Redação E-Commerce Brasil

O PIX e a Covid-19: qual é o papel do pagamento instantâneo na crise?

Quarta-feira, 25 de março de 2020   Tempo de leitura: 5 minutos

O pagamento instantâneo foi aprovado pelo Banco Central e entrará em vigor no Brasil em novembro. Mas, em meio a tanta novidade, também surgiu a pandemia do novo coronavírus (a Covid-19), que fez aumentar as incertezas nesse período de crise.

Para Gabriel Falk, product owner da Juno, startup da área de pagamentos, o comércio eletrônico demanda flexibilidade, e os perfis de consumo e o pagamento serão alterados com a crise, assim como a forma de retorno do varejo.

Gabriel Falk e Vivianne Vilela, diretora executiva do E-Commerce Brasil, no Marketplace Conference Live Edition

“É um ponto bom, mas preocupante porque, no Brasil, as pessoas estão endividadas. A alternativa pode evitar o consumo excessivo de crédito daquela pessoa, que pode usar o crédito para atender outras demandas”, afirma.

Para o executivo, que participou do Marketplace Conference Live Edition, nesta quarta-feira (25), o jeito é adequar a forma de cobrar os clientes, com digitalização das vendas e dos meios de recebimento. Porém, Falk faz um alerta: “É preciso cuidado com a tomada de crédito, que será inevitável. Tem que fazer o dinheiro trabalhar a seu favor. Antecipar algumas contas e entender o seu passivo pelos próximos três meses”.

“Em tempos de crise, Reduza custos, estenda prazos, amplie formas de pagamento e gerencie recebíveis”, aconselha. Além disso, é importante criar diálogo com as empresas colaboradoras e parceiros de negócios, afirma. “As empresas que fazem seu pagamento podem dar dicas de como gerenciar os recebíveis, por exemplo.”

PIX x Pagamento instantâneo

O PIX e o pagamento instantâneo se conversam, mas não são as mesma coisa, segundo o executivo. Pagamento instantâneo é o método de pagamento onde se transfere dinheiro entre duas contas, independente de serem da mesma instituição financeira, através de link, QR Code e chave de endereçamento.

“Já o PIX é a marca criada pelo Banco Central do Brasil para lançamento do pagamento instantâneo no país. São as regras do BC para transformar o pagamento instantâneo em produto. É como se fosse uma grande instituição onde todos os bancos e instituições vão se conectar”, explica.

O pagamento instantâneo existe há alguns anos em vários países, como a Noruega.

O PIX vai funcionar de quatro maneiras:

  • QR Code Dinâmico – usado múltiplas vezes
  • QR Code Estático – usado apenas uma vez
  • Chave de Endereçamento – CPF/email ou telefone: é a forma do cliente utilizará para ser identificado, com dados veiculados a uma instituição financeira
  • Inserção Manual de Dados – Preenchido na hora: maneira manual de inserção de dados

“Outra tecnologia que será mais usada é o contactless por mobile, que é a forma de pagar utilizando apenas o celular”, segundo Falk.

Fraudes e custos

Assim como em outros métodos financeiros, a fraude no pagamento instantâneo também vai acontecer, mas em menor escala, segundo Falk.

“O recebimento de recursos vai funcionar de forma mais tangível do que com o cartão de crédito. As fraudes serão reduzidas porque a confirmação será diferente do que estamos acostumados, pois poderá ser feita com digital ou reconhecimento facial pelo sensor do celular do cliente, desbloqueado com a senha do aplicativo”, explica.

A tecnologia também implica em custos para as instituições financeiras, mas nada fora do comum. De acordo com o executivo, por tabela, serão seguidos os modelos de custos por horário de execução de transferência. “À tarde, o volume de transações é alto, então deve ser maior. Porém, durante a madrugada o custo é menor devido à demanda”.

Além disso, haverá custo de comunicação com a rede de sistema financeiro nacional, como a troca de mensagens com o PIX. “Lembrando que outros métodos, como boleto bancário e TEC, como exemplos, também têm custos”, lembra Falk.

Por Dinalva Fernandes, da redação do E-Commerce Brasil


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