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  Redação E-Commerce Brasil

‘Atingimos o pico de consumo em móveis domésticos’, diz o chefe da Ikea

Sexta-feira, 22 de dezembro de 2017   Tempo de leitura: 3 minutos

O apetite dos consumidores ocidentais para mobiliário doméstico atingiu seu pico – de acordo com a Ikea, o maior varejista de móveis do mundo.

O chefe de sustentabilidade da empresa sueca, Steve Howard, disse ao jornal inglês The Guardian que o consumo de muitos bens familiares já está alcançando o seu limite. A declaração foi dada durante o Guardian Sustainable Business, evento do periódico europeu.

“Se olharmos para os números globais, no oeste, provavelmente atingimos o pico. Falamos sobre o pico do petróleo. Eu diria que atingimos o pico de carne vermelha, pico de açúcar, pico de coisas … pico de mobiliário doméstico “, cravou Howard. Ele disse que o novo estado de coisas poderia ser chamado de “cortinas de pico”.

O comentário de Howard parece um exemplo do “Momento de Ratner”, que recebeu esse nome após Gerald Ratner, empresário do mundo das joias, descrever seu móveis como “porcaria”, em 1991. Matt Barrett, ex-presidente-executivo da Barclays, também foi pelo mesmo caminho em 2003, quando disse que pedir empréstimos em cartões de crédito era muito caro.

Mas Howard pondera que seus comentários não contradizem o objetivo de Ikea de quase duplicar as vendas até 2020 – segundo ele, as mudanças no consumo eram uma oportunidade para as empresas repensarem a maneira como faziam negócios.

“Estaremos construindo cada vez mais uma Ikea circular, onde você pode reparar e reciclar produtos”, explicou Howard.

A Ikea introduziu uma série de políticas ambientais no ano passado. Prometeu investir 1 bilhão de euros (R$ 2,8 bilhões) em energia renovável e medidas para ajudar as comunidades mais pobres a lidar com os impactos das mudanças climáticas. Também prometeu que toda a energia utilizada para as suas lojas e fábricas virá de fontes limpas até 2020 e eliminou as lâmpadas de LED de suas lojas.

“Se você olhar em uma base global, a maioria das pessoas ainda é pobre e a maioria das pessoas ainda não chegou a auto suficiência ainda. Existe uma oportunidade de crescimento global … mas é uma questão de distribuição”, concluiu o empresário.

Fonte: The Guardian

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