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  Redação E-Commerce Brasil

Vendas do varejo crescem 1,0% em julho, mostra estudo do IBGE

Quinta-feira, 12 de setembro de 2019   Tempo de leitura: 10 minutos

As vendas no varejo cresceram 1,0% em julho de 2019 na comparação com o mês anterior (série com ajuste sazonal). É o terceiro resultado positivo seguido nesse tipo de comparação, o que representa um acréscimo de 1,6% no período. Com esse resultado, o setor varejista recupera o patamar de vendas próximo a junho de 2015, mas ainda se encontra 5,3% abaixo do nível recorde alcançado em outubro de 2014. Com isso, a média móvel do trimestre encerrada em julho (0,5%) mostrou aceleração no ritmo das vendas, quando comparada ao trimestre encerrado em junho (0,1%).

Ao registrar crescimento de 4,3% na comparação entre julho de 2019 e o mesmo mês do ano anterior, as vendas no varejo tiveram o quarto avanço consecutivo, a maior taxa desde novembro de 2018 (4,5%). Assim, o indicador acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de 1,2% até junho para 1,6% até julho, sinaliza ganho de ritmo no varejo.

Já no varejo ampliado, que inclui as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, o volume de vendas cresceu 0,7% em relação a junho de 2019, quinta expansão seguida, acumulando 3,0% de ganho nesse período. Isso contribuiu para que que a média móvel do trimestre encerrado em julho (0,5%), tenha mantido o ritmo do trimestre encerrado em junho (0,4%).

Frente a julho de 2018, o comércio varejista ampliado avançou 7,6%, quarta taxa positiva consecutiva, acumulando ganho de 3,8% de janeiro a julho de 2019. O indicador acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de 3,7% em junho para 4,1% em julho, também mostrou ganho de ritmo nessa comparação.

 

Sete das oito atividades pesquisadas cresceram em julho

Sete das oito atividades pesquisadas pela PMC tiveram resultados positivos em julho, contribuindo para a composição da taxa de 1,0% do comércio varejista. As principais pressões positivas foram exercidas por Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,3%), setor de maior peso, Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,2%) e Móveis e eletrodomésticos (1,6%).

Ainda apresentando taxas positivas, na passagem de junho para julho de 2019, figuram: Tecidos, vestuário e calçados (1,3%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,7%), Combustíveis e lubrificantes (0,5%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (1,8%).

Apenas o segmento de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,6%) teve queda em julho.

Considerando o varejo ampliado, o volume de vendas em julho cresceu 0,7% em relação a junho de 2019, na série com ajuste sazonal. Esse resultado sofreu a pressão negativa vinda de Veículos, motos, partes e peças, com recuo de 0,9%, após avanço de 3,5% no mês anterior, enquanto Material de construção pressionou positivamente, com avanço de 1,1%.

Em julho de 2019, frente a igual mês do ano anterior, o comércio varejista avançou 4,3% com predomínio de taxas positivas alcançando seis das oito atividades. Os principais destaques positivos foram Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,9%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (8,1%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (8,5%) e Móveis e eletrodomésticos (7,4%). Ainda com aumento nas vendas frente a julho de 2018, encontram-se Tecidos, vestuário e calçados (6,6%) e Combustíveis e lubrificantes (5,0%).

Pressionando negativamente o resultado de julho de 2019 seguem os setores de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,2%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (-18,5%).

Com avanço de 7,6% frente a julho de 2018, o varejo ampliado registrou a quarta taxa positiva. O resultado refletiu, principalmente, a contribuição vinda do desempenho de Veículos, motos, partes e peças (17,1%), seguido por Material de construção (7,9%).

Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,9%) teve a segunda taxa positiva consecutiva na comparação com julho de 2018, mostrando ganho de ritmo em relação a de junho (0,8%). O segmento exerceu o maior impacto positivo na formação da taxa global do varejo. O desempenho da atividade vem sendo sustentado pelo aumento da massa de rendimento real habitualmente recebida. O indicador acumulado nos últimos 12 meses mostrou estabilidade ao passar de 1,0 % até junho para 1,1% em julho.

O segmento de Outros artigos de uso pessoal e doméstico (8,1%), que engloba lojas de departamentos, óticas, joalherias, artigos esportivos, brinquedos, etc., exerceu a maior contribuição ao resultado geral do varejo. Com isso, o indicador acumulado nos últimos 12 meses em julho, com taxa de 6,3%, mostrou ganho de ritmo em relação a junho (6,0%).

A atividade de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (8,5%) exerceu a segunda maior influência na taxa do varejo. O indicador acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de 6,1% até junho para 6,4% em julho, mostrou ganho de ritmo.

O segmento de Móveis e eletrodomésticos (7,4%) registrou a taxa mais elevada para o setor desde dezembro de 2017 (8,3%) e exerceu o terceiro impacto positivo na formação da taxa total do comércio varejista. A melhora nas condições de crédito à pessoa física e a base baixa de comparação foram fatores que contribuíram para o desempenho de julho. Com isso, o indicador acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de -2,1% até junho para -0,9% em julho, mostrou redução no ritmo de queda.

