Redação E-Commerce Brasil

O papel do marketplace dentro da estratégia online

Quinta-feira, 18 de março de 2021   Tempo de leitura: 5 minutos

A última palestra do Marketplace Conference 2021 foi com Roberta Vigneron Marques, Gerente Regional de E-Commerce da Pernod Ricard. Ela fez uma provocação para que todos pensassem sobre o papel do marketplace dentro da estratégia online. E jogou uma pergunta: existe escala no e- commerce sem o marketplace?

Ela comentou sobre um termo muito importante nos dias de hoje, de vendas online, o omnichannel, uma conexão entre online e offline.

E dentro do papel do omnichannel vem crescendo um outro termo chamado de Omnichannel Dígital. “Daqui pra frente, a gente vai ouvir falar muito sobre isso. É quando a gente tira essa questão de estreitar a relação entre o online e o offline e passa a existir apenas o digital. E dentro do digital existe toda uma cadeia, uma interligação entre cada um dos canais, que se complementam”, explica Roberta.

Ela afirma que o nosso consumidor está no centro de tudo e que todas as nossas decisões precisam vir de fora para dentro, do consumidor para dentro das empresas. Se o inverso ocorrer, muitas vezes a decisão não vai “conversar” com aquilo que o consumidor espera, segundo a análise feita por Roberta.

A primeira coisa é ouvir o consumidor e entender a necessidade dele, o que ele espera do produto e que tipo de informação ele precisa receber. É preciso ficar sempre antenado com o que está acontecendo.

Estratégia online

Dentro do omnichannel digital estão diversos canais de comunicação diferentes. E Roberta Marques fez questão de falar um pouco sobre cada um deles.

D2C

“É a venda Direct to Consumer, você vendendo direto para o consumidor. É uma ótima oportunidade de colocar o seu portifólio e ensinar o seu consumidor a consumir o seu produto, que é mais segmentado.”

Social Commerce

“Está expandindo cada vez mais dentro das plataformas de redes sociais, onde é possível vender com frequência. É possível segmentar um pouco mais o seu público e atingir aqueles que você gostaria de verdade, não só como conhecimento de marca, mas para fazer venda.”

Home Market

“Para muitas empresas que vendem produtos de bens de consumo, em geral, está aumentando muito os Home Markets, espécies de clubes de assinatura. Você faz a sua lista de produtos que quer receber mensalmente ou a cada semana e conforme você vai consumindo, o sistema vai aprendendo a sua forma de consumo, para se antecipar na decisão e entender se você vai precisar de um produto em uma velocidade mais rápida ou mais lenta, em relação ao  que você tinha deixado programado. E isso permite que haja uma fidelidade nessa relação de consumo, porque como o consumidor deixa o produto na lista, dificilmente ele vai tirar ou trocar por outro. Esses sites estão crescendo cada vez mais.”

Whatsapp

“Venda por whatsapp também está cada vez maior, principalmente nesta pandemia, em que muitas lojas não estão dentro de nenhuma plataforma e disponibilizam o whatsapp para os clientes fazerem pedidos. Mas, como elas vão disponibilizar um catálogo de produto? Muitos lojistas mandam pelo whatsapp as fotos dos produtos para os clientes. Além disso, cada dia mais, têm surgido empresas que estão criando uma estrutura por traz, como aplicativos próprios com os catálogos os produtos. Assim, o vendedor manda links dos produtos por meio do whatsapp.”

Pure Players

“São empresas e grupos que só vendem pela internet, com alguns produtos focados em um nicho específico e com personalização para os clientes, fazendo entrega cada vez mais rápida. Cada um desses mercados, cada uma dessas categorias tem seu Pure Player de nicho.”

Last Mile

“São as empresas que fazem a última milha da jornada de compra. Elas pegam o produto da loja física para entregar ao consumidor. Algumas ficam dependentes do abastecimento que a indústria faz nas lojas. E se não tem produtos lá, elas também não vendem. Porém, muitas dessas empresas especializadas em Last Mile estão crescendo e se tornando independentes do estoque.”

Click & Mortar

“São varejistas que abriram seus e-commerces. Normalmente, para que você esteja no site deles, voce precisa estar na loja física deles. E isso dificulta. Alguns desses varejistas também possuem marketplaces e, neste caso, existe uma grande oportunidade para quem quer vender.”

Marketplaces

“Existem marketplaces com todos os tipos de produtos e existem aqueles que são focados em nicho. Isso é legal, porque quem acessa essa plataforma já está focado em comprar aquele tipo de produto. O Marketplace traz, também, uma abrangência muito grande, um fluxo de pessoas muito grande.”

O mais importante de tudo isso, segundo Roberta, é entender qual o seu objetivo como marca e o que você quer ter de abrangência?

Por Rafael Chinaglia, da Redação do E-Commerce Brasil

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