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  Redação E-Commerce Brasil

Vendas no e-commerce caem até 28% durante jogos do Brasil na Copa, diz Konduto

Terça-feira, 17 de julho de 2018   Tempo de leitura: 2 minutos

Um estudo promovido pela Konduto, empresa de antifraude que analisa o risco de transações on-line, detectou que o volume de vendas no e-commerce nacional sofreu quedas de até 28% durante os jogos do Brasil na Copa do Mundo. As análises levaram em consideração uma amostragem de 22 milhões de pedidos, realizados entre os meses de maio e julho.

O momento de maior declínio de transações on-line para as lojas virtuais brasileiras foi o segundo tempo da partida de quartas de final contra a Bélgica: enquanto o Brasil tentava reverter o placar e evitar a classificação, as transações no e-commerce caíram 28,1% em comparação a uma tarde de sexta-feira sem Copa.

Outras duas partidas impactaram significativamente os gráficos de conversão dos lojistas, ambas na primeira fase: o jogo de estreia, contra a Suíça (25,9% abaixo da média para um domingo), e contra a Costa Rica (25,5%, comparando com uma manhã de sexta). Diante da Sérvia, ainda pela fase de grupos, o reflexo foi de 21,6%. O confronto de oitavas de final contra o México foi o que menos impactou o e-commerce nacional: 18,6%.

“Estes números já eram esperados. Acreditamos que o impacto poderia ter sido muito maior caso o Brasil se classificasse para a semifinal e eventualmente para a final. A Copa do Mundo tem uma influência muito grande sobre a população brasileira, que leva o torneio muito a sério e respira o clima da competição, mesmo de longe”, destaca Tom Canabarro, co-fundador da Konduto.

A análise da Konduto informa ainda que outras partidas do Mundial não refletiram diretamente nas vendas on-line pelo Brasil – exceção feita à manhã de 27 de junho. Durante o segundo tempo das partidas entre Coreia do Sul x Alemanha e México x Suécia, que marcaram a eliminação precoce da seleção alemã ainda na primeira fase, houve uma queda de 8% em comparação à média do horário para as quartas-feiras.

O reflexo da Copa do Mundo sobre as vendas on-line, porém, é muito menor em comparação ao cenário da greve dos caminhoneiros e o bloqueio de algumas estradas pelo País, entre o final de maio e o início de junho. Naquele período, o volume de pedidos em lojas on-line chegou a ficar 36% abaixo da média, ao longo de um dia inteiro.

“No Mundial da Rússia foi diferente. As vendas começavam a cair uma hora antes do jogo, mas logo após o apito final o consumidor voltava com tudo às compras. Muitos lojistas certamente contavam com este cenário. A Copa do Mundo não pode e nem deve ser vista como uma inimiga do e-commerce. Muitos empresários souberam aproveitar a competição para realizar campanhas de comunicação e vendas e certamente colheram os frutos deste investimento. É só não deixar para fazer promoções durante as partidas da Seleção, pois certamente não dará muito certo”, finaliza Canabarro.

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