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  Redação E-Commerce Brasil

Youtubers dão dicas para lojista trabalhar com influenciadores na Black Friday

Terça-feira, 17 de outubro de 2017   Tempo de leitura: 7 minutos

“Black Friday pra mim é tiro longo: a gente faz um trabalho de curadoria durante o ano inteiro, de um conteúdo pensado pro público.” É dessa forma que Maury Pereira, o Prof. Maury do canal Rede Geek, no YouTube, diz se preparar para a tão temida Black Friday.

E ele não está sozinho. De acordo com outros influencers que participaram do meetup da Celebryts, empresa especializada em influenciadores, no dia 4 de outubro, é preciso tomar cuidado e planejar cada passo na data – algo a que lojistas já se acostumaram e, agora, passa a ser preocupação dessa nova geração de celebridades.

A tática ganha respaldo nos números. Pesquisa realizada pela plataforma SproutSocial, por exemplo, apontou que 74% dos consumidores usam as redes sociais para orientar suas decisões de compra. Agora, as marcas perceberam o grande poder de persuasão que os influenciadores podem ter sobre os internautas e passaram a usá-los em suas campanhas.

Para Edson Castro, do MHM (esq.), influenciador tem responsabilidade não só com consumo / Foto: Alice Wakai

O próprio Rede Geek, que tem cerca de 15 mil inscritos no YouTube, há quatro anos faz, religiosamente, uma maratona ao vivo durante a Black Friday para tirar eventuais dúvidas dos seus seguidores, em uma parceria com o – agora marketplace – Buscapé.

Como o canal se dedica ao universo geek, tecnologia e cultura pop no geral, Maury afirma que seus seguidores realmente confiam no conteúdo e são impactados pelos vídeos, principalmente em épocas de grande movimentação no varejo.

“Nas últimas três edições da Black Friday, vendemos cerca de R$ 500 mil”, afirmou. “O público quer comprar. Ano passado, em um ano de crise, vendemos 200 mil reais por meio de lives”, comemorou.

É exatamente por isso que não basta levar meias respostas aos internautas. Na opinião do youtuber, a pesquisa anual que costuma fazer com marcas de smartphone, por exemplo, é fundamental para o sucesso na data. Quando algum internauta lhe perguntar “qual smartphone eu compro?”, ele poderá responder com clareza, segundo as necessidades de cada cliente.

Já o jornalista Edson Castro, um dos fundadores do Manual do Homem Moderno, pede uma amostra do produto interessado em se lançar nas redes e, se realmente se adaptar ao seu público, decide fazer um vídeo sobre isso. Isso, claro, antes de se associar a alguma marca ou campanha.

“Influenciador tem responsabilidade não só de consumo, mas de passar sugestões paro público. O cuidado de transmitir o que acredita é muito importante”, conta Eddie, como é conhecido nos canais do MHM.

Em um caso curioso, ele conta que, até pouco tempo atrás, não usava produtos da marca Alpargatas. Depois de provar um par, entretanto, se identificou tanto que resolveu lançar um vídeo sobre como usar os calçados. A gravação chegou a alcançar quase cinquenta mil visualizações, evidenciando o poder que os influenciadores têm na internet.

Mudança de paradigmas

Esse fenômeno virtual, apesar da nova roupagem trazida por blogs e canais no YouTube, não é exatamente uma novidade. O rádio e a televisão, há décadas, tentam transferir a credibilidade de determinadas figuras públicas para os seus produtos.

Hoje, porém, o consumidor vivencia uma era totalmente hi tech, na qual o internauta não é mais, simplesmente, a plateia que está do outro lado da tela – ele também produz conteúdo e começou a ser chamado de “prosumidor” pelo teórico da comunicação Christian Fuchs. Seu nome popular: digital influencer.

Mesmo os especialistas já se mexem para acompanhar as mudanças. Em entrevista à revista E-Commerce Brasil, o publicitário Eco Moliterno, chefe de criação da Accenture Interactive na América Latina, defendeu a erradicação da palavra “publicidade”. “Esse termo subestima o poder de alguém propagar a mensagem”, justificou.

Prova desses novos tempo são os números de um pesquisa conduzida recentemente pela Rakuten Marketing Internacional, no Reino Unido.

O levantamento mostrou que 30% dos dois mil pais entrevistados confiam em determinadas marcas porque ouviram em um canal ou leram em blogs que as marcas fazem jus às expectativas e, por conta disso, preferem realizar a compra pros filhos depois de se certificarem da opinião de influenciadores.

Por isso, se o lojista quiser fazer sucesso com celebridades e youtubers, é bom pensar em como pode impactar de maneira útil o cliente. “Quando for pensar em contratar um influenciador pra Black Friday, traga ele para dentro do processo de criação”, finalizou Leandro Bravo, da Celebryts.

Confira como foi o evento, na íntegra:

* Por Giovanna Almeida, da redação do E-Commerce Brasil

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