratar equipe qualificada, pois sempre há novidades no mercado e não acompanhá-las pode ser um veneno para o seu negócio.

    Abs.

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  6. Muitas empresas “quebram” somente por falta de planejamento, no mercado tem lugar para todos, só não é por questão de sorte e sim de planejar cada passo. É muito importante, mesmo que fique um ano só planejamento e as chances de quebrar serão miminas.

    Forte Abraço !

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  7. Ótima matéria.
    Alerta para pontos fundamentais, que costumar ser ignorados no momento de montar um negócio na internet.
    Acredito que a fidelidade que havia na época da cardenetinha do Mercadinho da esquina, é algo que os profissionais envolvidos no ecommerce ainda não conseguiram transpor para o mundo web.
    Os esforços devem se voltar para a contrução de relacionamento duradouro com o seu cliente: hábitos, costumes, percepção de valor agregado, confiança são paradigmas que devem ser exaustivamente trabalhados para tornar seu negócio um sucesso !

    Um abraço,

    Paulo Pereira.

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  8. Gostei da matéria.

    Parabéns.

    O que tenho notado, é que as empresas estavam levando o seu negócio para internet, sem se importar com as regras do negócio. Muitas vezes tudo precisa ser visto fora da web. Aí ja era. consumidor online é diferente de consumidor comum. Time is Money. Ja diziam por aí…

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    1. Muitas pessoas pensam que e-commerce é trabalhar de cueca na sala de casa e que a vida vai ser mansa, estão muito enganados, digo mais, E-Commerce é muito mais complexo que uma loja física, temos que matar um leão por dia.
      Ótima Matéria.

      Abs.

      Responder

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