Redação E-Commerce Brasil

Apenas 1% dos sites brasileiros é acessível para pessoas com deficiência

Quarta-feira, 30 de outubro de 2019   Tempo de leitura: 3 minutos

O Movimento Web para Todos, em ação conjunta com a BigData Corp, avaliou qual seria a experiência de navegação na web das pessoas com deficiência no país. E descobriu que, dos 14 milhões de sites brasileiros ativos, menos de 1% passou nos testes de acessibilidade. No caso dos sites governamentais, esse percentual cai para 0,34%. O estudo também contou com o apoio técnico do Ceweb.br (Centro de Estudos sobre Tecnologias Web do NIC.br).

A maioria dos endereços online do país, ou 93,79%, encontra-se em uma zona cinzenta: apresentou falha em algum dos testes realizados, mas pontuou positivamente em outros.

De acordo com o estudo, foram realizados testes em vários elementos das páginas web para verificar algumas das barreiras de navegação que as pessoas com deficiência enfrentam. Por fim, foram contempladas também questões técnicas, como problemas nos formulários, links, imagens apresentadas e nos frames, como vídeos de canais do YouTube em páginas.

Excelente para todos

Entre as validações realizadas, foram adotadas as aplicadas pelo validador de markup (HTML) automático criado pelo World Wide Web Consortium (W3C), entidade referência de padrões a serem seguidos na web.

“Temos diversas leis a nosso favor, como a LBI, que em seu artigo 63 obriga organizações com representação no País a terem suas páginas web acessíveis para as pessoas com deficiência”, reforça Simone Freire, idealizadora do Movimento Web para Todos.

Ela afirma ainda que, para as empresas, além da adequação jurídica, tornar acessível o seu site é excelente para os negócios, pois elas passam a ter a chance de interagir com um público consumidor não impactado pelas suas marcas no mundo digital. Segundo ela, 45 milhões de brasileiros que possuem algum tipo de deficiência.

Metodologia

A BigData Corp utilizou o processo de captura de dados da internet extraídos de visitas a mais 24 milhões de sites brasileiros, dos quais são obtidos informações estruturadas e seus links. Foram desconsiderados os sites inativos, ou seja, os que estavam fora do ar ou que não responderam a visitas por quatro semanas seguidas. Também foram desprezados os que, por oito semanas consecutivas, não fizeram qualquer alteração em seu conteúdo.

A metodologia detalhada está disponível no site do Movimento Web para Todos

Leia também: O seu e-commerce é acessível? Saiba adaptar sua loja virtual para todos os consumidores

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