Comércio eletrônico e dinheiro de volta na conta do consumidor: como funciona?

por André Monteiro Segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Nos últimos anos, o mercado brasileiro assistiu a um visível crescimento do comércio eletrônico. Prova disso é que pesquisa desenvolvida pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio) em parceria com a empresa e-bit apontou que um faturamento de R$ 7,8 bilhões no Brasil de janeiro a julho deste ano, crescimento de 41,2% em comparação ao mesmo período do ano passado. Esse valor supera o total de vendas dos shoppings centers da Grande São Paulo, no mesmo período, estimado em R$ 7,2 bilhões. Ainda para contextualizar o cenário, dados da Câmara e.net mostram que, somente no varejo online, já são mais de 23 milhões de brasileiros usando a internet para comprar.

Mas para fazer a diferença e para satisfazer um público cada vez mais antenado, exigente e, claro, com muitas opções de escolha, é preciso mais do que descontos. Aí entra uma tendência que vem se tornando o principal benefício dos maiores bancos americanos nos últimos meses, como Bank of America, Chase, Citibank e WellsFargo. Após a crise de 2008, o consumidor americano vem se tornando mais exigente quando o assunto é benefício na hora de comprar. Os sistemas de fidelidade com acúmulo de pontos são pouco tangíveis. O consumidor prefere o dinheiro de volta já e não pontuação em um ano e com restrições. Aí entra o cashback, um benefício real de curto prazo, que significa desconto pós-compra ou dinheiro de volta na conta do consumidor depois de ter adquirido determinado produto ou serviço. Assim, surgem, se aplicado a um site de compra coletiva, dois benefícios casados: desconto e cashback.

A grande novidade do modelo é a interação com seus consumidores e o sistema de recompensas por ação. Os seja, quanto mais engajado for o consumidor, maior será seu cashback. É um sistema único no mundo denominado de “Progressive Cashback”, em que os consumidores recebem mais dinheiro de volta se compartilharem suas opiniões, compras e recomendações para seus amigos nas redes sociais.

A proposta se diferencia dos atuais portais de compra coletiva existentes, focados em serviços offline, e dos sistemas de fidelidade baseados em pontos, pois seu modelo de “Progressive Cashback” é fundamentado na devolução de parte do dinheiro gasto pelo consumidor na transação comercial, sempre após a compra. Dessa maneira, o consumidor tem o desconto dos produtos praticado pelas lojas mais o cashback.

O maior diferencial do modelo é a possibilidade que o consumidor tem de não só realizar uma compra por impulso, mas, principalmente, fazer um planejamento do que vai adquirir. Resumidamente, o grande objetivo do modelo de cashback é, para os consumidores, tornar produtos acessíveis e propiciar a compra planejada dos bens. Para as lojas parceiras, promove fidelidade do seu público e o crescimento das vendas, oferecendo um espaço para movimentação de estoque, por meio de promoções, além de levar à conquista de novos clientes.

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Artigo publicado na Revista E-Commerce Brasil, edição 04.
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