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  Redação E-Commerce Brasil

Com provocações, ‘otimismo’ é a palavra de ordem na NRF 2018

Terça-feira, 16 de janeiro de 2018   Tempo de leitura: 3 minutos

“O varejo não está morto”. Com essa frase, Matthew Shay, presidente e CEO da NRF (Federação Norte-americana de Varejo), deu o pontapé inicial ao NRF Big Show 2018, no último domingo (14).

Ao longo do primeiro dia do evento, um dos mais importantes do setor no mundo, executivos de varejo e inovadores em geral compartilharam conselhos e ideias para “reinventar” o comércio – por exemplo, com o uso de giftcards. Essa, talvez, tenha sido a maior preocupação por aqui. E o caminho já é sabido: “personalização” foi a palavra mais escutada até o momento.

Cerca de 35 mil pessoas participam da NRF 2018, em Nova York / Foto: Divulgação

Os números da economia americana e do varejo local são considerados bastante positivos, o que traz um ar muito otimista ao evento.

De acordo com dados apresentados nas palestras, as vendas no varejo americano durante novembro e dezembro subiram 5,5% em 2017. Os executivos comentam que esse é o setor mais dinâmico da economia e o que pode se renovar mais rapidamente.

Apesar do otimismo, James Curleigh, vice-presidente e presidente da Levi’s, famosa marca de vestuário produzido com jeans, fez as suas provocações na palestra de abertura do evento. “Se o varejista não se mexer, já era”, cravou.

James Curleigh, presidente da Levi’s, provocou varejistas na abertura da NRF 2018 / Foto: Divulgação

Curleigh recomenda “proteger o núcleo [do negócio] e expandi-lo o máximo possível para ficar mais próximo do consumidor”. Ele também chamou atenção, por exemplo, para o jeans, que representa somente 5% do armário de uma pessoa. Então, em quais outros produtos os clientes investem?

A Levi’s ficaria parada e satisfeita com esses 5%? E qual parte do resto do guarda-roupa pode se traformar num produto Levi’s ? Além da categoria “emblemática” de cada varejista, como é o jeans para a empresa, o que mais o varejista está fazendo?

E um último conselho do executivo: embora a tecnologia permita capacidades cada vez maiores, isso não pode tornar complexa a experiência do cliente. Muito pelo contrário.

Por Tiago Baeta, enviado a Nova York

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