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  Redação E-Commerce Brasil

O desafio dos sistemas legados no ambiente omnichannel

Terça-feira, 30 de julho de 2019   Tempo de leitura: 1 minuto

Sistemas legados são sistemas antigos de uma empresa, que ainda fornecem serviços de negócios fundamentais. Para muitos, isso pode dar uma conotação negativa, de algo ultrapassado. Mas somente um sistema de sucesso pode ter construído um “legado”.

Porém, as tecnologias e arquiteturas usadas para construir sistemas transacionais e rápidos, focados nas lojas físicas, precisam evoluir. Só assim elas conseguirão se conectar a uma experiência única e multicanal que o consumidor pede. Essa é a opinião de Carlos Alves, CTO e Head de E-commerce da Riachuelo. Ele está vivenciando esse desafio de conviver com legados num ambiente de experiência única para o consumidor.

“Nesse mundo de omnichannel, como eu faço para melhorar a experiência do cliente?”, questionou. Durante palestra no Fórum E-Commerce Brasil 2019, ele explicou que toda loja quer colocar o cliente em um cenário de experiência fantástica, integrando a loja física com a loja online. “Quando a gente fale de sistema Legado, não necessariamente é ruim. É tudo o que nos trouxe até aqui, só que o desafio muda”, disse.

Segundo enfatizou, é exatamente quando o desafio muda que as empresas precisam pensar em como se organizar para ter a escala necessária ou a velocidade necessária para fazer acontecer.

Experiência única

O omnichannel é um fato. Favorecer a integração significa proporcionar uma experiência próxima para o cliente sem que ele perca todo o tracking de informação que tem com a empresa.

“O grande desafio é [gerenciar] tudo o que eu preciso fazer para estar pronto para isso. Como consigo fazer com que o cliente vá à loja e eu possa acompanhar a sua jornada e conhecê-lo verdadeiramente, seja no online ou na loja física?”, perguntou o CTO.

Alves lembrou que a Riachuleo é “uma empresa de 70 anos, com 600 pessoas na área de tecnologia, com indústria, banco e varejo”. Mas, de acordo com o executivo, nem tudo foi pensado para a experiência atual, ou para a escala e o ganho necessários para a inovação e a entrega aos clientes.

“Tudo tinha sido pensado individualmente, em cada necessidade naquele momento, com muitos sistemas de terceiros. E eu não posso simplesmente virar as costas pra isso”, explicou.

Ele acredita que é preciso avaliar o que realmente as empresas precisam ter para conseguirem se integrar com o omnichannel. É necessário, ainda, ter uma uniformidade muito grande e construir uma relação de confiança dentro das áreas da empresa, que serão impactadas com as mudanças que a nova realidade trará.

As mudanças na tecnologia são constantes. “Temos que conviver com os sistemas que já estão implantados. Mas não é por isso que a gente pode deixar de fazer entregas relevantes para o negócio”, finalizou.

Por Rafael Chinaglia, da redação do E-Commerce Brasil

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