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SP Invisível: o olhar humanizado sobre os moradores em situação de rua

Sexta-feira, 06 de setembro de 2019   Tempo de leitura: 5 minutos

Uma pessoa em situação de rua é diferente do Cláudio, pai da Ana Júlia de 15 anos, da qual ele sente saudades e quer fazer uma surpresa no natal. Mas, antes, “quer melhorar, porque tem vícios”, como ele disse. Com histórias assim, Vinicius Lima, voluntário do movimento SP Invisível, chama a atenção de pessoas e empresas para a realidade de quem muitas vezes está ao lado e não vemos.

Enxergando o invisível

O SP Invisível nasceu em 2014 após um evento onde adolescentes fotografavam tudo o que achavam que era invisível na cidade de São Paulo. Foi aí que André Soler e Vinícius Lima, participantes do evento, perceberam que tão invisíveis quanto alguns prédios eram as pessoas. Ou, como eles mesmos dizem: “invisível não é a pessoa que está ali, mas a sua história”.

A reação de quem lê ou ouve as histórias dos moradores em situação de rua é gratificante para o voluntário. Além, claro, de ser um combustível para traçar metas arrojadas: contar histórias diariamente dos invisíveis da cidade, manter espaços para encontros, mapear os problemas da cidade e propor soluções. “E daí nascem as ações como o SP sem frio, o Natal invisível, a Páscoa Invisível, o carnaval invisível … Não temos muita criatividade com os nomes”, brinca Vinicius.

Ele cita que atualmente a capital paulista tem cerca de 15 mil pessoas em situação de rua e que o último Censo aponta que serão 20 mil. Pela página na internet é possível fazer doações e ser voluntário. Um dos lemas do grupo é: “Para cada pessoa, um problema. E para cada problema, uma solução”.

Em cinco anos, eles já contaram mais de 800 histórias. Algumas são sobre resultados, como uma empresa que tinha uma vaga e ao ter acesso à uma história contratou uma pessoa em situação de rua. Vinicius guarda os nomes: “O Geraldino tinha uma hérnia muito grande e o médico o atendeu gratuitamente”, lembra.

E é assim, chamando pelo nome, que ele oferece um trabalho voltado para a assistência social, emprego, política pública e assistência jurídica.

Dormindo no Banco… Itaú

Gleima Lima, consultora de comunicação do Itaú, também participou da palestra. Ela explica que muitas pessoas em situação de rua aproveitam quando as agências bancárias estão fechadas para se abrigarem por ali. E acrescenta que a instituição tem uma política humanizada voltada para estas questões. “Tem [o Itaú] como política interna ajudar estas pessoas que dormem ali, encaminhando-as para albergues. A diretoria e o comitê executivo são envolvidos nessa causa”. Segundo ela, o banco hoje é o segundo maior investidor do mundo em áreas sociais, ficando atrás apenas do Walmart.

Amazônia invisível

No início de agosto, André Soler, co-fundador do SP Invisível, realizou uma cobertura de imagens e histórias em aldeias indígenas na Amazônia. Durante os 15 dias na região, entre visitas a tribos e aldeias, registrou cerca de 1.500 fotos e 25 histórias de moradores. Esse e outros trabalhos estão publicados na página do Intagram do SP Invisível.

Por Geremias Gomes, para a Redação do E-Commerce Brasil

 

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