O setor de Tecidos, vestuário e calçados (6,6%) respondeu pela quarta maior contribuição positiva. O resultado de julho interrompeu sequência de quatro taxas negativas seguidas nessa comparação. Com isso, o indicador acumulando nos últimos 12 meses, estável até junho (0,0%), teve aumento de ritmo, com ganho de 1,3% em julho.

O setor de Combustíveis e lubrificantes (5,0%) registrou o terceiro resultado positivo seguido nessa comparação e o mais acentuado desde fevereiro de 2014 (14,0%). A redução dos preços de combustíveis vem influenciando positivamente o desempenho do setor. Com isso, o indicador acumulado nos últimos 12 meses (-0,6%), embora tenha permanecido no campo negativo, mostrou redução no ritmo de queda, quando comparado ao acumulado até junho (-1,8%), permanecendo em trajetória ascendente desde maio de 2019 (-3,1%).

Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,2%) teve o segundo recuo seguido nessa comparacão. Ainda assim, o indicador acumulado nos últimos 12 meses (0,4%) permanece praticamente estável em relação a junho (0,3%).

A atividade de Livros, jornais, revistas e papelaria (-18,5%) teve a 24ª queda consecutiva nesse tipo de comparação. O comportamento negativo da atividade vem sendo influenciado pelo fechamento de lojas físicas, refletindo alterações no canal de comercialização, além de mudanças no comportamento do consumidor, do advento dos marketplaces e do modelo de negócio das grandes livrarias. Com isso, o indicador anualizado,acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de -24,6% para -25,2%, acentua a trajetória descendente iniciada em fevereiro 2018 (-3,6%).

O setor de Veículos, motos, partes e peças (17,1%) assinalou a quarta taxa positiva seguida, a maior contribuição no resultado do mês para o varejo ampliado. Esse setor mostrou ritmo mais acentuado nas vendas frente a junho (9,9%). O indicador acumulado nos últimos 12 meses (12,5%) ficou estável em relação ao resultado até junho (12,4%).

Material de Construção (7,9%) reverte a queda de 3,3% registrada em junho de 2019. Com isso, o indicador acumulado nos últimos 12 meses (3,6%) mostrou ganho de ritmo em comparação ao resultado de junho (3,1%).

 

Varejo avança 1,2% até julho 2019

No índice acumulado janeiro-julho de 2019, frente a igual período do ano anterior, o volume de vendas do comércio varejista registrou avanço de 1,2%, mostrando uma acentuação no ritmo das vendas, frente ao acumulado até junho (0,6%). Esse ganho de ritmo entre junho e julho foi observado em todas as atividades, exceto em Equipamentos e material de escritório, informática e comunicação.

Dentre as que mostraram aumento de ritmo de vendas, os destaques foram para Móveis e eletrodomésticos (de -1,1% para 0,1%) e Tecidos, vestuário e calçados (de -0,6% para 0,4%). Mesmo movimento também foi observado no comércio varejista ampliado, que registrou 3,2% de ganho no acumulado até junho, e passa a taxa de 3,8 acumulada até julho, influenciado positivamente tanto por Veículos, motos, partes e peças (de 10,9% para 11,9%), quanto por Material de construção (de 3,8% para 4,4%).

Vendas avançam em 19 das 27 unidades da federação

Na comparação com junho de 2019, o varejo teve resultados positivos em 19 das 27 unidades da federação, com destaque para Mato Grosso (5,4%), Rio de Janeiro (2,7%) e Bahia (2,4%). Por outro lado, pressionando negativamente, os destaques foram Amazonas (-1,9%), Roraima (-1,6%), Ceará (-1,5%), enquanto Goiás e Pará (ambos com 0,0%) mostraram estabilidade nas vendas em relação a junho de 2019.

Para essa mesma comparação, no comércio varejista ampliado, a variação entre junho e julho foi de 0,7%, com predominância de taxa negativas em 15 das 27 Unidades da Federação. Dentre os estados que mostraram avanço nas vendas, entre junho e julho, o destaque foi para Mato Grosso do Sul (4,9%), por outro lado, dentre os estados que mostraram recuo, o destaque foi para o Ceará (-2,7%).

Frente a julho de 2018, taxas positivas alcançaram 24 das 27 unidades da federação, com destaque, em termos de magnitude de taxa, para o Amapá (24,2%), Amazonas (17,9%) e Acre (15,4%). Por outro lado, com recuo nas vendas frente a julho de 2018, destaca-se: Piauí (-15,3%). Quanto à participação na composição da taxa do varejo, destacaram-se: São Paulo (2,9%), Minas Gerais (8,7%) e Rio Grande do Sul (8,5%).

Considerando o comércio varejista ampliado, no confronto com julho de 2018, a expansão foi de 7,6 %, com 25 das 27 unidades da federação apresentando variações positivas, com destaque, em termos de magnitude de taxa, para Amapá (27,4%), Santa Catarina (14,6%) e Amazonas (12,4%). Por outro lado, Piauí (-8,8%) apresentou a maior variação negativa. Quanto à participação na composição da taxa do varejo ampliado, destacaram-se São Paulo (8,1%), Santa Catarina (14,6%), seguido por Rio de Janeiro (9,2%).

Fonte: Agência IBGE

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