Redação E-Commerce Brasil

Painel: o modelo de negócio revoluciona uma indústria no varejo

Quarta-feira, 27 de setembro de 2017   Tempo de leitura: 3 minutos

Omnichannel, marketplace e consumidor final são os três conceitos principais que fazem parte do sucesso da Mormaii, afirmou Sacha Juanuk, Diretor de Processos da empresa durante a Conferência E-Commerce Brasil SUL 2017. Para Sacha, marcas devem ter uma promessa, um propósito que “vá além da venda de um produto”. “Marcas sem propósito são marcas sem alma”, disse.

A Mormaii foi fundada no início dos anos 70, pelo médico e surfista Marco Aurélio Raymundo, o Morongo que adorava o surfe e queria propor uma marca que buscasse pela qualidade de vida. Atualmente, a marca é reconhecida por mais de uma centena de produtos que atendem as categorias Surf, Mergulho, Skate, Fitness, Moda Praia, Bicicletas, além de produtos como óculos, relógios e chinelos, entre outros, tornando a Mormaii a maior e mais querida marca de esportes livres do Brasil.

A marca possui 33 fabricantes, mais de 2.500 itens, 42 franquias, 8 e-commerces homologados e 34 mil pontos de venda multimarcas. “Para nós é gratificante ver os resultados”, disse. Para ele o principal desafio da maioria das empresas é “vender a cultura do online”, já que as empresas nascem no offline, com modelo de gestão offline e “pessoas offline”. “Quando você migra para o online você mexe com grupos de interesse dentro da sua loja, por isso ‘venda o peixe primeiro’ para a sua própria equipe, senão você vai demorar muito e o seu projeto vai custar muito mais caro”, aconselhou.

Sacha também compartilhou algumas escolhas que ele considera fundamentais. No caso da Mormaii, a marca buscou se tornar uma marca confiável, ter um mix de produto interessante e investir no monitoramento das entregas. “Faz sentido para o consumidor final é ter uma marca confiável, um mix de produto, já que sem oferta não há demanda, principalmente no online, onde você pode perder relevância”, disse. Ele citou também a estratégia de usar as franquias diversas que estão em todo o Brasil integradas em um solução de monitoramento de fretes para otimizar os prazos de entrega. “O prazo é menor do que se tivéssemos um único Centro de Distribuição em São Paulo ou em Florianópolis (a geolocalização é fundamental)”, disse.

O SAC, Serviço de Atendimento ao Cliente também foi essencial. “Se você não prepara a sua estrutura para o omnichannel e para o marketplace não entre no jogo!”, afirmou categórico. O SAC da Mormaii que já foi terceirizado e contava com 20 pessoas hoje tem apenas “8 pessoas que acreditam no processo” e é considerado o melhor SAC do Brasil pelo sexto ano consecutivo, segundo Sacha. “Unificamos o SAC de todas as categorias de produto”, disse.

No caso dos marketplaces, a escolha do parceiro fará a diferença no resultado. “Escolhemos alguns parceiros não pela taxa de comissão, mas foi pelo relacionamento. Também estamos nos preparando para o efeito Amazon: quando este momento chegar precisamos estar alinhados”, finalizou.

Israel Medeiros, que entrou em 2015 na Oster e Cadence para ajudar a implantar o e-commerce na empresa em plena véspera de Black Friday participou do painel falando sobre o papel do e-commerce em beneficiar a cadeia da indústria. “Antes falar de e-commerce na indústria era um crime. Mas é preciso entender que o objetivo final é fazer com que toda a cadeia venda mais”, disse Israel.

Para ele é preciso analisar o objetivo e mapear quais tipos de conflito com clientes podem ocorrer no processo de migração para o e-commerce. “O processo envolve uma diferenciação de processos muito grandes, mas a gente precisa se adaptar. Uma coisa é certa: se você não tiver o apoio da diretora da empresa, não adianta”, afirmou. Para ele a comunicação integrada faz total diferença, bem como a comunicação de parceiros da loja. Na Cadence, Israel conta que a empresa criou o “Comitê Operacional de e-commerce”, que se reúne a cada 15 dias. “As dores são colocadas na mesa, procuramos atuar com foco naquela dor. Hoje em dia o nosso conflito de canal é zero”, explica.

Além disso, Israel percebeu que o e-commerce poderia se tornar um “laboratório” para novos lançamentos de produtos. “A nossa estratégia foi lançar produtos exclusivos para coletar o feedback do cliente e depois equalizar preço. Criamos uma proposta de valor que só existe graças ao digital”, disse. Os resultados dessa estratégia são bem evidentes: com as redes sociais, por exemplo, Israel estima que a  taxa de conversão duplicou. “Fizemos um investimento relativamente baixo e vendemos mais de 1500 unidades no primeiro mês da nossa linha “Cadence Colors“. Depois disso expandimos a venda dos produtos para as lojas físicas”, finalizou.

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