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Mercado de luxo: cliente de alta renda exige nova linguagem

Por: Alice Wakai

Jornalista, atuou como repórter no interior de São Paulo, redatora na Wirecard, editora do Portal E-Commerce Brasil e copywriter na HostGator. Atualmente é Analista de Marketing Sênior na B2W Marketplace.

Jatos, iates, resorts e carros de luxo, itens tão presentes em propagandas voltadas ao público de alta renda começam a perder força como estratégia de comunicação dos bancos. Se antes esse público buscava exclusividade e conforto com um toque de ostentação, agora ele tem novas demandas como simplicidade, praticidade e inovação.

A transição na abordagem fica clara em campanhas recentes de bancos como Itaú e Santander. Paulo Secches, presidente da agência de pesquisa de mercado Officina Sophia, explica que o cliente de alta renda não quer mais a exposição de antes, ele prefere a simplicidade aliada a algo funcional. “Hoje, esse cliente quer performance de investimentos e não mimos”, diz Secches.

O Itaú Personnalité, segmento do Itaú voltado ao público de alta renda, enfatiza esses valores em sua comunicação. A responsável pela construção de marca do Itaú Personalitté foi a DPZ&T. De acordo com Elvio Tieppo, diretor-geral de atendimento da agência,  o case do Itaú deixa claro a mudança no perfil do cliente, que é cada vez mais jovem. “Atingem uma renda maior com menos idade e, por isso, querem uma linguagem dinâmica e simples”, explica.

O Santander entrou no segmento bem depois que seus concorrentes, mas vem investindo na marca com a premissa de fugir dos clichês. “No lugar do iate e da casa em Ibiza, preferimos concentrar a conversa na informação prática, falando de serviços e benefícios”, diz Paula Nader, diretora de marca e marketing do Santander.

No caso do Bradesco, chegar à linguagem ideal ainda é um desafio. Mas será algo estratégico para o banco já que, com a compra do HSBC, por R$ 17,6 bilhões, na semana passada, ele amplia sua carteira de clientes com esse perfil. “Por ser um banco de volume, o Bradesco pode ter dificuldades para garantir exclusividade aos clientes do HSBC, logo, ele precisará se esforçar para convencê-los do contrário”, diz Secches.

Fonte: Meio e Mensagem