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  Redação E-Commerce Brasil

Amazon negocia novo galpão para ampliar suas operações no Brasil

Segunda-feira, 12 de março de 2018   Tempo de leitura: 9 minutos

O grupo americano Amazon.com está negociando um galpão de 50 mil m² nas imediações de São Paulo, mais precisamente no município de Cajamar, a 50 quilômetros da capital paulista, conforme foi informado à Reuteurs por fontes conhecedoras do assunto, à medida que a Amazon intensifica o seu impulso para o maior mercado de varejo da América Latina, o Brasil.

Segundo documento obtido pela agência de notícias, em 4 de outubro do ano passado, a Amazon se registrou na prefeitura de Cajamar com o objetivo de exercer atividade econômica na região, citando o ramo de comércio varejista especializado e um capital social em torno de R$ 257,9 milhões.

O investimento em logística, que seria quatro vezes o tamanho de sua atual operação de frete de livros no país, é um sinal que o varejista online poderá lidar em breve com a distribuição de produtos eletrônicos e outras mercadorias vendidas em seu site brasileiro.

Esse seria o primeiro passo desse tipo para a Amazon na maior economia da América Latina, onde ela atualmente dispõe de terceiros para enviar seus próprios produtos vendidos no marketplace, o que aumenta a importância dessa grande renovação do comércio eletrônico no Brasil.

Cenário no Brasil

Embora aproximadamente dois terços dos 209 milhões de pessoas do Brasil tenham acesso à internet, o varejo online demorou para deslanchar no início, em meio a preocupações com a segurança e complicações com impostos e logística no país de extensão continental.

O e-commerce representa por volta de 5% do mercado de varejo do Brasil, aproximadamente US$ 300 bilhões – cerca de metade da parcela dos Estados Unidos –, mas esse número dobrou nos últimos quatro anos e a previsão é que continue crescendo anualmente, em um ritmo de dois dígitos.

Agora, a Amazon, que expandiu em outubro seu negócio de livros no Brasil para eletrônicos, está se preparando para disputar com seus concorrentes, como as campeãs de vendas em e-commerce Mercado Livre e a B2w Companhia Digital, sendo a última controlada indiretamente por parceiros do grupo 3G Capital, de capital privado.

“Obviamente você não pode subestimar uma empresa como a Amazon”, afirma Pedro Guasti, CEO da Ebit, empresa de consultoria online brasileira. “Ela tem uma enorme capacidade de investir e, obviamente, está abocanhando uma fatia de bolo maior que a do ano passado”.

Concorrentes da Amazon

O Mercado Livre Inc, a B2w e a varejista local Magazine Luiza SA superaram a Amazon, armazenando e enviando produtos que aparecem em seus sites, mesmo quando oferecidos por terceiros, para assegurar a velocidade e a satisfação do cliente.

A Amazon, em contrapartida, tardou a resolver os desafios de expedição em um país onde logística complicada e questões tributárias tornaram, há muito, o e-commerce um negócio não lucrativo.

Após a Reuters informar que a Amazon estava de olho no novo espaço do armazém brasileiro, as ações do Mercado Livre despencaram 7%, enquanto as do Magazine Luiza caíram 5% e a rival Via Varejo SA chegou a ter uma queda de 6%. Todas as três fecharam o dia com queda em torno de 3%. A B2W perdeu aproximadamente 8,5% e fechou com um percentual 7% menor.

“Os mercados ficam temerosos quando vêem um investimento da Amazon”, disse um comerciante brasileiro. “Existe o medo de que a empresa fique mais agressiva com sua estratégia no Brasil”.

Contraste Mexicano

No México, a Amazon já adotou uma abordagem mais agressiva, lançando seu mercado de terceiros juntamente com o seu próprio serviço de frete, o Fulfillment by Amazon, em 2015.

O contraste foi absoluto. Quase 20% das avaliações no mercado brasileiro da Amazon são negativas, em comparação com 10% no México e apenas 4% nos Estados Unidos, de acordo com a Marketplace Pulse, empresa de análises de e-commerce.

As reclamações no Brasil frequentemente se concentram em atrasos ou cancelamento de pedidos – um problema que foi drasticamente reduzido em outros países, nos quais a Amazon embala e envia os pedidos de produtos de terceiros, armazenados em seu próprio depósito.

Um dos primeiros sinais do impulso logístico da Amazon no Brasil foi a publicação no LinkedIn ano passado de uma listagem com mais de uma dúzia de empregos na área de distribuição no país, incluindo Site leader, Fulfillment CenterO novo depósito no município de Cajamar, aparenta ser mais um passo nessa direção.

A empresa de logística Prologis Inc., localizada em São Francisco, ofereceu um espaço de 50.000 metros quadrados à Amazon, em um novo parque industrial que hospeda a DHL e a Samsung, de acordo com fontes, que afirmaram que a mudança estaria prevista para fevereiro.  

Os preparativos no Brasil começaram quando a Luft, atual operadora logística da Amazon para o mercado de livros, preparou uma mudança para outra localização da Prologis, que contém entre seus locatários multinacionais como Walmart e UPS., deixando sua atual instalação de 12 mil metros quadrados na cidade de Barueri.

A Amazon informou que não comenta especulações e a Prologis, que também associou-se à empresa de comércio eletrônico em um mega depósito ao norte da cidade do México no ano passado, recusou-se a comentar o assunto.

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1 comentário

Comentários

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Comentando como Anônimo

  1. Seria muito bom se tivéssemos essa opção de ter os serviços da Amazon no brasil como nos Estados Unidos, a nossa satisfação de compras feitas pela Amazon nos Estados Unidos foi excelente e por muitos anos (resumindo: tem tudo, produtos de qualidade, exelência na entrega e frete justo em um site)

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