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Marketplaces ou plataformas próprias de e-commerce?

por Rafael Roberto Nascimento Quarta-feira, 18 de maio de 2022   Tempo de leitura: 5 minutos

Com o fim das restrições sanitárias causadas pela pandemia global de Covid-19 e suas mais diversas variações, estamos assistindo, aos poucos, ao mundo retomando suas atividades normais. Com a reabertura do comércio, as pessoas estão, com mais segurança, saindo das suas casas e voltando a frequentar restaurantes, espaços públicos e centro de compras (shoppings).

Mas isso não significa o fim do comércio digital. E é sobre isso que quero falar.

No início da pandemia, muitas empresas correram para colocar seus produtos e serviços à disposição da população que estava isolada e, para isso, tinha muitas opções à disposição: desenvolver uma plataforma própria ou recorrer aos marketplaces que já possuem estrutura de gestão, pagamento e logísticas prontas?

Para a maioria, marketplace foi a solução. Estar presente dentro de um “shopping virtual” significava naquele momento estar perto de uma quantidade maior de clientes. Faz sentido, já que as plataformas já conhecidas como iFood, Rappi, UberEats e outros, além da experiência tecnológica, já recebiam milhares de visitas diariamente e realizavam vários pedidos de forma segura. Só em 2020, o iFood chegou a realizar 39 milhões de entregas por mês. Estar no marketplace significa estar no mundo digital imediatamente.

BUT NOW! The profitability?

Só em 2020, a lucratividade de plataformas de e-commerce cresceu. Em 2019, era de 35% e em 2020 foi para 51% (fonte: ti inside).

De acordo com a Wynshop, o modelo atual (vender por meio de plataformas terceiras) não é sustentável, principalmente para o varejo alimentar. A tendência é de que o setor perca US$ 14 milhões em margem de lucro para cada bilhão de dólares vendido até 2025!

Se você está pensando em investir e colocar sua empresa no mundo virtual e ter um e-commerce, essa decisão é bastante inteligente. Já sabemos que o investimento em plataformas como essa cresceu mais do que o esperado, gerando um aumento de 47% no e-commerce brasileiro apenas no primeiro semestre de 2020, um recorde dos últimos 20 anos.

Ficar dependente das plataformas terceiras, e não ser capaz de sustentar sua operação sem elas, é uma desvantagem, pois a qualquer momento seu ranqueamento nelas pode mudar e suas vendas serão impactadas, além das altas taxas.

Por isso, a recomendação de especialistas é que você use iFood, UberEats, 99food, Rappi e outras apenas como um captador de novos clientes, e fidelize-os em sua plataforma própria.

Quem vai entregar?

Quando falamos em logística, esse tema fica mais sério, pois quem está em marketplaces, em muitos casos, depende da logística destes. E depender não é algo de que gostamos.

A entrega final da milha para itens maiores, como geladeiras, fornos e outros eletrodomésticos, pode custar até R$ 250,00 (em média) por pacote.

Mas mesmo se você lidar apenas com pacotes menores, lidar com entregas de última milha pode ser caro, se você não tiver escala do seu lado. O salário médio de um motorista de entrega é de R$ 80,00 (em média) por hora. Você também precisa levar em consideração outros custos, como armazenamento, combustível e manutenção do veículo.

Se a logística não é própria, o lojista tem que arcar com esses custos de alguma forma, seja cobrando do cliente final uma taxa de frete (o que pode impactar na competitividade), seja repassando para a plataforma parte da sua lucratividade a fim de garantir o retorno do cliente com a taxa zero de frete.

Por isso, especialistas recomendam que o lojista tenha controle da sua operação de delivery, pois quanto mais eficiente, mais satisfeito fica o consumidor, e a taxa de retenção e recompra aumenta.

Leia também: Como empreendedores menores podem se beneficiar com marketplaces

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