Redação E-Commerce Brasil

O que o e-commerce deve esperar em 2019?

Quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019   Tempo de leitura: 5 minutos

Esqueça vídeos hipnotizantes de máquinas conversando com pessoas em balcões de atendimentos ou robôs que escaneiam o estoque de uma loja física: o futuro que chega ao e-commerce brasileiro pode não ser tão glamouroso, mas promete entregar muitas experiências positivas.

Metade do que o varejo fatura por ano é do setor supermercadista

Para Rodrigo Nasser, sócio da ITU Partners, serão quatro principais frentes de mudanças no comércio eletrônico em 2019, algumas delas com potencial para redefinir o mercado.

Ele falou nesta quarta-feira (13), durante a Conferência E-Commerce Brasil Santa Catarina.

Mudança do papel da loja física

Segundo Nasser, cerca de metade do que o varejo fatura por ano é do setor supermercadista. Por isso, parte das novidades virá dessa área.

“Nas grandes capitais, a entrega por moto — quando o motoqueiro compra ou retira um produto e, depois, entrega — está crescendo mais do que 50% por mês em volume de pedidos”, explicou o especialista.

“A competição vai sair do supermercado e ir para o varejo tradicional. Na maioria de shoppings em São Paulo, por exemplo, você vê uma fila de motoboys, todos indo comprar [para depois entregar]”, exemplificou.

Com isso, as lojas físicas devem assumir cada vez mais o papel de minicentros de distribuição. Muitas vezes, um ponto passará a alugar o espaço para outra empresa.

Além disso, em 2018, um trecho de lei fiscal que obrigava lojistas a terem um emissor lacrado ao lado do ponto de venda foi retirado. De acordo com Nasser, isso faz com que seja mais fácil oferecer comodidade — como colocar um tablet na mão dos vendedores e finalizar a compra sem precisar ir ao caixa.

Outro ponto é que, com os recentes ajustes nas secretarias da Fazenda, o lojista não depende do ERP para obter certas informações em tempo real. Ou seja, abre-se a possibilidade de consultar dados, como o momento em que um motorista saiu para entrega, diretamente da fonte.

Serviços de entregas e marketplaces em alto crescimento

“A importância desse canal para o varejista e a indústria é enorme”, cravou Nasser. Entender exatamente como funciona esse ambiente é importante. “Não é o mesmo de ter uma loja própria. Existe a comissão, muitas vezes os dados dos clientes não são seus. Então, preste atenção nos efeitos positivos e talvez negativos de trabalhar no marketplace”, aconselhou.

First Party Data e o mundo offline

Com a aprovação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que entrará em vigor em agosto de 2020, cada vez mais os dados primários deverão fazer parte da rotina dos e-commerces.

Dados primários são aqueles coletados e tratados pela própria empresa. As informações de terceiros são aquelas obtidas por terceiros.

Segundo Nasser, quem deixar para se preocupar com o tratamento da base na última hora corre o sério risco de ficar ilegal. “Em todas as campanhas e segmentações, baseie-se nos dados primários. Cada vez menos dependa de dados terceiros”, sugeriu.

Mobile payment como alternativa para não-bancarizados

Hoje, cerca de 60 milhões pessoas estão desbancarizadas. Por outro lado, o comércio eletrônico ainda oferece opções de pagamento limitadas para esse público.

Por isso, 2019 deve trazer boas notícias aos lojistas. “O padrão de Open Banking deve ser anunciado neste ano. Com ele, a gente começa a fazer transferências por conta bancária ou por meio de fintechs, para quem não tem conta bancária. E conseguimos reduzir a quantidade de boletos”, comemorou.

Por Caio Colagrande, da redação do E-Commerce Brasil

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