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  Redação E-Commerce Brasil

Terceirizar operação pode ser um bom caminho para indústrias, opina especialista

Quinta-feira, 06 de junho de 2019   Tempo de leitura: 3 minutos

Existe um número fundamental para quem tem o desafio de emplacar a operação de e-commerce dentro de indústrias tradicionais: 20. Se a loja virtual corresponder a 20% do faturamento da companhia, o digital começa a ganhar atenção das altas lideranças.

Mas, segundo Erico Carvalho de Souza, head de Canais Virtuais da Midea Carrier, essa não é a realidade da maior parte das indústrias.

Erico Souza contou a experiência da Midea Carrier na sua jornada pelo e-commerce/Foto: Ângelo Venturi
Erico Souza contou a experiência da Midea Carrier na sua jornada pelo e-commerce/Foto: Ângelo Venturi

“Se você estiver acima dos 20%, provavelmente está no mundo ideal. Caso contrário, você vai precisar de um e-commerce competitivo, mas com muita velocidade. Muito provavelmente, para isso, terá de terceirizar a sua operação. E foi justamente o que a gente fez”, explicou, durante o Meeting de Indústria Digital, nesta quarta-feira (5).

Obviamente, esse não é o único caminho para gerar a tal da escalabilidade. Mas, ao menos no início, pode ser uma forma de focar mais em estratégias. “O momento de terceirização do call center feito na década passada está ocorrendo agora no e-commerce”, avaliou o especialista.

Tudo isso para chegar aos tão sonhados 20% e, a partir daí, conseguir crescer com mais recursos, atenção e unidade dentro da indústria.

Adaptações

Se a indústria busca virar sua atenção para o comércio eletrônico, ela deve entender que as regras do jogo, no online, são diferentes para boa parte dos departamentos e áreas de atuação.

“Há um ano e meio, quando tomamos a decisão de entrar no e-commerce, a empresa enfrentava muitas dúvidas: conflito de canal, cauda longa, [se entrávamos no] marketplace”, compartilhou Souza.

Nesse período, ele indicou que a empresa teve de fazer uma série de adaptações para entrar no varejo online.

Dos setores relacionados ao suporte da companhia, logística, estoque, equilíbrio tributário, contratação e atendimento ao cliente deverão se adaptar à uma realidade online. Especialmente se a ideia for vender diretamente ao consumidor, explicou Souza.

A diferença entre vender um pallet inteiro ao varejista e uma única peça a uma única pessoa física pode significar o fracasso da operação online, se as regras forem as mesmas para ambas as situações.

Já nas áreas de sistemas, Souza sugeriu atenção especial à escolha e gerenciamento das plataformas, integração de sistemas, anti-fraude e gateway de pagamento.

Por Caio Colagrande, da redação do E-Commerce Brasil

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