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  Redação E-Commerce Brasil

Varejo alimentar paulista fecha 7 mil vagas e tem pior janeiro dos últimos quatro anos

Quinta-feira, 14 de março de 2019   Tempo de leitura: 5 minutos

Tradicionalmente, janeiro é o mês com maior índice de desligamentos no ano. E o primeiro mês de 2019 não fugiu à regra. De acordo com um levantamento feito pela Associação Paulista de Supermercados (APAS), o setor de varejo alimentar no estado fechou 7.208 postos de trabalho em janeiro de 2019. Este foi o pior resultado para o mês desde 2015, quando foram observadas 8.591 demissões.

Apesar do resultado apresentado em janeiro, a expectativa da APAS para o ano de 2019 é otimista com a criação líquida positiva de nove mil vagas, número superior aos resultados de 2017 (8.592) e 2018 (5.133).

Fonte: CAGED/APAS. Considera Mini, Super, Hiper, Atacado/Atacarejo e Hortifrutis / Sacolão

“Ao fazer uma análise por canal, podemos perceber a causa deste resultado. A geração negativa dos supermercados e hipermercados foi de 5.370 pessoas. São quase 700 desligamentos a menos em relação a janeiro do ano passado, e menor ainda que os anos de crise forte, de 2014 a 2016. Ficou bem próximo de anos bons, como 2011. E isso é um ótimo sinal”, explica o economista da APAS, Thiago Berka. Ele reforça que o otimismo do setor é maior ainda neste canal, que começa a superar as dificuldades e se adaptar ao novo consumidor e cenário de renda do brasileiro

Já os minimercados e mercearias fecharam 519 vagas, valor que é o pior desde 2015. Entretanto, esses números correspondem a quase metade dos demitidos nos anos de crise (2014 e 2015).

Observando os atacados e atacarejos, percebemos que foram eles que puxaram o índice para cima, gerando o alto número de desligamentos. Em janeiro de 2019, o segmento de atacado e atacarejo teve o pior resultado desde 2010, quando foi iniciada a série histórica. Houve 1.190 demissões, mais que o dobro do mesmo período do ano passado, por exemplo.

“Uma das explicações para este número tão alto está no reforço que os atacarejos realizaram para suas operações de Natal. Ou seja, precisam desligar os funcionários para manter seus custos operacionais baixos. Outro ponto se refere aos atacados. Eles sofrem continuamente com perdas de receita e são mais agressivos em cortes sazonais”, comentou Berka.

Fonte: CAGED/APAS – Considera Mini, Super, Hiper, Atacado/Atacarejo e Hortifrutis / Sacolão
Fonte: CAGED/APAS – Considera Mini, Super, Hiper, Atacado/Atacarejo e Hortifrutis / Sacolão

Vagas por município

No ranking dos dez municípios paulistas com maior número de vagas criadas em janeiro de 2019, a cidade de São Paulo foi a líder em demissões com 1.791 desligamentos. Bauru ficou em segundo lugar com 225, seguida por Guarulhos (186), Ribeirão Preto (179) e São José dos Campos (177).

Fonte: CAGED/APAS – Considera Mini, Super, Hiper, Atacado/Atacarejo e Hortifrutis / Sacolão

Emprego intermitente

Esta modalidade de contratação permitida por lei após a reforma trabalhista ainda gera desconfiança do setor, que vem aumentando as contratações em um ritmo lento. O pico de intermitentes admitidos pelo setor foi observado em dezembro, com 101 vagas criadas. Em janeiro deste ano foram apenas 17 contratados nesta modalidade. Em 2018, considerando que as estatísticas iniciam em abril, 0,14% do total de admitidos foram contrato intermitente.

Fonte: CAGED/APAS – Considera Mini, Super, Hiper, Atacado/Atacarejo e Hortifrutis / Sacolão

Histórico do setor (dados acumulados de cada ano)

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