Redação E-Commerce Brasil

Para fundadores da Indiamart, e-commerce B2B precisa de ‘identidade’

Quarta-feira, 18 de abril de 2018   Tempo de leitura: 3 minutos

A Índia é um dos mercados de e-commerce com maior crescimento nos últimos anos. Segundo relatório do eMarketer, a projeção para 2018 é de 23,5% de aumento nas vendas online. Boa parte disso vem do setor de B2B, com seus 1,6 milhão de empresas, responsável por US$ 800 milhões por ano.

Apesar dos bons números, na opinião de Brijesh e Dinesh Agarwal – fundadores do Indiamart, maior marketplace B2B da Índia -, o segmento de serviços ainda tem muito a crescer em um mercado que apresenta similaridades com o Brasil. Ambos se apresentaram nesta quarta-feira (18) em painel no E-commerce Week, organizado pela ONU.

Entre os principais desafios, segundo eles, está a padronização dos serviços. “Diferentemente da compra de produtos, é muito diferente para o consumidor comparar serviços no B2B”, afirmou Brijesh Agarwal. “Cada provedor tem uma especificação diferente”, explicou.

De acordo com o empresário, a falta de uma “identidade própria” faz com que os serviços sejam oferecidos de maneira pouco organizada – uma das outras mazelas que o setor precisa combater na Índia. “As expectativas do cliente precisam bater com a qualidade do serviço oferecido.”

Outros pontos citados pelos fundadores, e que precisam de atenção especial, são a falta de mão de obra qualificada, melhorias na qualidade da entrega dos serviços e entender melhor o comportamento do consumidor. “É um setor ainda em desenvolvimento, com muito a se descobrir”, concluiu Brijesh.

Cross-border

Para eles, que fundaram um marketplace com abrangência internacional, o cross-border tornou-se realidade. Hoje, os serviços parecem ganhar cada vez mais relevância no mundo digital.

“[Estamos falando de] Download de músicas, vídeos on demand e softwares”, elencou Dinesh Agarwal. “O setor de softwares é o segundo mais importante nesse segmento. São uma grande oportunidade”, concluiu, citando a Freshdesk, uma empresa de suporte, como exemplo de sucesso.

Na opinião de Giles Derrington, head de Políticas da techUK, que também participou do painel, essa mudança recente é reflexo do avanço da tecnologia.

“No passado, você comprava um programa de computador na caixa e instalava. Não é o tipo de produto que cria conexões. Hoje, existem esses mesmos serviços na nuvem”, concluiu.

Por Caio Colagrande, enviado a Genebra, da redação do E-Commerce Brasil

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