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Fórum 2016: Euroflorist detalha os 21 anos de experiência no e-commerce

Por: Eduardo Mustafa

Graduado em 'Comunicação Social - Jornalismo' com experiência em negócios, comunicação, marketing e comércio eletrônico e pós-graduado em 'Jornalismo Esportivo e Gestão de Negócios'. Foi editor do portal E-Commerce Brasil, do Grupo iMasters (2015 /2016), e atualmente é executivo sênior de contas na Gume

São 21 anos de experiência no e-commerce, isso mesmo, mais de duas décadas entregando flores a partir de vendas online. Estamos falando da Euroflorist, que foi fundada em 1982, na Suécia, e está atuando no varejo online desde 1995. Laszlo Varga, CEO da Euroflorist, palestrou no Fórum de E-Commerce Brasil, evento que acontece nos dias 26 e 27 de julho, no Transamérica Expo Center, em São Paulo, e reúne os principais profissionais e empresas do Brasil do setor de comércio eletrônico.

A Euroflorist fatura cerca de US$ 150 milhões e entrega 2,3 milhões de “sorrisos” anualmente, como eles mesmo definem. “Existimos para que amigos e familiares se sintam felizes. Isso que é nos move. Existimos por causa da felicidade. A flor é o método de buscar o sorriso, isso que importa”, exemplifica Varga.

Em 2009, quando Laszlo se tornou CEO da empresa eram apenas 10 funcionários e eles não faziam um trabalho personalizado por país. Atualmente a empresa mantém um gerente em cada país de atuação. “A Euroflorist tem a inovação em seu DNA. Mas o segredo não é só ser inovador, precisa ter adaptação. A Europa não é só um país, são vários costumes e para sobreviver precisávamos ter essa adaptação em nosso DNA”, revela Varga.

A Euroflorist não tem flores em seu estoque, na verdade o modelo de negócio da empresa é fazer a entrega de uma flor que foi comprada às 10 horas, em Paris, em Londres, em poucas horas. “Lançamos o nosso primeiro site em 1995, na Suécia. Surgimos antes do Google e da Amazon e somos uma das primeiras 100 empresas de e-commerce do mundo”, recorda o CEO.

Preferências dos consumidores por países
– Reino Unido: preferem código de desconto
– Alemanha: buscam confiança pela marca. Além disso, o alemão não compra durante a hora de trabalho
– Escandinávia: os consumidores preferem comprar pela parte da manhã
– Noruega: as pessoas não gostam de código de desconto
– Bélgica: os consumidores não são adeptos as novas tecnologias, inclusive o mobile. Mas são muitos rigorosos com ortografia.

Investimento
Laszlo confidenciou que investimento em adwords foi fundamental para o aumento das vendas e para fidelização dos clientes pela marca. “Investimos cerca de 15 milhões por ano em adwords. Um fator que considero muito importante é que nós conhecemos os nossos clientes e fazemos todo esse controle dentro da própria empresa. Nós achamos que é de vital importância ter o controle interno de tudo. As nossas campanhas possuem 800 mil termos de busca única”, revela Varga.

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Tendência
“Nós ainda estamos no estágio inicial na questão de usabilidade, mas já estamos no caminho para alcançar e melhorar isso. Temos em nossa equipe algumas pessoas para trabalhar conversão e retenção. Mudar o botão de lugar ou aumentar o botão pode ser fundamental para as vendas. Trabalhamos toda essa questão com muito detalhe. Analisamos, criamos, otimizamos, testamos, aprovamos ou descartamos”, complementa Laszlo.

O CEO aconselha que as pessoas e empresas precisam ser inovadoras e, principalmente, se adaptarem, sendo o segredo ser muito rápido. “O nosso próximo passo é ter um site que se adapta ao cliente. Não digo nem a adaptação do consumidor da Alemanha para a Suécia, mas sim entre os próprios clientes. Tem consumidor que quer comprar rápido, em um clique, mas já tem outro que prefere navegar por tudo antes de finalizar a compra. Ter essa usabilidade para cada cliente, isso mesmo, o site se adaptar para cada consumidor. E que fique claro, não estou falando de site responsivo, mas sim de site dinâmico”, finaliza Laszlo.

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