Redação E-Commerce Brasil

Tecnologia e novos perfis de profissionais são o segredo do e-commerce da Ambev

Sexta-feira, 06 de novembro de 2020   Tempo de leitura: 4 minutos

Pouca gente sabe, mas quando a Ambev, uma das maiores cervejarias do mundo, começou a implantar e-commerces em vários países, a estrutura era diferente. Não havia tanta tecnologia disponível e não era necessário contratar profissionais focados em tecnologia. Mas, com o passar dos anos, foi preciso inovar.

Thiago Zampa, Diretor Global de Gestão do Programa de B2B da Ambev, falou no Fórum Indústria Digital como foi a estruturação do setor de e-commerce da empresa e o desafio de criar um time para gerenciar a operação de e-commerce na indústria. 

A história começou em 2015, com o primeiro e-commerce nos Estados Unidos e na República Dominicana. Deu tão certo, que no ano seguinte, 2016, lançaram um e-commerce melhor, apelidado de 1.5, totalmente diferente do primeiro

Em 2017, criaram o e-commerce 2.0, com mais tecnologia. Mas em 2018, a empresa viveu “uma avalanche de legado das plataformas anteriores. Os negócios B2B iam muito bem, mas as plataformas não se conversavam e a gente não tinha vantagem nenhuma de escala e de funcionalidades”.

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Zampa conta que todas as vezes que precisavam criar uma funcionalidade nova para a Colômbia,por exemplo, era preciso refazer toda a estrutura também para o México e Estados Unidos. “Não fazia sentido algum”, desabafa o executivo.

“Foi um momento de mudança, não só de estratégia. O grande detalhe era no mindset das pessoas. A maior cervejaria do mundo ainda tinha um pensamento muito tradicional, focado a projetos. E a gente não queria mais isso. Queríamos novos resultados. Não adiantava mais só pensar em projetos, algo que não era escalável e não trazia tanto resultado”, afirma Thiago Zampa.

A mudança de pensamento estava em uma palavra comum no comércio eletrônico: produto. “Nós paramos de falar em projeto e entendemos que nosso e-commerce B2B tem que ser tratado como produto, um negócio permanente”, explica.

Investir na equipe

Para complementar essa ideia de produto, Zampa afirma que não adiantava ter o mindset, processos e tecnologia, se não havia um time adequado, com pessoas competentes e alocadas, com engajamento e autonomia para resolver os problemas que a companhia precisava.

Foi preciso pensar e trazer para o time, especialistas com um perfil tecnológico, que entendessem de design, scrum, UI/UX e mídia.

“Cada vez mais, a gente vai ter que se especializar e ter profissionais mais focados em áreas diferentes do e-commerce, seja B2B ou B2C”, afirma.

“A gente acredita muito nessa linha de aprendizado rápido e contínuo, além de coletar feedback com as pessoas do nosso time, para ir compondo essa estrutura.”

Zampa afirma que Ciência de dados é o que tem dado combustível para o backlog do e-commercre. E entre as novas profissões que são indispensáveis para se ter um e-commerce funcional e eficiente estão Product Owner, Tech lead, Scrum Master, UI/UX (design), desenvolvedores. Para se ter uma ideia, na equipe de e-commerce da companhia, 80% dos funcionários têm entre 28 e 31 anos de idade

Por Rafael Chinaglia, da Redação do E-Commerce Brasil

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