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  Redação E-Commerce Brasil

Produtos sustentáveis de higiene e beleza crescem em consumo, diz Nielsen

Quarta-feira, 09 de outubro de 2019   Tempo de leitura: 4 minutos

O mercado de produtos sustentáveis em Higiene & Beleza (H&B) ganhou relevância no faturamento das empresas. Está cada vez mais presente no dia a dia das famílias brasileiras, em um ritmo de crescimento que está longe de desacelerar. A conclusão é da Nielsen Brasil no estudo Green is the New Black, divulgado nesta terça-feira (8/10).

Isso porque o conceito de sustentabilidade mudou nos últimos anos. O que antes girava em torno apenas da preocupação com o meio ambiente, hoje permeia várias esferas — de embalagens sustentáveis e ingredientes naturais, até teste em animais.

Hábitos sustentáveis

No Brasil, ser sustentável sai do discurso do brasileiro e se torna cada vez mais um fator de decisão no momento de compra. O tema já está na lista das TOP 3 preocupações para mais de 32% da população. Os lares que declaram ter hábitos e atitudes sustentáveis já somam mais de 7 milhões no país e concentram 18,2% do faturamento de Higiene & Beleza.

“A indústria pode ter um papel ativo na conscientização e educação do seu consumidor. Esse mercado está crescendo. As empresas precisam estar atentas para decidirem se querem ser protagonistas ou seguidoras”, disse a líder da Indústria de Higiene & Beleza da Nielsen Brasil, Margareth Utimura.

Segundo o estudo, do total de lares sustentáveis no Brasil, 53,7% são compostos de 3 a 4 pessoas; 65,6% são mulheres; e 3,8 milhões pertencem às classes econômicas A e B.

Categorias da sustentabilidade

Na análise, a Nielsen apresenta ao mercado uma realidade atual, com o consumidor tendo características sustentáveis como definidoras da compra. Para isso, foram separadas por categorias:

  • produtos que não são testados em animais (cruelty free);
  • que possuem ingredientes naturais;
  • produtos veganos.

Entraram na lista as seguintes categorias:

  • desodorante
  • sabonete
  • shampoo
  • cremes para pele (rosto e corpo)
  • pós-shampoo
  • bronzeador/protetor solar
  • maquiagem
  • fio dental
  • creme dental
  • preservativos

Na pesquisa, feita com apoio do painel online da Ebit|Nielsen, o consumidor declarou que os produtos mais comprados nestes grupos são shampoo (29,9%), sabonete (24,1%) e pós-shampoo (22,5%).

Segmentos em ascensão

O segmento de ingredientes naturais é o que registrou o maior ritmo de crescimento, segundo o estudo. Além da embalagem, ele foi o critério mais reconhecido pelo consumidor como sendo “sustentável”.

O maior segmento é o de cruelty free, que representa 11% do mercado analisado de H&B — e tem taxa de crescimento 61% maior que produtos classificados como não sustentáveis. Já o grupo de produtos veganos, apesar de representar 3% do faturamento, aumentou as vendas no mesmo ritmo de cruelty free. Por fim, o grupo de ingredientes naturais é o que tem o maior ritmo de crescimento, com uma taxa de 124%.

Entre as categorias, a Nielsen verificou que 50% das linhas de maquiagem são cruelty free e que o crescimento foi de 6,5%. Com o uso de produtos naturais, temos pós-shampoos (25%), shampoos (15%) e sabonetes (10%)

Canal em destaque

A venda de produtos sustentáveis se dá principalmente em Perfumarias, que ganhou mais importância em relação ao ano anterior. Esse é um canal utilizado pela maioria de mulheres entre 18 e 35 anos, que busca autocuidado e satisfação. Além de ser referência em sortimento, preços baixos e promoções, conta com muitos materiais de divulgação e promotores que dão apoio na decisão do consumidor. Também são encontrados nessas categorias os produtos mais profissionais.

Sustentabilidade online

A tendência do sustentável também chega com força ao e-commerce. Principalmente na busca pelos chamados fabricantes.com — quando a oferta dos produtos só ocorre a partir dos próprios produtores. O Green is the New Black indica que 32,8% das compras de sustentáveis é online. Deste total, 50% são feitas diretamente em sites de fabricantes.

As vendas em lojas físicas são de 67,2%, com destaque para as Perfumarias. A comodidade é apontada por 32,3% dos consumidores para a compra online, melhores preços para 31,4% e a variedade para 25,7%. “Antes existia o mito de que para comprar alguns produtos o consumidor precisava sentir a fragrância, sentir a textura, provar a cor do batom. Estamos vendo que isso está mudando rapidamente. O consumidor vai na loja física, experimenta o produto, e depois volta para o online, onde o preço é melhor”, explica Utimura.

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